Esta é uma blogada que eu queria ter feito antes, mas como tudo tem seu tempo e isso deve ser respeitado e a ansiedade contida,cá estou (finalmente)com a dita cuja.
RESENHA ELABORADA EM DOIS ATOS
O Outro Nome da Rosa
Das Estações - Um Duo Nascimento Ato I
A obra literária de RR Barcellos figura entre os escritores vanguardistas, entretanto preserva o aspecto da escola literária dita romântica - do “eu” lírico. E isso pode-se perceber através da linguagem informal, isenta de rigores e rica em sentimentalismos.
O autor nos presenteia (regiamente) com surpresas lingüísticas e faz da semântica sua maior aliada. Rodolfo é um estilista da palavra escrita e possui (sorte a nossa), a capacidade em sugestionar, emocionar e instigar o leitor.
A obra em questão reinventa o amor revelando uma individualidade inquestionável, posto que nosso autor (creio eu) - discorre sobre seu próprio eu, manifestando ser o remetente da mensagem.
O enredo aprisiona o leitor de tal forma que não há sinais de cansaço na estrutura das linhas e nem tão pouco indícios de verborragia, acabando por sucumbir-nos (felizes), tal é o apelo lírico que envolve história e personagens.
Rodolfo revela-se flexível dentro de seu vasto conhecimento lingüístico e aproveita para brincar com as palavras, tornando-se íntimo acabando por embriagar-se num coquetel de sinônimos, antônimos e homônimos.
Pode-se dizer que RR é um caçador de palavras. Ele as doma, fazendo delas - escravas!
Enquanto o leitor, submisso espectador em palco supremo, ab(sorve) a sopa nutritiva para seus neurônios.
Entre os equinócios RR Barcellos convida solstícios, desfilando neles seu encanto peculiar, remetendo à obra (em justa causa) - “O Outro Nome da Rosa”, o poder místico do amor em conjunção com a Mãe Gaia; permitindo e projetando o nascimento da “Flor”: A ROSA DA MANHÃ!
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Ego in Verso - uma composição artística intrínsica -Ato II
Há de se definir primeiramente a distinção entre poema e poesia:
Um poema é uma obra literária geralmente apresentada em versos e estrofes (ainda que possa existir prosa poética, assim designada pelo uso de temas específicos e de figuras de estilo próprias da poesia). Efetivamente, existe uma diferença entre poesia e poema. Este último, segundo vários autores, é uma obra em verso com características poéticas, ou seja, enquanto o poema é um objeto literário com existência material concreta, a tem um carácter imaterial e transcendente.
fonte Wikipédia
Na segunda parte da obra de RR Barcellos vê-se claramente esta mescla o que caracteriza sem dúvida a verdade incontestável da musicalidade sensitiva da poesia, que exala um lirismo velado com o objeto poético traduzido pela forma em que esta aparece dentro do contexto. Em outras palavras, o referido autor discorre sobre as mais diferentes formas que embelezam os versos em diferentes composições como os sonetos, acrósticos, poemetos, glosas, soneto em redondilhas ou simplesmente sonetilho, tão bem desenhado por ele, e que tem por título: “DIA DOS NAMORADOS” milimétricamente escrito na impecável linguagem barcelliana.
Barcellos reinventa linhas poéticas amalgamando estilos, povoando os olhos dos leitores com uma estética abrangente de várias escolas literárias e sendo assim torna-se UM entre TANTOS que habitam sua estatuta de poeta: maduro, metafísico, exótico, romântico, parnasiano, contemporâneo e absolutamente en(cantador).
A musicalidade é traço marcante em todos seus versos que por serem tão elegantes, faz do EGO IN VERSO - uma coletânea glamurosa, perfeita para relembrar as noites insequecíveis dos saraus.
Sua generosidade em versos para com seus amigos, expressa uma breve lembrança de Manoel Bandeira escrevendo para Mario Quintana:
“Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares (...)”
Finalizando sem métrica nem rima , fecham-se as cortinas, mas o espetáculo continua no blog deste autor que escreve na modernidade sonhos & realidades.
SETE RAMOS DE OLIVEIRA
*Faltaram-me recursos intelectuais para uma melhor elaboração desta resenha, embora minha ousadia tenha falado mais alto*
Pra você, meu querido amigo RR
carinhosamente!
By Lu Cavichioli
Outubro/2011