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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Série Blogs que Inspiram - Mini contos




Quem acompanha este blog, já deve ter lido ou  mesmo ter sido homenageado com um mini conto em "blogs parceiros que inspiram".
Já escrevi 3 séries e esta  é a caçulinha .  Dessa vez escrevi pra uma pessoa muito sensível, generosa e que ama os animais, assim como eu os amo.

Do Amor maior...

para Verena
http://bichinhosamados.blogspot.com.br


Tudo era obra e arte!
Olhou ao redor e contemplou a véspera do silêncio, que oprime as palavras, mas que transborda joias similares; aquelas, isentas do entendimento humano.
Bastava apenas um "roçar" urgente de carinho, e com(paixão) construir no ar gestos e modelos que vinham recheados de "vozes"agradecidas ,como um trinado um miado interessado ou um latido feliz, reconhecendo instintos inocentes. E tudo isso era como uma brisa de cetim na película crua do olhar.
Quisera ser gente, entretanto bastava ter a gratidão e a beleza gratuitas dos Bichinhos de Verena.
É um amor que nada pede, só germina troca de afagos.

abril - 2014

by Lu Cavichioli*



terça-feira, 22 de abril de 2014

Conto Interativo

Oi Galera, escrevemos um conto a 4 mãos ali n comunidade que minha amiga
Silvana Haddad criou
Achei legal colocar aqui também para vocês lerem e opinarem.

Obrigada!

À SOMBRA DO CASARIO


Angella ainda permanecia hospedada em casa dos Freeman. Para ela ainda era conveniente porque sentia paz, pelo menos aparentemente.
A casa ficava no alto da colina de Crowel, no sul da Escócia, e era ladeada pelo jardim mais lindo que já vira abraçado à fragrância de lírios e hortênsias que coloriam as manhãs, enquanto o sol inundava de verões a linda cidade encravada no condado de Seaground.
A propriedade ostentava um lindo portão branco e fosco e a casa , construída no meio do terreno lhe conferia a magnitude dos castelos.
O telhado era de um vermelho- terra e contrastava com as lajotas brancas que compunham as paredes externas.
Aproveitando o ensejo, deveria terminar seu livro e voltar rapidamente ao Brasil, mas sua cabeça fervilhava depois do encontro com Joe, após dez anos. Em toda sua vida sonhara com aquele momento.
Quando a noite revelava sua face azulada, Angella resolve ir até ao Little Bear Pub.
Carne acebolada com batatas douradas seria ótima companheira para uma caneca de cerveja. Vestiu-se de anil saindo em seguida.
No caminho seus pensamentos a torturavam. Lembranças do acidente que perdera marido e filho assombravam seus olhos. A estrada era escura, mas por sorte logo avistara o luminoso alaranjado do pub.
Caía uma chuva fina e morna, o que tornava a noite melancólica. Angella entrou rapidamente. O ambiente estava mergulhado em névoas de nicotina dando um tom bruxuleante nas arandelas que abrigavam cada mesa. Absorta em seus fantasmas ela avista os ombros bem torneados e fortes de Joe. A nuca morena, já com fios grisalhos revelava o charme desenfreado que ela nunca conseguira conter. Seu coração já aos pulos dava sinal de um desespero conhecido e inóspito.
Lutando com a coragem resolveu aproximar-se dele...
- boa noite!
_ ... Hã... Olá, que surpresa vê-la aqui. Sente-se. O que vai beber?
_ uma cerveja escura, por favor.
_ Quer comer alguma coisa? Eles tem um ótimo rosbife por aqui que pode ser acompanhado de batatas e legumes. Divide comigo?
¬¬_ Boa pedida!
(Lu Cavichioli)
As palavras de Angella soaram surdas, abafadas. Respirou, então, muito fundo e seus pensamentos realmente não estavam presentes ali, naquele pub, face a face com Joe! E um rosbife era tudo que ela podia desejar, naquele momento meio conturbado para ela, e sentiu que mataria uma fome não apenas de seu físico, mas ainda enganaria consideravelmente sua fome de justiça.
Olhou demoradamente para a caneca de cerveja, e seus pensamentos tumultuados acalmaram-se e voltou ao ambiente em que estava, observando tudo ao redor e não entendeu como não se apaixonara por esse homem de ombros largos e fortes!
(Graça Lacerda)

Talvez por estar envolvida demais com o esposo, e depois disso com a dor da perda. Sentindo-se mais calma, preparou-se para saborear o rosbife. A companhia também era inspiradora. Joe era a conexão que restava com seu passado. Eles haviam se conhecido quando o marido e o filho de Angella ainda estavam vivos. Foi ele quem a amparou quando a dor foi tão grande que ela mal conseguia ficar de pé, logo após o fatídico acidente. E era ele quem poderia ter as respostas que Angella precisava para que o coração dela pudesse sossegar. Ou pelo menos se acalmar um pouco mais. O desespero em ver Joe, vinha dali. Depois de dez anos. Dez anos solitários, que não diminuíram a dor da perda. E Joe estava ali, junto dela, saboreando um rosbife. Ele havia sido a última pessoa que falara com seu esposo antes do acidente. E talvez tivesse uma peça do quebra-cabeças que Angella não conseguia encaixar.
(Marina Carla)

Após alguns goles de cerveja, Angella sentia-se mais á vontade. Embora estivesse tão melancólica, quanto à noite lá fora...
Havia tentado se preparar, durante 10 longos anos, para aquele reencontro. Pensara minuciosamente em como se portar, o que iria falar, quais respostas queria ouvir,... Entretanto, não tinha como controlar suas emoções e enrubesceu.
Estava tão corada, quanto às batatas que o garçom acabava de servir e não tinha a mínima ideia em como iniciar a conversa que poderia trazer à tona a história do passado.
Quais seriam os segredos que Joe sabia e havia guardado por 10 anos???
Era exatamente isso que Angella gostaria de saber.
E definitivamente, ela não iria embora de Seaground, sem as respostas.
(Silvana Haddad)
Após o jantar, Joe a convidou para um passeio já que a garoa havia dado lugar para as estrelas. Havia um grande jardim que ladeava o pub e ali Angella perguntou: _ Joe porque nunca mais se comunicou comigo? 
Ele pigarreou, coçou a cabeça e com um sorriso triste lhe disse: _ Angella, eu a amo... Aliás sempre amei e você sabe disso. Naquela noite , antes do acidente, Carlo e eu tivemos uma discussão. 
Ele soube que eu estava no Brasil e que iria vê-la... 
Angella sentiu seu estomago revirar e uma leve tontura a fez quase desfalecer e Joe teve que segura-la. Então seus olhos se encontraram num turbilhão de sentimentos e ele ameaçou beija-la... Angella o empurrou dizendo:
-Não me interessa teus sentimentos. O que disse a Carlo naquela noite?
-Nada além do que eu e você já sabíamos...
- Joe... Não me diga que... Não, você não seria capaz!
Meio sem forças Angella sentou-se em um dos bancos do jardim, olhou para o céu e não pode conter as lágrimas.
Joe se ajoelhou à sua frente, pegou em suas mãos dizendo:

-Meu amor, eu não queria que as coisas tivessem acontecido dessa forma, por isso eu sumi de circulação. Eu abdiquei de tudo para deixa-la em paz e seguir tua vida, embora sempre tivesse algo que nos uniria para sempre.
-Como então Carlo soube da verdade?
_Ele recebeu uma carta anônima que continha o exame de DNA. E, seguida ligou pra mim e na fúria que dele se apossou pegou a estrada de madrugada rumando para o hotel em que eu me hospedara. E você sabe como aquela estrada é perigosa à noite.
Nicolas dormia na cadeirinha no banco de trás quando Carlo perdeu a direção e... o resto você já sabe.

Angella, levantou-se cambaleando e pediu que ela a levasse de volta até a casa dos Freeman.
Na manhã seguinte, os dois se reencontraram e Angella já refeita do golpe, despediu-se dizendo:

-Adeus Joe, adeus para sempre. Nada mais nos prende um ao outro... Nosso filho foi-se juntamente com Carlo. O que posso desejar na vida nesse momento? Talvez o lançamento do meu livro, que eu espero seja um grande sucesso.
-Posso ir no coquetel de lançamento?
_Se quiser será bem recebido e irá se lembrar da sombra do casario naquele fim de tarde.

The End (Lu Cavichiioli)

Autoras:

Lu Cavichioli
Graça Lacerda
Marina Carla
Silvana Haddad

*obrigada pela parceria meninas"

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Um olhar sobre o nada




Hoje acorde especialmente avessa, parecia até que eu vestira (ainda), o ocaso mórbido de um outono maltrapilho, pobre de marcas da ferrugem floral.
Não tenho muito o que dizer, só lembrar e calar.
Quem sabe amanhã eu consiga enxergar as cores...




quarta-feira, 2 de abril de 2014

Um diário, uma história contada através de momentos outros escrito em estradas tantas...






Em breve abrirei meu Diário com textos escolhidos a dedo e quem sabe algumas revelações sobre a minha pessoa e a longa trajetória da minha vida. Mas não pensem que tudo que lerão será de fácil entendimento porque eu gosto da fala metafórica e algumas coisas ficarão por conta da imaginação de vocês.

Tenho muitos textos difusos, obtusos, surreais e reais... tudo depende do meu momento e também do meu olhar sobre(tudo).

Há tempos que eu quero publicar meu Diário... Mas ele nem nome tem... E ainda nem está ordenado, se bem que meus escritos esperneiam tanto para nascer que a ordem nem caberia.

Contudo, o título do Diário está para surgir, talvez de alguma tempestade minha, com algumas aberturas de sol... Vamos ver, vamos esperar.

Boa noite!