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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Série Minicontos - 2ª mostra

Os mincontos a seguir foram inspirados em blogs parceiros . Para quem quiser ler 1ª mostra é só clicar no link
http://www.escritosnamemoria.blogspot.com.br/p/minicontos-especiais.html





Solstício & Remanso

 


Seu Olhar pairava sobre os ninhos e neles jã não haviam pássaros, só ilusões do voo reprimido. Talvez um lampejo de quem bebe o céu.
Adorava a luz e sua alvorada era como a vestal em dias de núpcias. A silhueta desenhava no vidro a expressão do brilho que prevalecia no labirinto interno de sua eterna candura.
O que fazer se cada partícula dourada era alimento?
E a sombra?
Esta, buscava papel de seda, embrenhando-se no esboço antigo das fotografias atemporais.

Para Vera Lúcia do blog
Recanto do Sol


 
 
 
 
 
Água de Frutas
 
 

 

Se não houvesse admiradores jamais saberíamos o sabor das sementes que herdaram os filhos das folhas.
O coral discreto do ocaso era revertido em beleza tropical, a mesma que contempla Baudelair onde o silêncio  de sua poesia inaugura taças decotadas, murmurando gotas suculentas que almejam borbulhas de ametistas e uvas.
Seu gesto é simples, porque a mímica de suas palavras chegam a ser pinturas na flor(essência) natural dos bosques. Os mesmos bosques adormecidos que fazem brotar o som e o sabor dos jasmins e calêndulas.
Elisa adormece, e a noite nada mais é do que uma estrada de damascos.

Para Elisa T. Campos do blog
Pintando Haikais


 
 
 
Páginas & Violinos
 
 
 
 
De início eram apenas eclipses num céu violeta. Pensava-se na possibilidade única de um dia sem noite.
Ouviam-se coros no horizonte e todos os silêncios eram cordas afinadas e não se sabia ao certo se era fragrância ou fadiga aquele movimento singular de mãos na solidão de uma partitura virgem
A página poderia ser retalho em patchwork se não fosse musseline, talvez chiffon... Ou apenas fina renda em bilros nos dedos do artista.
Nesse momento a pele da alma transpirava diamantes que escreviam quadras e tercetos na musicalidade inata do homem que renascia poeta.
Sua vida poderia ser vista no espelho dos sentidos que dizia:
Autor e Obra - Baú do tesouro!
 
Para Samuel Balbinot do blog