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quarta-feira, 12 de março de 2014

TO DE BOA...



Enquanto mentes fracas despencam em abismos
eu aproveito a vida desenhando elos e pontes...

by Lu Cavichioli

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Epílogos




Por estes dias ando "escrevendo" linhas desconhecidas em meus vãos, que atônitos, procuram uma resposta para novidades.
Há prenúncios oblíquos no horizonte sofrendo (ainda), a castração do nascimento que se agita em amálgamas de sorvetes colorês com sabores cítricos e um tanto metálicos, aqueles que quando atravessam a  garganta caem no labirinto amargo do céu da boca.

Sim, tudo é epílogo.
A vida é feita de momentos que caminham para o fim e nós nada podemos fazer para mudar, apenas andar, pisando levemente estradas outras, com novos sóis e estrelas nascidas de explosões que não avisam atmosferas nem interiores sanguíneos (os meus interiores).

Fecha-se um ciclo. Leu-se a última frase (já um tanto mofada), de sabor antigo e com gosto de fruta passada.
Tenho janelas à minha frente, cabe a mim escolher quais abrir. Ainda estou parada diante delas. Algumas já se fazem entreabertas e meu espiar torna-me um pouco mais sensata, outras ainda dormem no escuro do novo.

Rasteiras passam por mim e meus pés flutuam em nós, fazendo minhas pernas se dobrarem numa queda , onde o desconhecido tem olhos famintos.

Prefiro dormir (ainda), porque o sono é meu amigo e me leva a lugares tantos com estradas de tijolos amarelos onde eu posso ver uma Doroty menina matando bruxas do leste, sonhando com twisters e planejando espetáculos mágicos: OS MEUS... (talvez).



By Lu C

fevereiro de 2014

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Um olhar sobre o invisível





O movimento dos elementos, pessoas e coisas... Eles me instigam. Nem sei explicar porque, mas nem é necessário porque só o sentir já faz a diferença.

A cabeça de um escritor deve ter alguns parafusos a menos, ou a mais, sabe-se lá. Porque seu olhar é único sobre o todo e ao redor do todo.

Cada detalhe, por mais ínfimo que seja, é notado por ele. Comigo é assim, não sei bem como funciona com meu amigos escritores, mas que acontece, ah lá isso acontece.

Tem momentos que enxergamos o invisível e nele usamos a tinta das descobertas infinitas e vamos desenhando esboços indefinidos que podem ou não se tornar um quebra cabeças com peças intolerantes de difícil entendimento.

Hoje estou assim, um tanto fumacinha no ar. Soltando a alma por sobre um tapete voador.

Boa semana

by Lu C.



domingo, 12 de janeiro de 2014

Um prólogo apenas...

O prólogo a seguir faz parte do meu segundo livro que (ainda), está em andamento.
A postagem é apenas um compartilhar com meu amigos e amigas escritoras e simpatizantes.
Gostaria da vossa opinião - obrigada.

A CASA DO ESQUECIMENTO (título provisório)







Prólogo



Península do Sul - 1955


Era uma dessas noites chuvosas e solitárias quando ouvi o bater do sino lá no portão da frente.
Acendi as luzes, calcei meus chinelos enrolando-me no cobertor com  o coração quase me saltando pela boca. Passei pelo corredor e as portas estavam todas fechadas imperando o silêncio, por sorte!

Desci as escadas meio atordoado, segurando-me no corre mão, aparador de minhas frágeis pernas porque o sino não parava de gritar. Apressei-me!
Quando finalmente destranquei o portão, deparei-me com dois garotos metidos em um camisolão, que a estas alturas, estavam colados aos corpos que tiritavam de frio.
Tudo ocorreu numa fração de segundos:

Nossos olhares! Meu espanto!
Pedido de abrigo e um grande sentimento de pesar...

Rapidamente os coloquei para dentro e foi aí que se iniciou uma série de descobertas, jamais pensadas por mim.






sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ainda há Esperança?







Sim, eu creio. Creio que (ainda) o ser humano tenha jeito, embora a cada dia que passa haja sempre algumas peças desse quebra cabeças (outrora perfeito), estejam esfarelando  na  imensidão das ilusões perdidas.

Fala-se em natal, em espírito natalino e coisa e tal, mas onde é que isso nos leva? Ninguém mais leva isso a sério... Sabe o que parece isso?? Somente um chavão que vive no inconsciente coletivo das intempéries humanas.

A cada ano que finda, o mundo, as coisas e as pessoas estão cada vez mais distantes daquilo que aprendi e conheci quando era criança. E todos esses pontos finais aparecem com rostos amorfos, mãos estendidas ao lado do corpo sem nada pra oferecer. Os pés já não caminham com segurança e o as idéias são todas desconjuntadas.

Paira sobre nós um véu de maldade que está pouco a pouco varrendo valores e conceitos de um tempo áureo, com pés de veludo, olhos brilhantes, face aprazível e boca perfumada com palavras benfazejas.

Pobre ser humano...

Oxalá pudéssemos ter sempre harmonias em assovios sonoros caídos de um céu branco, de paz azul... Triste ilusão...

Vemos somente rastros vermelhos, na louca magia da vida que se perde em cada esquina, em cada gesto brusco que temos (talvez inconscientes) por um medo incontido
Contudo, minha mente insiste em acreditar que o ser humano possa melhorar, mesmo que o farol de meus neurônios enviem mensagens contrárias.

Tenham todos felizes festas. Cultivem cada um seu jardim interno, elaborando as sementes do bem, que aprendemos e queremos ver florir (a todo custo).

Até 2014, com novas propostas e alguns sonhos que poderão tornar-se realidade
Muito obrigada a todos os amigos que compartilharam e que de alguma forma fazem o Escritos na Mamória acontecer.

Um grande beijo com meu afeto






Lu Cavichioli

sábado, 14 de dezembro de 2013

Cordas Prateadas



 


... Havia uma porta desconhecida.
Eu caminhava em busca de paragens tranqüilas, onde pudesse recostar nos bancos da ilusão tecendo poesias.

No coração, trazia mágoas. Com dores respirava, tornando-me fraca.
Todavia continuei caminhando. Para minha surpresa, encontrei uma cidade. Tinha os muros cheirando a tinta fresca. As ruas eram arborizadas, o céu, povoado de pérolas, todas líricas! Os portões estavam abertos: parei diante deles, olhei a cidade, alguns cantos ainda em construção, com poemas empilhados sobre as calçadas. Atravessei a rua, dobrei uma esquina... Entrando em um quarteirão repleto de casinhas, todas muito brilhantes, traziam nas portas um emblema e nele algo "rascunhado"... Não conseguia ler de longe então me aproximei lendo a inscrição: "Galeria Mágica".

Sem demora toquei algumas portas, e todas se abriam lentamente exalando o perfume suave da receptividade. "Almas perfumadas" - eu pensava - aquelas que ali moravam. "Fazedores" de sonhos!

Logo avistei a praça com grandes holofotes que a rodeavam tornando o espetáculo surpreendente. Vi cordas prateadas penduradas no céu, e por elas desciam "anjos" - os poetas, criaturas modeladas pela sensibilidade.
Envolveram-me!
 
Embevecida por tanta beleza, deram-me de beber do cálice dos versos. Então fui convidada a sentar-me na varanda com os anjos de prata, acalentando amigos, contando e ouvindo histórias de todos nós.




 
 

 
Ofereço esta prosa a todos aqueles que  dividem este espaço interativo e que por afinidade e amor às letras tornaram-se  meus amigos! Estendendo a todos que chegaram depois e que dedicam seus blogs a outros temas e que sabem fazer a diferença.
 
Boas festas e que em 2014 possamos estar todos juntos!
 
Meu afeto
 
Lu Cavichioli

 
 


 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Ao Mestre com Carinho

Querido Pai,

Hoje Deus te deu a graça de completar mais um ano de vida que ao todo somam 85. Agradeço a Ele todos os dias por ter nascido de você e tudo que sou hoje como ser humano em aprendizado com a vida e seus percalços, aprendi contigo.





Teu exemplo de vida foi sempre o farol que me conduziu a estradas outras, enquanto eu descortinava novos horizontes.
Teu caráter e dignidade refletem em mim todos os dias e a lembrança dos teus conselhos (sábios), eu guardo até hoje e os passei pra minha filha.

Todas as palavras seriam ínfimas para designar tua pessoa, então eu só posso mesmo te agradecer, primeiro por ser tua filha, depois pela educação e cultura que me proporcionou e por conseguinte o caminho do bem, na trilha do meu aprendizado.

Peço a Deus que conserve tua saúde, teu sorriso sincero que vem sempre com esse abraço de gigante que abrigou-me desde sempre.
Obrigada por me ensinar a ser generosa com as pessoas, esse é um dos tesouros que você depositou na arca do meu coração.

Felicidades meu pai, meu mestre!

Te amo infinitamente

sua filha

Lucia Helena