Todos os Direitos Resevados à Lu Cavichioli

Creative Commons License Todos os trabalhos aqui expostos são de autoria única e exclusiva de Lu Cavichioli e estão licenciadas por Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License. Não comercialize os trabalhos e nem modifique os conteúdos Se quiser reproduzir coloque os devidos créditos

domingo, 13 de novembro de 2011

Posando de Bacana


imagem Salvador Dali


As Intenções podem ser disfarçadas
a palavra:
es-ti-li-za-da

Enigmas & mimetismos
Escrevem no tempo
Hieróglifos e aneurismas

Arrebentam no cérebro
Irônico da memória

A Massa cinzenta
De um ego neurótico

by Lu Cavichioli

sábado, 12 de novembro de 2011

A Flor e a Estrela

Quando se é flor, a terra agradece e o perfume agrada (mesmo que seja breve sua vida)

Quando se é estrela, o céu fica mais iluminado (pra te receber).


...Pra você, Rosely, já com saudade de ti.
Esteja com Deus!
da amiga
Lu C.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Decidi escrever... E agora?

Um pouco da minha história



Quando resolvi mostrar meus escritos há dez anos eu não conhecia nada sobre o mundo literário e seus mistérios. Eu pensava que era somente a pessoa ler e gostar... Quantos enganos e quantos desenganos experimentei nesses anos.
Apesar disso eu nunca desisti e até achava que escrevia bem. Ora bolas, bem pra quem? Eu não tinha noção de quanta gente boa, ESTRELAS mesmo, já estavam “anos luzes” desta pequena e tímida esfera de luz.

Minha caminhada continuava em busca de aprendizado e oportunidades em mostrar meus escritos , e mais que isso ser comentada por alguém.

Nessa época eu não tinha internet, e ia juntando no baú minhas letrinhas todas empilhadas e que tinham sobre elas apenas um parecer: O MEU! Depois que entrei na vastidão virtual, tomei coragem e decidi espalhar minhas palavras por aí. Comecei então a procurar sites de literatura que me dessem o que eu realmente esperava: INTERAÇÃO.

Eu queria escrever, ler, comentar e ser comentada. E consegui! Lá estava eu toda feliz nesse caminho onde conheci muitos astros de luz própria que ajudaram -me a crescer, a perceber meus erros dentro dos textos e dos poemas que eram piegas, com rimas forçadas sem nenhuma elegância e musicalidade. Aprendi a ver e varrer de meus versos os assanhados clichês e chavões (todos muito cansativos) que empobreciam o lirismo. Se é que havia algum em meus poemas?!

Nessa etapa eu apanhei muito , fui humilhada e desrespeitada em algumas críticas a respeito de meus trabalhos. Aquilo era o fim pra mim.
Gosto das críticas, dos comentários embasados que só acrescentam, mas não de esculachos porque o sol brilha pra todos, ou não?

Na verdade, eu queria ler os trabalhos alheios, aprender com eles e também a fazer os meus comentários. Eu tentava! Escorregava... Mas mesmo assim eu continuava.

Eu tinha que vencer a elitização do site em que (agora) era membro. Deveria escrever a altura dos ditos literatos chefões que ali mandavam e desmandavam sem papas na língua. De tapas em tapas e mais pontapés eu tirava proveito das críticas malvadas e ia lendo, lendo e absorvendo e também escrevendo mais. Conquistei amigos fieis (poucos), o que é normal. E desafetos também, (muitos) o que também é normal.

Percebi que aprender dói e crescer dói mais ainda. Depois de uns dois ou três anos de muita leitura/tapa/crítica/abraço/correção/caindo /levantando eu adquiri uma postura ereta. Ninguém mais ali me subjugava porque eu percebi que podia figurar dentro do clube e meus escritos haviam tomado prumo. Além disso, enxerguei seres humanos que são GENTE e gente que não (supostamente) poderiam ser humanos. DESCOBRI A AMÉRICA? Sim, descobri mais Américas do que poderia supor e, em minha estatura de poeta criei asas e ousei iniciar meu voo pleno sem apoio, sem claudicar e lá se foi a poeta alçar rumos.

Criei meu estilo e ele gira em torno do surreal, da fantasia, da natureza como um todo.
Filosofar sobre o ser humano e suas esquisitices eu realmente não consigo, embora já tenha escrito algo nesse sentido. Mas não é a minha praia.
Hoje, depois de 11 anos voando sozinha, construí sustentáculos para meus músculos de manequim (outrora hirtos).

Creio que atualmente aprendi mais que voos. Aprendi a ler nas entrelinhas e as minhas críticas são baseadas no que aprendi e as faço sem culpa, mas sempre respeitando o limite do outro. Embora essas minhas críticas já me custaram caro em algum momento porque a complexidade do ser humano é sempre um paradoxo. É preciso ter cuidado, justamente porque o livre arbítrio e a tal liberdade de expressão podem te levar a alguns desatinos e o teu nome e a tua figura transformar-se na tal “persona non grata”. .. (Olha a boca no trombone aí.

Enfim, a modéstia existe, mas eu não faço dela minha capa protetora e nem poso de astro porque escrever é uma tarefa árdua e é preciso estudar sempre e ler muito.

O que eu quero é continuar aprendendo com os que sabem mais que eu. Absorvendo tudo aquilo que acrescenta. Se alguém, eventualmente me corrigir eu agradeço e peço bis e assim vou caminhando nessa estrada infinitamente bela, que é a ESCRITA, pois ela faz parte das minhas células.


* fotos - coquetel de lançamento da coletânea poética Re(cantos)de Mim
Biblioteca Antonio Adolfo em São Paulo*
julho de 2008


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Re(cantos) de Mim recepciona O Outro Nome da Rosa

Esta é uma blogada que eu queria ter feito antes, mas como tudo tem seu tempo e isso deve ser respeitado e a ansiedade contida,cá estou (finalmente)com a dita cuja.


RESENHA ELABORADA EM DOIS ATOS

O Outro Nome da Rosa

Das Estações - Um Duo Nascimento Ato I

A obra literária de RR Barcellos figura entre os escritores vanguardistas, entretanto preserva o aspecto da escola literária dita romântica - do “eu” lírico. E isso pode-se perceber através da linguagem informal, isenta de rigores e rica em sentimentalismos.

O autor nos presenteia (regiamente) com surpresas lingüísticas e faz da semântica sua maior aliada. Rodolfo é um estilista da palavra escrita e possui (sorte a nossa), a capacidade em sugestionar, emocionar e instigar o leitor.

A obra em questão reinventa o amor revelando uma individualidade inquestionável, posto que nosso autor (creio eu) - discorre sobre seu próprio eu, manifestando ser o remetente da mensagem.

O enredo aprisiona o leitor de tal forma que não há sinais de cansaço na estrutura das linhas e nem tão pouco indícios de verborragia, acabando por sucumbir-nos (felizes), tal é o apelo lírico que envolve história e personagens.

Rodolfo revela-se flexível dentro de seu vasto conhecimento lingüístico e aproveita para brincar com as palavras, tornando-se íntimo acabando por embriagar-se num coquetel de sinônimos, antônimos e homônimos.
Pode-se dizer que RR é um caçador de palavras. Ele as doma, fazendo delas - escravas!

Enquanto o leitor, submisso espectador em palco supremo, ab(sorve) a sopa nutritiva para seus neurônios.

Entre os equinócios RR Barcellos convida solstícios, desfilando neles seu encanto peculiar, remetendo à obra (em justa causa) - “O Outro Nome da Rosa”, o poder místico do amor em conjunção com a Mãe Gaia; permitindo e projetando o nascimento da “Flor”: A ROSA DA MANHÃ!



*
Ego in Verso - uma composição artística intrínsica -Ato II

Há de se definir primeiramente a distinção entre poema e poesia:
Um poema é uma obra literária geralmente apresentada em versos e estrofes (ainda que possa existir prosa poética, assim designada pelo uso de temas específicos e de figuras de estilo próprias da poesia). Efetivamente, existe uma diferença entre poesia e poema. Este último, segundo vários autores, é uma obra em verso com características poéticas, ou seja, enquanto o poema é um objeto literário com existência material concreta, a tem um carácter imaterial e transcendente.

fonte Wikipédia

Na segunda parte da obra de RR Barcellos vê-se claramente esta mescla o que caracteriza sem dúvida a verdade incontestável da musicalidade sensitiva da poesia, que exala um lirismo velado com o objeto poético traduzido pela forma em que esta aparece dentro do contexto. Em outras palavras, o referido autor discorre sobre as mais diferentes formas que embelezam os versos em diferentes composições como os sonetos, acrósticos, poemetos, glosas, soneto em redondilhas ou simplesmente sonetilho, tão bem desenhado por ele, e que tem por título: “DIA DOS NAMORADOS” milimétricamente escrito na impecável linguagem barcelliana.

Barcellos reinventa linhas poéticas amalgamando estilos, povoando os olhos dos leitores com uma estética abrangente de várias escolas literárias e sendo assim torna-se UM entre TANTOS que habitam sua estatuta de poeta: maduro, metafísico, exótico, romântico, parnasiano, contemporâneo e absolutamente en(cantador).

A musicalidade é traço marcante em todos seus versos que por serem tão elegantes, faz do EGO IN VERSO - uma coletânea glamurosa, perfeita para relembrar as noites insequecíveis dos saraus.

Sua generosidade em versos para com seus amigos, expressa uma breve lembrança de Manoel Bandeira escrevendo para Mario Quintana:

“Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares (...)”

Finalizando sem métrica nem rima , fecham-se as cortinas, mas o espetáculo continua no blog deste autor que escreve na modernidade sonhos & realidades.

SETE RAMOS DE OLIVEIRA

*Faltaram-me recursos intelectuais para uma melhor elaboração desta resenha, embora minha ousadia tenha falado mais alto*

Pra você, meu querido amigo RR
carinhosamente!

By Lu Cavichioli
Outubro/2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011