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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Um Lembrete, talvez uma Apresentação




Quem me conhece sabe que eu tenho um estranho fascínio por Paris. Nem me pergunte o por quê, eu só sei que sou apaixonada pela cidade, sua história , seus mistérios e belezas.
Para tanto, criei um blog só pra falar da Cidade-Luz e é lá que eu guardo uma jóia, uma série que escrevi baseada no livro A Morte de D. J. em Paris de Roberto Drummond.
Eu escrevi alguns capítulos e simplesmente parei em 2006 e só fui terminar este ano, e com isso ganhei uma outra jóia , uma pedra preciosa, uma água marinha que se traduz por uma análise literária escrita por minha amiga Graça Lacerda.

Ainda neste mesmo blog eu coloco algumas reportagens  curiosas, revelando pedacinhos interessantes da cidade. Contando também a orígem da cidade e sua cultura.

Convido os leitores do Escritos na Memória a fazer uma viagem comigo através da releitura da obra de Drummond, aproveitando para fazer alguns passeios pela cidade.
Clube de Paris

Espero por vocês , obrigada!

Lu Cavichioli


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Desenhos de Pele - 84 anos de vida


EU E MEU PAI


 
Eu  lembro de você todos os dias, mesmo porque meus dias desenham pretéritos onde a manhã era igual a que vivo, mas isso é tão somente climático... É o tempo, é a natureza que(ainda) acontece.

Eu lembro de você no horário em que eu ia pra escola, lembra pai? Lembra do fusquinha vermelho que a gente ia feliz pro colégio enquanto a janelinha do passageiro levava meus cabelos (bem compridos) voando na liberdade de minha adolescência.

Eu lembro de você quando eu achava bilhetinhos escondidos nas minhas coisas, com aquelas mensagens de força naquela semana que eu estava prestando vestibular, e que me deu um super incentivo.

E quando você me viu vestida de noiva então? Lá estava você, plantado em frente à porta do meu quarto e quando ela se abriu, pude me ver em seus olhos mareados, e tua exclamação que soa até hoje aqui na minha cachola:
_ "Ah, filha, você está maravilhosa!"

Eu lembro de como você foi meu parceiro em todos os momentos difíceis da minha vida que você sabe quais foram e que me deixaram marcas profundas.
,
Das manhãs todas em nossas vidas, quando o sol ainda dormia você vinha e me acordava, e me sacudia porque eu tinha que ir pro cursinho... E eu ficava brava porque queria ficar mais um pouquinho. Levantava emburrada, mas quando chegava na copa você já tinha preparado meu café da manhã com todo seu capricho.

Muitos desenhos ainda vou esboçar aqui, meu querido e ir contando nossa história aos pouquinhos.
Que bom tê-lo comigo!

Te amo
beijos eternos




domingo, 1 de setembro de 2013

Laços de Manacá

 
 

 

Uma prosa entre utopias diversas e minhas divagações


Se eu fosse uma menina e vivesse num país com flores, eu andaria léguas até encontrar o portão encantado que me levasse ao bosque das ilusões (perdidas). Aquelas ilusões onde somente puros de coração conseguem ver.

Eu então atravessaria os portões e uma vez entrando em terra fértil, brotasse de mim azaleias ou pés de manacá azulados.

Minha pele seria apenas uma lembrança, libertando em perfumes a essência da menina. E desfeitos os laços, que eram pétalas...

Fecundos e promissores laços transformados, (talvez) nascidos de libélulas plantadas no ventre de alguma fada.

 

Divagações...

 

A menina seria rosa

Se a rosa fosse uma fada

Mas a fada era uma fita

E a fita nascera do embrião de manacá

Que era somente ilusão de libélulas

Depois de toda palavra tecida em fios

De bosque em bosque

- viro a página

E...


Sabe-se lá se haverá o fim da história

Quem quiser que conte outra!

 

 By Lu Cavichioli

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Não sei o que foi aquilo...







Sabe, hoje me veio à cabeça uma lembrança meio mórbida, daquelas que a gente quer apagar da memória. No entanto dessa lembrança ficou um fato intrigante que até hoje eu lembro.
Segue o acontecido:

Era uma tarde amena, nem sei se era primavera ou início de verão, só lembro que o céu estava azul e o sol escondia seu rosto de quando em vez entre as nuances de nuvens.
O momento não era nada bom, nem propício para risos, mas era real e dele ninguém vai escapar.

Eu estava à beira de um túmulo aberto onde seria enterrado uma pessoa que eu nem tinha amizade, eu estava lá porque  ele era um parente distante do meu marido.

Perto de mim estava uma cunhada minha que também já não está mais entre nós. Estávamos as duas de braços dados, esperando a urna descer, junto com  mais um montão de gente em volta.
Imaginem que quando os coveiros baixaram de vez a urna dentro da sepultura subiu imediatamente um aroma de flor.
 Um perfume que eu nunca tinha sentido antes. O mais assustador é que só eu e minha cunhada sentimos. Nesse momento nos olhamos espantadas e perguntamos as duas juntas: -"Você sentiu?
Começamos então a perguntar para algumas pessoas que ali estavam perto da gente e ninguém sentiu nada. MEEEEEEDOOOOOOOO!

E acreditem ou não, enquanto a sepultura não foi fechada o perfume continuava em nossas narinas e o resto do povo querendo sentir o cheiro e nada. Depois alguns creram outros não, mas nós duas sabíamos que o perfume subiu daquela cova.

Depois que as coroas foram colocadas sobre o túmulo e todos foram se afastando, nós ficamos ali, eu e minha cunhada querendo entender... Mas os mistérios não se entendem, apenas acontecem.

Depois de alguns anos eu tive um encontro com essa minha cunhada, que eu considero encontro de almas, que depois eu conto.


sábado, 24 de agosto de 2013

Uma Imagem - 140 Caracteres - 18ª Edição

Projeto Cultural sob a criação de Christian Louis



IN NATURA

Sou pele, sal e desejos. Tudo banhado em água de rosas à espera de  nova semente que brotaria uma fêmea de asas... (talvez).




sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Série Minicontos - 3ª Mostra



Yes, Party!



Para Silvana Haddad

Tudo era néctar num oceano de seda. As manhãs já vinham anunciando arco-íris e claras de sol no rosto dourado da memória.
O terreno era fértil e floriu rapidamente, derramando marés invertidas, revelando o talento lapidado resgatando estrelas que povoam retinas cibernéticas. E em meio a toda distância entre uma e outra tela fria, há bosques com bocas de jasmim que cantam a felicidade dos devaneios.
Ocasos e auroras iluminam a ponte de tantos corações que passeiam em sutilezas outras, no elo duplo - no pique pique das horas: UM ANIVERSÁRIO.

Silvana & Amigos!








Céus, Cores e Canteiros
Para Chica



Quisera que as tulipas fossem azaléias, quando na verdade eram somente sementes.
As nuvens se abriam e os pássaros traziam na boca muitos ninhos que bebiam os céus, céus de todo o mundo. Enquanto na terra caminhava tranquila a mais linda das alvoradas, talvez uma pequena, uma  menina... A sensível Joaninha!




Para quem quiser ler outros Minicontos/homenagens acesse

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5061008411094711727#editor/target=page;pageID=614293602527473666

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

TE CONTEI? BC do blog(Edição 21) - Os Pequenos Prazeres da Vida

Pessoal, olha eu aqui participando de mais uma BC - acho que estou ficando viciada rsrs....
Essa é do blog da Etienne





Bom, eu tenho VÁRIOS pequenos prazeres, escolhi este só pra ilustrar a blogada,e dizer que é um de meus preferidos.
Segue mais abaixo outros pequenos prazeres meus!



 


"Livros são os mais silenciosos e constantes amigos; os mais acessíveis e sábios conselheiros; e os mais pacientes professores."

(Charles W. Elliot)

Pequenos Prazeres OUTROS da Lu C.

*passear na areia da praia ao por de sol
*passar por uma estrada ladeada por flores
*dividir um bom vinho com meu amor
*comer morangos com chantily
*Almoçar fora com minha filhota
*Escrever uma nova história
*Arrumar uma  boa mesa para receber meus convidados
*comer pipoca debaixo do cobertor
*dormir com o barulho da chuva...
*comprar sapatos



E  pra quem quiser eu deixo um convite para que vá direto ao Sweet House
Meu bloguinho de casa e mulherzices. Deixei lá umas imagens felizes.

Bacios e meu afeto

Lu C.