... Aqui vai mais um poema do tempo em que eu fazia rimas...
A LÁGRIMA E O ROSTO
É quente e molha o sorriso
É triste quando cai sozinha e rola pela
face esquecida
É transparente porque é água
É salgada porque dói
É fruto de dissabor
É lágrima
Que brilha no rosto
que rega e abre fendas
nesse rosto macio feito de papel.
Lágrima que não sabe viver sem seu rosto
onde rola quente, absoluta e
irmanadas umas nas outras
sem importar
se brotam
do mel ou do fel
da vida ou da morte
do azar ou da sorte.
Onde o rosto
é somente o suporte
o passaporte
para dos olhos brotar
a gota que só faz brilhar
como diamante bruto
a cintilar.
Deslizam então
do berço facial,
elegantes e singelas
cumprindo a missão natural
da vida,
das mortes e velas
das antíteses e metáforas
que nelas se fazem belas!
by LU C.
