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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Saiu o resultado da Alquimia Poética

Vejam bem meus queridos colegas, eu insisto numa coisa que já deu tudo que tiha que dar, mas eu insisto e nesse vai e vem de tantas tentativas (todas frustradas, mas nem tanto), resolvi inventar a Alquimia Poética com temperinhos e sabores transformando poema em prosa no mesmo ritmo da essência do poema. Será que eu consegui? ahuahuahuhauhuahah...

Mas peraí, nessa mega operação eu consegui recrutar dois soldados. Ou seriam heróis: Ah nem sei mais.
Na verdade eu recebi dois textos e foram 18 dias de longa espera e patati e patatá. Mas recebi. Ahhh que bom, pelo menos isso. Senão eu arrumaria as malas, trancaria a porta do Escritos apagando as luzes da ribalta. Mas tudo bem, estou aqui ainda... hellowwww

Os textos recebidos já foram lidos e relidos e por conseguinte, analisados. E cheguei a uma conclusão. Tchan tchan tcham tchaaaammmmm!!!!!!

Os dois heróis levam o prêmio. Gostaram?
Um dos textos veio bem a contento porque conservou a idéia central do poema. O outro, foi de uma criatividade ímpar e com toques peculiares e hilários daquele bom humor que lhe cabe(sr. autor).
E como aqui quem manda sou eu, os dois abocanharam o premio.

Queiram por gentileza escrever para leregostar@gmail.com - enviando seu endereço postal para receberem a prenda - um exemplar da minha coletânea poética RE(CANTOS)DE MIM.

AQUI VAI MEU POEMA SOMENTE PRA CONSTAR A IDÉIA DA ALQUIMIA

Quando o Camaleão tem Fome

Na alegoria das cores
ouso trocar minha roupa,
dançando sobre
metarmofoses do mimetismo.

No país das árvores
filhas do pau-brasil,
insetos fossilizados
não bastam...

Línguas continuam
vazias....

Barrigas órfãs!


VENCEDORES E SEUS TEXTOS RESPECTIVAMENTE:

GRAÇA LACERDA




Re(solução)

Parte I

É preciso dançar e bailar...rodopiar na ponta dospés...É preciso andar nas nuvens, cantarcom as crianças, nadar em mares bravios, lançar mão de sonhos antigos,reconsiderar amores perdidos, jogarfora correntes... pra que o discurso nãofique vazio, e a fome não seja imperativa, e osventres famintos possam deixar a orfandade e encontrar seu verdadeiro destino...e que encontremnovamente a eterna magia de Amar !

É necessário (eurgente!) pudor! é hora de realizar aquilo que para o crente pertence ao mundoda esperada alegria... e da extinta esperança! Da leal amizade e da gentil fraternidade!

Camaleão amigo, alma de escol que tu és, troca tuas fraldas decriança pelas vestes e armaduras doalpinista! Muda suavemente tuas vestes e (re)veste-te de ouro agora, e por todo o sempre... pois a alquimia já foiconvocada a participar desta festa – régia e majestosa – na redenção escatológica do ReinoHumano! Modifica saberes e óticas, reintegraainda uma vez os átomos, que antes de tudo alquimia é Arte. Completa. E realizada a obra, misturaos ingredientes mais nobres. Dignamente. Na solução perfeita!

...Há que se ter apenas coragem e fibra para nortear e empreender o perigosocaminho !...


Parte II

Na teia desta floresta, carregada de paus-brasis, alquimia emimetismo se misturam, sutis...e se fundem, mãos dadas, lado a lado, namissão etérea de dar do que comer ao último dos Camaleões. Faminto. Apenas e tão-somente do último dos ingredientes...cognome Amor.

by Graça Lacerda
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R.R. BARCELLOS

O DIA DA CAÇA

- O Lacerdão merece o apelido! Parece um lagarto gordo caçando mariposas... - exclamou Basílio.

- Não entendi a ligação - retrucou a Lourinha.

"Outra que merece o apelido... Lourinha..." - pensou Basílio. Mas explicou com paciência:

- "Lacerda" é o nome científico de lagartos, calangos, lagartixas... e o Lacerdão lembra esses bichos, quando troca de roupa depois do expediente e parte para a azaração na Cinelândia, na Lapa ou no baixo Leblon. Você pode até adivinhar em qual desse três lugares ele vai... pelo blazer que ele veste. Tem até um double-face pra mudar de visual conforme a ocasião.

E o Lacerdão era mesmo um boêmio da pesada. Batido o ponto, ao final do dia, tomava um banho no único chuveiro do banheiro dos funcionários, vestia-se a caráter e ia jantar e prosear com os amigos no boteco do Jabour, remanchando até que o dono baixasse ruidosamente uma das duas portas corrugadas, indicando que era hora de fechar. E lá se ia o nosso herói, em busca das mariposas que abundavam em seus campos de caça.

Tinha saliva, o moço. Conseguia descontos nas tarifas do sexo fácil, e conhecia os porteiros dos hoteizinhos de alta rotatividade onde abatia as "vítimas" capturadas. E no dia seguinte era o primeiro freguês do Jabour, onde a média e o pão com manteiga do desjejum forravam-lhe o estômago, antes da inevitável narrativa de suas conquistas amorosas da noite - exagerando nos detalhes picantes. Ô língua comprida!

Mas uma certa manhã, o Lacerdão voltou da noite mais cedo. Esperou por meia hora até que o Jabour abrisse o "estabelecimento". Macambúzio, mordiscou seu pão com manteiga, bebericou sua média e permaneceu num silêncio soturno e desalentado, até que o Jabour, preocupado, o interpelou:

- Cumequié, mano véio... e a noite, como foi?

- Ah, Jabá... que vergonha! Eu achava que soubesse de tudo sobre mulheres... até que conheci a Deca! Linda, jovem, papo cabeça... tava tudo indo bem, até chegar a hora H, no quarto... E foi só então que eu fiquei sabendo!

- Sabendo o que, homem?

- Ela não era mariposa coisa nenhuma... era um tremendo bicho-pau!

E concluiu, desgostoso:

- É... essa foi de engasgar...

by RR. Barcellos