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domingo, 22 de maio de 2011

Meme da Lu: 100 coisas sobre você!



Eu já fiz o meu. Se quiserem, seguir a sequência, tipo nome, idade, cidade etc... fiquem a vontade. Senão, mandem bala do jeito que quiserem. Vai ser legal saber mais a respeito de vocês.
Me avisem quando postarem pra eu ir correndo ler rsrs...
Eu já fiz o meu, agora é com vocês, mas tem que ter 100 ítens MESMO!

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Se quiserem fazer a gentileza de colocar meu link avisando o povo que o Meme veio do Escritos na Memória, eu agradeço! Espalhem, vai ser divertido.

Abraços
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Meme da Lu

1-Lucia Helena
2-apelido: Lise, mas o pessoal me chama por Lu
3-idade - já fiz 40
4-nasci em novembro
5- poeta
6 escritora
7- adoro cozinhar
8-trabalho na área de estética
9-sou paulistana
10-mãe de uma gata que é artista plástica
11-meu sonho é morar em frente ao mar
12-tenho uma calopsita
13-ganhei meu primeiro carro aos 18 anos
14-sou escorpiniana
15-ciumenta
16-impulsiva
17-sincera
18-boca no trombone
19-amiga de verdade
20-sou secretária/estenógrafa
21- sou baixinha
22-em 2004 fui editora de culinária
23-não como se não tiver salada
24-detesto lavar louça
25-odeio passar roupa
26-detesto malhar
27 1.58 de altura
28-sou tiete do Richard Gere
29-amo o frio
30-sou blogueira de carteirinha
31-fanática por chocolate
32 -minha avó é meu exemplo de mulher
33-adoro pipoca com manteiga
34-tenho pavor de baratas
35-adoro filmes de terror e suspense
36-tenho coleção de sapato social
37-adoro usar chapéu
38-fanática por sol com toda proteção possível
39-amo receber meus amigos para um jantar informal
40-adoro cafeterias
41-evito frituras
42-não tomo refrigerante
43-sou fanática por queijos
44- Romântica até a ponta do pé
45 - nostálgica sentimental e chorona
46-temperamental a ponto de perder a calma
47-impaciente
48-tenho uma coletânea poética publicada
49-participo de saraus
50-tenho 7 sobrinhos postiços
51-detesto futebol
52 -não suporto hipocrisia
53-gosto de aventuras
54- adoro morar em lugares altos
55- sonhadora e viajante do tempo
56-dorminhoca
57 -cor preferida: azul
58-fruta favorita: morangos
59-gosto de um bom vinho e meu marido ao lado
60-não fico por muito tempo sem minha família e minha calopsita
61-adoro usar preto com azul
62-detesto gatos
63-não suporto cigarro
64-tenho rinite alérgica
65-adoro comer peixes
66-acredito em disco voador
67-não falo com homens machistas
68-tenho 52kg
69-adoro pão com manteiga na chapa
70não bebo leite de vaca
71-gosto da casa cheia de flores
72 -corro de gente chata
73- aos 17 anos quase fugi de casa porque meus pais resolveram devolver minha cadelinha
74-comecei a dirigir com 14 anos
75- no colégio, eu era da turma do fundão
76-eu fui ratinha de praia
79 –sou saudosista
80- meu primeiro emprego foi de instrumentadora com meu dentista
81- fazia hidroginástica 3 x por semana
82- eu cabulava as aulas de física e matemática no cursinho
83- adoro comer bala de goma
84 – sou filha única e queridinha do meu pai
85- a nora mais velha
86- gosto de manter meus cabelos compridos
89 –gosto de dormir com o barulho da chuva
90 – adoro meus pés
91 – gosto de tomar chá com bolo e reunir amigas
92 – tenho um estranho fascínio por Paris
93 – sou fissurada na série Star Trek e seus personagens
94 – gosto imenso de cafungar um cangote de nenezinho
95 – tenho uma filha, publiquei um livro e ainda preciso plantar uma árvore
96 – adoro passear entre jardins
97 – minha avó visitou-me em sonho (quase real) três meses após sua morte
98 – uso pouquíssimo sal na comida
99 – não tenho medo do escuro
100 – não gosto de maquiagem

by Lu Cavichioli

A ficha caiu mais um pouquinho e eu decidi indicar alguns blogs amigos em participação deste meme:

http://petalarrosadinha.blogspot.com/
http://em-prosa-e-verso.blogspot.com/
http://biografiadofogo.blogspot.com/
http://botoeseanjosmimos.blogspot.com
http://yasminelemosrn.blogspot.com/

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sobre Cordéis e Encantamentos


Até onde consigo supor, a novelinha água com açúcar da Rede Globo está realmente abocanhando súditos e plebeus no horário vespertino.

Tenho a impressão (talvez (in)sensata), de que a emissora tenha finalmente acertado a mão na mistura do bolo, posto que personagens e enredo fermentaram a massa, temperando sagas e seus coronéis, chicoteando lampiões na porfia do cangaço e suas ditas justiças entre céus e terras. Aditivado com maestria brasões e barões assinalados da realeza e suas majestades.

Já fui noveleira, e das boas! Mas hoje, fiquei mais seletiva e para me contentar a história tem que ser pra lá de boa, mesmo porque também sou uma contadora de histórias. Por isso mesmo que esse texto foi se desenhando em minha frente, manchando uma inocente folha de papel, que mastiga minhas palavras para que ao final a digestão se faça sem azias.

Se fosse eu a contadora desta historinha açucarada que seria meio ácida, faria tudo ao inverso, fazendo da princesinha sertaneja uma engolidora da nobreza com toda pompa e ambição possíveis. E não essa coisinha triste que joga pela janela, vestidos e coroas, medalhas e impérios que galopam garbosos no passo do príncipe consorte.

Eu mostraria sim, seu lado ambicioso e, sobretudo sua ganância e o desenrolar profano da nobreza sobre o povo!
(até que seria interessante)

De resto, vemos fábulas e realidades no caldeirão das paixões, com muita água pra passar debaixo da ponte.

E como toda cidadezinha esquecida no mapa há um padre, um prefeito, um delegado, um doidivanas qualquer somados a personagens folclóricos e hilários que fazem a diferença diante do público, onde a criatividade deve destacar-se com doses de inteligência e bom humor. E isso, creio, eles fizeram.

Não há mais o que comentar. Deixo a cargo de meus leitores e amigos e, quem sabe isto se torne um debate novelesco e noveleiro.




Abraços
Lu Cavichioli

terça-feira, 3 de maio de 2011

Lua de Outono - a contemplação



O solarium exibia apenas feixes de luz e a escadaria era longa. Tão longa que meus olhos incapacitados, lacrimejaram. De sobressalto ouvi latidos e o bafo quente inundou minhas botas queimando-me as pernas.
Ao longe ouvi música. O som parecia de um piano magoado e solitário, certamente dedilhados por toques femininos, já que as notas musicais nasciam de pequenas e assustadas bailarinas.

Olhei ao redor e fatalmente descobri que estava de volta. De volta ao encontro de um pavor que eu nem sabia de que e nem por que.
Há trinta anos a propriedade estivera aos cuidados de meu velho pai, eremita e de barba cruel. Seus olhos continuavam expressando o vermelho do ouro colhido em alguma gema adormecida nas florestas inglesas, quiçá em penhascos irlandeses.
Meu pai era homem obcecado pela lua e suas crateras gotejantes de prata, que banhavam o cenário entre meses e marés.

Riachos distantes com vozes esquecidas atormentavam seu rosto petrificado pelo pranto esculpido em mármore na sala da morte. Das vozes esquecidas restavam apenas duas: a minha e a de meu irmão (já dilacerado pela boca da morte) movida por uma alcatéia sem líder.

Afastando esses pensamentos resolvi caminhar pelas alamedas envolvidas no frasco de todas as neblinas. Porém em certo momento acendeu fogo-fátuo à frente de meus pés. E pude ver na relva o líquido da vida derramado. Estava brilhando ainda, então eu o provei. Era adocicado e sensual despertando em mim a fera indomada. Meu grito ecoou através dos labirintos humano-animalescos do pecado original.
Fome e sede invadiram meu corpo e eu corri sem saber quem era e no ímpeto tresloucado do pavor estanquei ao ver no portal central da mansão meu velho pai. Ele tinha os cabelos desgrenhados e a barba crescida, branca já em quase toda sua totalidade.

Usava na ocasião uma calça cinza de um tecido grosso feito brim caiado e as botas lhe subiam até os joelhos. Camisa e colete cobriam-lhe o peito, protegido por um, sobretudo cor de chumbo, pesado, hostil e chicoteado pelo tempo conferindo-lhe o aspecto de um ser recém saído de algum espetáculo horripilante, ou de uma cripta arrombada por garras desgovernadas.

Meus olhos esbugalhados refletiam a imagem opaca do velho que vinha em minha direção com passos trôpegos e na boca trazia a vingança da indignação. E mesmo assim abraçou-me!
Eu sem fôlego e de braços caídos ao lado do corpo resvalei inquieto (talvez insano), naquele hálito ácido, carnívoro e pecador.

A noite veio e o fog cobriu meu rosto caindo em sono profundo.
Acordei maltrapilho e a febre dominava minhas entranhas e meu corpo hirto de lutas sangrentas transpirava horrores.

De tremor em tremor levaram-me ao velho novamente e (supostamente), fiquei entrevado sob lençóis prateados na apavorante luz do luar.
Então pedi a morte!

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*trecho alucinate que mostra uma faceta meio inconseqüente da escritora que assina:

um texto Lu Cavichioli

segunda-feira, 21 de março de 2011

Atitude


Amigos, enquanto Clarice espera no jardim, vou atualizando o Escritos e hoje me aprouve escrever sobre um tema que faz a diferença nas relações interpessoais: A ATITUDE!

Mas você podem perguntar:- que atitude será essa? Pois muito bem, vou lhes dizer.
A atitude que me refiro é sobre aproximação. As vezes precisamos dar o primeiro passo para que algo aconteça e isso pode fazer a diferença.


A aproximação de que falo é de gente que sente, ri, sofre, grita, ama, abraça... Enfim, aparece e diz: OLHA EU AQUI! EU EXISTO E QUERO ME APROXIMAR DE TI! Me deu vontade de te conhecer e eu vim te ver.

Sentimento nobre e humilde este, mas o ser humano é seletivo e tem o livre arbítrio para ir e vir.
Pensem nisso, mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
Foi difícil pra mim aprender tal lição, mas aprendi, a duras penas. Doeu? Claro que doeu. O crescimento dói, mas enobrece.

Quem me conhece sabe que sou boca no trombone e olhos de holofotes. Acho que isto se chama sinceridade, e paga-se alto por ela.

Meu afeto a todos!
by Lu C.
F

segunda-feira, 14 de março de 2011

Blogada Poética para o dia da poesia

Segue meu poema em comemoração ao Dia da Poesia




Solilóquio


Em dias vazios
faço da escrita
minha companheira
e confidente.
É para ela que abro
meu coração
revelando meus segredos
E por ela, venho
ultimamente
respirando!
As palavras beijam-me
amparando-me em seus braços
O silêncio,
senta-se a meu lado
As paredes abrem seus olhos
enquanto a caneta
dança sobre a folha...
E poemas como este:
nascem!

By Lu Cavichioli

domingo, 13 de março de 2011

Dia da Poesia - blogada coletiva




Olá pessoas queridas, estou participando da blogada poética proposta pelo
Tatto

e pela neo-amiga
Lu Souza

Amanhã é o dia 14/03 , e eu convido a quem vier e quem quiser, a participarem também!

Vamuquivamu!!

Lu C.

sexta-feira, 11 de março de 2011

La Femme Blue - A Definição

Amigos, há tempos eu postei aqui um ou dois trechos da releitura e subsequente escrita sob minha ótica da Obra de Roberto Drummond - A Morte de D. J. em Paris.

Segue nessa postagem mais um desses trechos, espero que apreciem esta louca maneira de escrever na tresloucada mania de criar: desta que vos fala.
Acho pertinente postar os textos em sequência para que possam além de acompanhar, travar um entendimento sobre história e personagens.


A mulher que usava sapatos musicais e era azul

(Trecho de um diário alucinante escrito supostamente em Paris)

Quando ele me ligou de madrugada eu ainda fumava a última “bituca” que tinha achado no cinzeiro naquele dia fatídico.

O luminoso alaranjado atormentava a penumbra sonolenta daquele quarto pegajoso na periferia de Paris.

A voz dele tremia de tal forma, que fazia vibrar a calada de uma noite sem fim. Procurando meu chinelo, decidi ir até o banheiro e dizer olá para minhas olheiras e responder a ele que não acreditava naquela conversa absurda, e perguntando a meus neurônios o que estava fazendo em Paris, atrás de um amigo maluco que jurava amar uma mulher azul (...)

A definição pode parecer incrivelmente ilógica, mas no decorrer das páginas deste diário ( que tive a ousadia de roubar), as situações e "loucuras" poderão até ser explicadas.