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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Diário de uma Lagarta


Gramado, 18 de maio de 2014

Olá gente, boa tarde, eu disse que ia abrir meu diário com algumas revelações, alguns textos mesclados em utopias e fotos também... Lógico né?! Fotos para ilustrar os momentos.
Escolhi estrear as páginas com nossa viagem a Gramado RS - Foi tudo muito lindo e inesquecível
Enjoy !!

Desembarcamos em Porto Alegre no dia 18/05 e seguimos de ônibus para o hotel em Gramado.
Chegamos tipo 17:40 mais ou menos. Um frio de lascar (adooro) rsrs...
O hotel escolhido por meu maridão (surpreeesaaa) era fantástico e logo fomos para o apartamento , porque o jantar seria servido no restaurante de outro hotel e o guia iria passar pra pegar a gente uma 20:00 mais ou menos.

HOTEL ALPESTRE - Nossa casa em Gramado












Quando chegamos no Hotel Serrano Resort encontramos nosso grupo de viagem, por sinal um pessoal muito bacana, mas a gente não se conhecia direito ainda, então pegamos uma mesa de 4 lugares que estava vazia. Logo em seguida, assim que sentamos chegou um casalzinho lindo e simpático e a menina pediu pra mim se podiam sentar conosco. Eu disse sorrindo: - Claro querida, fica a vontade! E assim durante o jantar fomos nos conhecendo e soubemos que eles estavam em lua de mel. Daí a conversa deslanchou e nós contamos a eles que estávamos de volta depois de 32 anos de casados e que também passamos nossa lua de mel lá. Ahhh foi uma festa...

Olha a gente aí pessoal

Beijo pra vocês Tabata e Rigi




No dia seguinte, fomos ao primeiro passeio, super cedo, com um friozinho gostoso regado por um sol tímido, mas que ajudou a esquentar um pouco.
Fomos visitar 5 famílias italianas com muita história pra contar. De início chegamos na Casa Centenária, onde conhecemos Dona Elisabeta, uma senhorinha muito fofa com 86 anos e que reside na casa há 63.
Em outros tempos, informou nossa guia, ela abria a casa pra visitação mas como algumas pessoas não tem educação e começaram a mexer em seus pertences, ela decidiu em não abrir mais - por isso a gente ficou do lado de fora, mas ela veio conversar conosco e nos recebeu com todo carinho e hospitalidade.
Da uma olha gente!!

CASA CENTENÁRIA



Olha Dona Elisabeta na varanda, que linda!!



Eu e maridão no jardim da casa centenária


Eu, dona Elisabeta e a bisa Ditinha - que eu conto a história dela depois... uma fofa também!


*Na próxima postagem, vamos visitar o museu do Sr. Nelson Ferenzi - um carcamano que usa tamancas e que nos acolheu com sorriso e um BONJORNO MUITO FELIZ, e depois foi logo contando história dos antepassados e ao final nos convidou a visitar a Farmácia da Alegria... Estão curiosos com essa farmácia? Eu também fiquei, mas depois eu conto.
Bacios e até breve!!!

***TODAS AS FOTOS AQUI EXIBIDAS SÃO DE MINHA PROPRIEDADE*** RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - OBRIGADA!



sábado, 10 de maio de 2014

Todos os dias são felizes e devem ser comemorados com essas mulheres abençoadas: NOSSAS MÃES

Minha querida, mais um ano em que posso cantar essa sonata pra ti em versos, e expressar toda gratidão, aconchego e AMOR incomparáveis que só uma mãe pode ofertar.

Pra você minha linda Mãe



SONATA PARA MINHA MÃE
*by Lu Cavichioli

De todas as vozes
guardo teu canto

Sobre teus braços
aconchego meu sono

De todos os olhos
Vejo nos teus -
estrelas

De tantas caminhadas
Ouço teus conselhos

Na correria das idades
Me aquieto
no muro das épocas
te encontro nas lágrimas
da infância
Acolhendo meu ego lúdico,
Frágil em pequenos vôos

Das noites que vieste à minha cabeceira
Espreitar meu sono, afugentando meu frio
Deixando teu hálito insone e dócil
Recordo e guardo-te
No álbum da eternidade

minha e tua
Nossa bendita entranha
Que fez de mim – fatia
De teu pedaço
Escrevendo a marca
Imutável do ser.

Pra você, querida HELENA –
MINHA BELA HELENA

* quem quiser ouvir o poema recitado visite o link
http://www.recantodasletras.com.br/audios/poesias/35601

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Só na Calmaria...




Nada melhor do que ter a sensação de liberdade e viver na paz. Estou vivendo esses momentos, embora sempre tenha que pular uma pedra, chutar um pedregulho ou pular uma poça de água suja. Mas meus pés deslizam sobre a liberdade, onde eu mesma sou a decisão.
Estou feliz, muito mesmo . Primeiro por Deus em minha vida e Nele confiar e também porque estou com saúde , e sendo assim... Caminhar para frente, cabeça erguida e bora lá para as conquistas.

Boa tarde meus caros!


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Uma imagem 140 Caracteres




TATUAGEM






No reflexo da transparência, um destino
sensações à parte

Desafio proposto pelas amigas

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Série Blogs que Inspiram - Mini contos




Quem acompanha este blog, já deve ter lido ou  mesmo ter sido homenageado com um mini conto em "blogs parceiros que inspiram".
Já escrevi 3 séries e esta  é a caçulinha .  Dessa vez escrevi pra uma pessoa muito sensível, generosa e que ama os animais, assim como eu os amo.

Do Amor maior...

para Verena
http://bichinhosamados.blogspot.com.br


Tudo era obra e arte!
Olhou ao redor e contemplou a véspera do silêncio, que oprime as palavras, mas que transborda joias similares; aquelas, isentas do entendimento humano.
Bastava apenas um "roçar" urgente de carinho, e com(paixão) construir no ar gestos e modelos que vinham recheados de "vozes"agradecidas ,como um trinado um miado interessado ou um latido feliz, reconhecendo instintos inocentes. E tudo isso era como uma brisa de cetim na película crua do olhar.
Quisera ser gente, entretanto bastava ter a gratidão e a beleza gratuitas dos Bichinhos de Verena.
É um amor que nada pede, só germina troca de afagos.

abril - 2014

by Lu Cavichioli*



terça-feira, 22 de abril de 2014

Conto Interativo

Oi Galera, escrevemos um conto a 4 mãos ali n comunidade que minha amiga
Silvana Haddad criou
Achei legal colocar aqui também para vocês lerem e opinarem.

Obrigada!

À SOMBRA DO CASARIO


Angella ainda permanecia hospedada em casa dos Freeman. Para ela ainda era conveniente porque sentia paz, pelo menos aparentemente.
A casa ficava no alto da colina de Crowel, no sul da Escócia, e era ladeada pelo jardim mais lindo que já vira abraçado à fragrância de lírios e hortênsias que coloriam as manhãs, enquanto o sol inundava de verões a linda cidade encravada no condado de Seaground.
A propriedade ostentava um lindo portão branco e fosco e a casa , construída no meio do terreno lhe conferia a magnitude dos castelos.
O telhado era de um vermelho- terra e contrastava com as lajotas brancas que compunham as paredes externas.
Aproveitando o ensejo, deveria terminar seu livro e voltar rapidamente ao Brasil, mas sua cabeça fervilhava depois do encontro com Joe, após dez anos. Em toda sua vida sonhara com aquele momento.
Quando a noite revelava sua face azulada, Angella resolve ir até ao Little Bear Pub.
Carne acebolada com batatas douradas seria ótima companheira para uma caneca de cerveja. Vestiu-se de anil saindo em seguida.
No caminho seus pensamentos a torturavam. Lembranças do acidente que perdera marido e filho assombravam seus olhos. A estrada era escura, mas por sorte logo avistara o luminoso alaranjado do pub.
Caía uma chuva fina e morna, o que tornava a noite melancólica. Angella entrou rapidamente. O ambiente estava mergulhado em névoas de nicotina dando um tom bruxuleante nas arandelas que abrigavam cada mesa. Absorta em seus fantasmas ela avista os ombros bem torneados e fortes de Joe. A nuca morena, já com fios grisalhos revelava o charme desenfreado que ela nunca conseguira conter. Seu coração já aos pulos dava sinal de um desespero conhecido e inóspito.
Lutando com a coragem resolveu aproximar-se dele...
- boa noite!
_ ... Hã... Olá, que surpresa vê-la aqui. Sente-se. O que vai beber?
_ uma cerveja escura, por favor.
_ Quer comer alguma coisa? Eles tem um ótimo rosbife por aqui que pode ser acompanhado de batatas e legumes. Divide comigo?
¬¬_ Boa pedida!
(Lu Cavichioli)
As palavras de Angella soaram surdas, abafadas. Respirou, então, muito fundo e seus pensamentos realmente não estavam presentes ali, naquele pub, face a face com Joe! E um rosbife era tudo que ela podia desejar, naquele momento meio conturbado para ela, e sentiu que mataria uma fome não apenas de seu físico, mas ainda enganaria consideravelmente sua fome de justiça.
Olhou demoradamente para a caneca de cerveja, e seus pensamentos tumultuados acalmaram-se e voltou ao ambiente em que estava, observando tudo ao redor e não entendeu como não se apaixonara por esse homem de ombros largos e fortes!
(Graça Lacerda)

Talvez por estar envolvida demais com o esposo, e depois disso com a dor da perda. Sentindo-se mais calma, preparou-se para saborear o rosbife. A companhia também era inspiradora. Joe era a conexão que restava com seu passado. Eles haviam se conhecido quando o marido e o filho de Angella ainda estavam vivos. Foi ele quem a amparou quando a dor foi tão grande que ela mal conseguia ficar de pé, logo após o fatídico acidente. E era ele quem poderia ter as respostas que Angella precisava para que o coração dela pudesse sossegar. Ou pelo menos se acalmar um pouco mais. O desespero em ver Joe, vinha dali. Depois de dez anos. Dez anos solitários, que não diminuíram a dor da perda. E Joe estava ali, junto dela, saboreando um rosbife. Ele havia sido a última pessoa que falara com seu esposo antes do acidente. E talvez tivesse uma peça do quebra-cabeças que Angella não conseguia encaixar.
(Marina Carla)

Após alguns goles de cerveja, Angella sentia-se mais á vontade. Embora estivesse tão melancólica, quanto à noite lá fora...
Havia tentado se preparar, durante 10 longos anos, para aquele reencontro. Pensara minuciosamente em como se portar, o que iria falar, quais respostas queria ouvir,... Entretanto, não tinha como controlar suas emoções e enrubesceu.
Estava tão corada, quanto às batatas que o garçom acabava de servir e não tinha a mínima ideia em como iniciar a conversa que poderia trazer à tona a história do passado.
Quais seriam os segredos que Joe sabia e havia guardado por 10 anos???
Era exatamente isso que Angella gostaria de saber.
E definitivamente, ela não iria embora de Seaground, sem as respostas.
(Silvana Haddad)
Após o jantar, Joe a convidou para um passeio já que a garoa havia dado lugar para as estrelas. Havia um grande jardim que ladeava o pub e ali Angella perguntou: _ Joe porque nunca mais se comunicou comigo? 
Ele pigarreou, coçou a cabeça e com um sorriso triste lhe disse: _ Angella, eu a amo... Aliás sempre amei e você sabe disso. Naquela noite , antes do acidente, Carlo e eu tivemos uma discussão. 
Ele soube que eu estava no Brasil e que iria vê-la... 
Angella sentiu seu estomago revirar e uma leve tontura a fez quase desfalecer e Joe teve que segura-la. Então seus olhos se encontraram num turbilhão de sentimentos e ele ameaçou beija-la... Angella o empurrou dizendo:
-Não me interessa teus sentimentos. O que disse a Carlo naquela noite?
-Nada além do que eu e você já sabíamos...
- Joe... Não me diga que... Não, você não seria capaz!
Meio sem forças Angella sentou-se em um dos bancos do jardim, olhou para o céu e não pode conter as lágrimas.
Joe se ajoelhou à sua frente, pegou em suas mãos dizendo:

-Meu amor, eu não queria que as coisas tivessem acontecido dessa forma, por isso eu sumi de circulação. Eu abdiquei de tudo para deixa-la em paz e seguir tua vida, embora sempre tivesse algo que nos uniria para sempre.
-Como então Carlo soube da verdade?
_Ele recebeu uma carta anônima que continha o exame de DNA. E, seguida ligou pra mim e na fúria que dele se apossou pegou a estrada de madrugada rumando para o hotel em que eu me hospedara. E você sabe como aquela estrada é perigosa à noite.
Nicolas dormia na cadeirinha no banco de trás quando Carlo perdeu a direção e... o resto você já sabe.

Angella, levantou-se cambaleando e pediu que ela a levasse de volta até a casa dos Freeman.
Na manhã seguinte, os dois se reencontraram e Angella já refeita do golpe, despediu-se dizendo:

-Adeus Joe, adeus para sempre. Nada mais nos prende um ao outro... Nosso filho foi-se juntamente com Carlo. O que posso desejar na vida nesse momento? Talvez o lançamento do meu livro, que eu espero seja um grande sucesso.
-Posso ir no coquetel de lançamento?
_Se quiser será bem recebido e irá se lembrar da sombra do casario naquele fim de tarde.

The End (Lu Cavichiioli)

Autoras:

Lu Cavichioli
Graça Lacerda
Marina Carla
Silvana Haddad

*obrigada pela parceria meninas"

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Um olhar sobre o nada




Hoje acorde especialmente avessa, parecia até que eu vestira (ainda), o ocaso mórbido de um outono maltrapilho, pobre de marcas da ferrugem floral.
Não tenho muito o que dizer, só lembrar e calar.
Quem sabe amanhã eu consiga enxergar as cores...