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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O Cajueiro, a Sinhazinha e o Novelo de Lã


* A quem interessar a Saga do Cajueiro encontra-se na íntegra na aba da Fábrica de Histórinhas

Epílogo



No último episódio eu deixei algumas incertezas pairando leve como quem nada quer... Devo repetir para que todos lembrem e façam seu julgamento final.

*Será que o Cajueiro vai dar conta de ficar só, perdoar e ser perdoado?

*Tenho dúvidas se Sinhazinha voltará de Lustron

* Deixo no ar a pergunta se o Novelo de Lã será para sempre borboleta
 









Descobri sobre o Cajueiro que ele deu conta de ficar só, mesmo porque sozinho se basta (não é difícil de perceber). Agora... Perdoar sei não... Sua copa é frondosa demais pra isso. Penso que ele entenda ser o melhor e o maior pé de caju da face da Terra. Contudo, foi perdoado, mas o “perdoador “ bateu asas e voou pra bem longe e dizem que desencanou de vez.
 
 
 

Sinhazinha deu o ar da graça, alugou um Zeppelin e voltou de Lustron numa viagem sem escalas diretamente para seu rancho onde mora o Cajueiro. Lá chegando, varreu as folhas mortas em volta do tronco saudoso e lavou toda a varanda colocando balanços e mimando lagartas comedoras de samambaias.
 
 

Quanto ao Novelo de Lã, que um dia foi borboleta, fechou-se em crisálidas a espera do ano vindouro, onde será somente um tecer de missivas.




Contaram-me que Cabralzinho, o jagunço, fez cirurgias homofóbicas e anda a espalhar rosas pelos caminhos. Agora sim ele poderá ser realmente feliz, embora sua capacidade craniana seja provida apenas de poucos neurônios parafusados com cola quente.
 
 

O Feiticeiro virou fogo fátuo para sempre e foi morar na Constelação da Estrela Vega.

 

Saudações e agradecimentos para quem acompanhou a saga do Cajueiro, da Sinhazinha e do Novelo de Lã - um trio que adora um baile de máscaras. Mas atenção: Cada um tem sua particularidade, que deixou marcas no “perdoador” imaginário, dono e senhor do cenário.

O Cajueiro deixa decepções

A Sinhazinha causa dúvidas

O Novelo de Lã coleciona arrogâncias

 

The End

By Lu Cavichioli 

*Ano vindouro, quem sabe... Novas aventuras!
 
FUI!
 
 


 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

No baú da primavera, encontrei...

... Boca no Trombone.

 O Escritos na Memória é um blog comportando e não é dado a estas coisas de berro aqui e berro ali, mas como em minha memória há gritos surdos - resolvi postar no Escritos... Por enquanto nanhuma batata assando - melhor assim!

Esse texto foi escrito na primavera de 2011 e acabei de achá-lo . Re(li) e percebi que ainda acontecem por aí os tais:


ESTRELISMOS




Sem querer fazer apologias ou pré-julgamentos ( a sério mesmo), a gente vai achando coisinhas aqui, acolá... Vai lendo, vai remexendo e montando quebra-cabeças e tal e coisa. E no meio disso tudo tem sempre nossa opinião. Aquela dita pessoal, intransferível e única na maioria das vezes. Sem contar os marias vão com as outras que gostam de variar, dar passinhos pra trás e politicar a boa vizinhança.

Esse parágrafo aí em cima, ousado e meio esquelético por falta de alguns sais minerais do tipo “eu causo” - “eu sou” - “eu fiz”  “eutcéteras”... Ilustra na totalidade minha indignação.

Eu falo e (escrevo) sobre o mundo da blogosfera em geral. Há muita, mas muita gente boa que cria blogs inteligentes, que trazem pesquisas, furos jornalísticos de categoria e que acrescentam mesa farta na miséria letreira e palavrória de alguns energúmenos  (até inteligentes), porém convencidos. Mil perdões pelo paradoxo (talvez temporal), cruzando linhas de tempo/espaço onde cérebro e “metacérebro” se encontram na louca trajetória em parir histórias - até que bem inteligentes e criativas... Mas como sempre cheias de orgulho próprio.

Todo mérito e crédito aos criadores e costureiros de frases. Nada contra e muito pelo contrário. Ando aplaudindo e sorvendo palavras ultimamente. Almoçando parágrafos e jantando sopa de letras  fantásticas que contam tantas histórias desse Brasil infinito em cultura e arte.

Oh... Mas quem está interessado em arte? POUCOS!

 Bom, mas até agora eu não discursei sobre estrelismos. Well, talvez nem precise, seria anarquia de minha parte. Contudo eu não posso deixar de percebê-los - (estão por aí).

 Sorry! Mas... Que eles existem, lá existem; E COMO!

Eu gosto mesmo é da interação entre os blogueiros. Sinceridade na lata como disse  certa vez um mago amigo meu (magoamigo). Mas tudo com certo limite, prudência, bom senso! E sabem que tenho encontrado? Good!

Entretanto, estrelismos continuam a manchar páginas.

 Mata borrão neles!

E pra não falar que nem pronunciei flores, resta-me apenas cantarolar, comer nectarinas e revolver a terra em busca de sementes que brilhem por si só. Posto que haja muitas em meu convívio, graças a Deus!

São Paulo, primavera - 2011

By Lu Cavichioli

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Fantástico mundo de Lu Cavichioli



* Só um adendo: O título desta postagem não tem a pretensão de usar o adjetivo fantástico, como algo arrebatador e maravilhoso. Mas sim como algo ficcional e mágico dentro da minha realidade enquanto escritora ou "rabisqueira" que só faz sonhar e imaginar, criando fantasias.*


Buenas meus leitores, meus camaradas, amigos vindos de todas as estrelas e universos.
Eis-me aqui para contar um pouco sobre minha forma de fazer literatura e o quanto ela evoluiu desde então.

Eu costumo dizer que sou viajante da própria história e uma criatura que vive sonhando de olhos abertos. As vezes me pego escrevendo linhas perdidas que mais tarde serão costuradas com outras tantas que guardo em páginas amontoadas dentro de pastas que se acumulam com missivas, com recadinhos e lembretes e toda sorte de anotações. Depois dá um trabalhão danado separar o joio do trigo, mas eu gosto de fazer isso, é como uma terapia onde o terapeuta sou eu.

Não pensem que escrevo toda hora e a todo momento, acho que ninguém faz isso. Porém quando as palavras começam a jorrar atormentando-me numa torrente que não se pode conter, eu tenho que escrever, mesmo que seja sem nexo e que sejam somente palavras de mãos dadas - amigas ou companheiras de viagem , sabe-se lá. Deixo-as vir tão somente.

Há tempos que não construo poemas, os versos fugiram da minha pessoa. Atravessaram a ponte, levando consigo meu lirismo, meu romantismo, meu olhar sobre a natureza. Creio que os pássaros que cantavam dentro de mim estejam dormindo somente e que um dia, sem mais nem menos, voltarão a cantarolar.

A escrita corrida tem sido minha cúmplice ultimamente. São textos e mais textos em prosa que surgem de observações, anotações e olhares perpendiculares sobre tudo e todos.

Tenho folhas mil sobre sagas, personagens que invento e outros que redesenho conforme suas próprias  bocas, que sopram em meus ouvidos atentos e ávidos algum parágrafo que alinhavo a outro que era um pergaminho esquecido, e assim vou alinhando a silhueta de algo parecido com páginas enumeradas e costuradas abraçadas por uma capa protetora, colorida e batizada com um daqueles títulos bem à minha moda: OUSADO - ABSTRATO - ELEGANTE - DESAJUSTADO - FUTURISTA ... Colados aos "etecéteras" inerentes desta que vos fala.

Quem me acompanha já deve ter lido algumas séries (todas paradas no tempo), a espera de determinação para que possam fruir a espera do PONTO FINAL.

Alguém lembra de ODEON - O DRUÍDA? Então, esse conto está terminado , mas dentro dessa minha cabeça atormentada pelas letras, veio a idéia de tornar esse conto já definido como a última parte da saga de Odeon. Será lá isto possível? Nem sei.

Há também estacionada em frente a um letreiro luminoso dentro do meu cerebelo outra série que tem por título: UM SONHO EM PARIS - eu estava quase terminando, quando tudo cessou, parou de vez e nada mais foi escrito. Outro rebento na espera...

Enfim, aconteceu O CAJUEIRO, A SINHAZINHA E O NOVELO DE LÃ - que me parece,está rendendo.

Contudo amigos, continuo correndo por fora com o "Pequeno Diário de Primavera" que teve início em setembro de 2011 e que estou dando continuidade conforme posso ,logo ali no http://retratosemdegrade.blogspot.com.br

Na verdade não posso e nem consigo parar de escrever. Minhas células precisam deste oxigênio também.
Até breve.

Lu Cavichioli

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sem Cajueiro nem Sinhazinha somente...

...  Novelo de Lã em Missiva



Bosque dos Arvoredos


Depois da ponte, bem longe do lago do arvoredo o Novelo de Lã estudava as almas humanas prestando atenção em seus trejeitos e falas. E foi numa dessas andanças através do bosque de borboletas que o Novelo de Lã encontrou migalhas de pão feito rastro de passarinho. E como era muito curioso o novelinho seguiu a trilha até uma casa abandonada, porém convidativa, tal era seu aspecto.


 
Casinha de Sorvete Colorê


A casinha era toda feita de tijolinhos de sorvete colorê e das janelas brotavam curiós e patativas que caiam em pencas enrodilhando-se nos troncos feitos de quimeras com erva-santa.

Na porta da frente havia um recado feio de papel crepon pregado com mel que dizia:

"Estou de férias nas areias desérticas e de lá devo seguir para Lustron - um vilarejo perdido no centro da Terra.
assinado - Sinhazinha."

O novelo de Lã que era borboleta voou debulhando-se em lágrimas pensando como iria contar isso para o Cajueiro. Porque comentava-se à boca pequena que o tal Cajueiro andava arredio e um tanto carente. E eram muitas as especulações a respeito de seu silêncio.

Enquanto não virava Novelo de Lã, a Borboleta chorava procurando uma pupa onde pudesse se enconder da vastidão ignóbil do ser humano.

Depois de sobrevoar eucaliptos , o Novelo de Lã pousou sobre o telhado que tinha gosto de nutella e resolveu descer suavemente pela calha espiral feita de biju. Entrou na casa, guardou o crepon no balaio e pôs-se a escrever.

Querido Cajueiro,

"Encontro-me só e totalmente desprovido de humanidades. Tentei ler as mentes no éter, mas nada obtive. Sei que sofres pela ausência de Sinhazinha, mas não temas porque dela tenho notícias. O crepon tudo sabe e tudo vê. Só posso adiantar que ela está bem distante e não há previsões de sua volta.

Tenho notícias também do feiticeiro, porque vi quando voei sobre o arvoredo que ele tinha feito fogueira em noite de lua cheia que desenhou versos e trovas por toda parte.

A lua, tua companheira, irá falar-te ao pé do ouvido sobre o perdão que tu espera e precisa também ofertar. Por isso está sofrendo.
Por favor, tome conta de Lusco Fusco e não deixe que ele atravesse a ponte.

A patativa chegará em breve e esta carta também. Despeço-me triste e solitário, pois ainda sou Novelo de Lã, mas pela manhã serei borboleta novamente e sairei em busca d'orvalho das almas que ainda preciso controlar."




Anima-te porque logo estarei sobrevoando tua copa. Agora vou indo porque tenho que catar algodão doce."
ass:
Novelo de Lã


 
Lusco-Fusco com saudade do Novelo de Lã



Fico a pensar se o Cajueiro vai dar conta de ficar só, perdoar e ser perdoado.

Tenho dúvidas se Sinhazinha voltará de Lustron

E deixo no ar a pergunta se O Novelo de Lã será Borboleta para sempre





Fábulas
By Lu C.

 Obrigada pela paciência da leitura.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O Cajueiro, A Sinhazinha e o Novelo de Lã - a saga continua

DESENCONTROS - CENA II



 
O caminho para o Cajueiro



Certa noite, a Borboleta que era Novelo de Lã resolveu virar mariposa e pousou no tronco do cajueiro. E ali ficou tecendo seu tricô de palavras aproveitando para consolar o Cajueiro, cuja raiz gritava de dor, porque certamente iria parir o mapa astral.

Sinhazinha nem de longe desconfiava dessa dupla noturna, pois nesta noite ela resolveu dormir na praia a contemplar fogos de artifícios num reveillon bêbado e maltrapilho.
Ela sabia que o Cajueiro que virou fogueira de São João acostuma-se com fogo-fátuo que saiam cantando das partituras guardadas em peças de relicário sonoros, azuis e compenetrados, na negritude infinita de seu próprio universo.

Esta era uma noite de choro para o Cajueiro porque ele sentiu-se abandonado pela Sinhazinha que pegou caronas em claves de sol - afinal ela era um pássaro.

 
Novelinho de Lã emaranhado em borboletas

O Novelo de Lã, esperto, sabia olhar dentro das pessoas que passavam garbosas entre as cercanias do arraial. Então ele ficava enrodilhado dentro do balaio que não era de gatos, mas pertcencia somente à Sinhazinha.




 
 
Sinhazinha libertando as borboletas




 NOITES E AÇÚCARES - CENA III


Aconteceu certa noite que a Sinhazinha resolveu fazer pão de queijo, mas como ela não tinha a receita, decidiu fazer pão de açúcar.Daí ela não queria experimentar o pão sozinha, lembrou-se do Novelo de Lã que guardava em seu balaio que poderia ser de gatos se ela quisesse. Mas qual foi sua surpresa quando ela ali o procurou... Cadê o novelinho ?
Estaria tecendo colcha de retalhos sob o Cajueiro que descansava aos olhares da lua?

A solidão de Sinhazinha


Aos poucos, Sinhazinha recolheu-se à sua solidão e ali ficou a admirar os pães de açúcar pendurados no céu do Cristo Redentor num cantinho da janela. Ficou a olhar estrelas por um tempo fechando a janela em seguida. E foi aí que ouviu um fino miado meio esganiçado - deveras irritante que vinha em sua direção. Era lusco-fusco, seu bichano de estimação que trazia na boca o Novelo de Lã todo emaranhado e envolto em borboletas noturnas estranhamente coloridas.
Então Sinhazinha acenou para o Cajueiro, desfez os nós libertando as borboletas e resolveu dormir um sono milenar (semelhante ao de uma certa princesa).



Lusco-Fusco







A saga continua em outra oportunidade - deixemos o Cajueiro dormir e virar uma Dama

By Lu C.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quem investigou, investigou...

Quem não investigou: INVESTIGASSE
 Dezoito Pérolas Negras - O Crime do Colar




 - Expirou o prazo para quem realmente se interessou, fora os espias de plantão que abriram a porta da mansão, deram uma vista de olhos, beberam um drink e acabaram por sair de fininho tipo a francesa... Sem nada dizer! Até aí... livre arbítrio!

Todos que aqui vieram xerifar o crime do colar me alegraram muito porque juntos, nos divertimos. Cada um a seu modo estudou as possibilidades e chegou a uma conclusão, porém só um , somente um dos detetives acertou. E esta pessoa ,exímia observadora, notou a presença de uma figura sentada na penumbra da ante sala, logo no hall de entrada que trazia no colo um maço de folhas e uma caneta (tinteiro) dourada que escrevia despreocupadamente sem se importar com a festa... Ela trajava um sobretudo de lã vermelha e sapatos de verniz da mesma cor. Cabelos louros em cachos e rosto absorto na trama. Mesmo de cabeça baixa via-se o rosto fino, com maquiagem leve e nos lábios o tom carmim do suspense.

Depois de um atento e perspicaz olhar, nosso Poirot brasileiro concluiu o óbvio.

Quem assassinou Laura foi Mme Lu Cavichioli, exatamente pelas razões plausíveis que Monsier
RR Barcelos, assinalou em seu brilhante comentário ao qual acrescento:

 O autor sempre tem e terá poderes extras para matar, ressuscitar e revirar a trama a seu bel prazer.

Concordam?

RR, com toda gentileza que lhe é peculiar, aproximou-se de mim com uma taça de champanhe em uma das mãos e na outra um par de algemas de ouro dizendo:
"Cherchez la femme!"


Comentário de RR na íntegra:

Sigamos o método preconizado por Hercule Poirot, Sherlock Holmes e Ellery Queen. Investiguemos quem teve meios, motivos e oportunidade de praticar o crime.
Por eliminação, chegaremos ao nome de Mme. Lu Cavichioli:Meios: teclado, computador e uma imaginação fertilíssima;
Motivos: proporcionar aos amigos esses momentos de leitura agradável e instigante;
Oportunidade: Ela mesma admitiu ter estado na festa, e revela detalhes que só o assassino poderia conhecer.
Portanto, TEJE PRESA, cara mia!
Como diz Poirot: "Cherchez la femme!"





Meus agradecimentos a todos que aqui vieram e compartilharam dessa minha loucura literária mais que divertida.

Lu C.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Dezoito Pérolas Negras





( um desafio para os detetives de plantão)

Havia muito barulho na casa, em  razão da festa de aniversário de seu marido.
" O corpo de Laura repousava sobre uma namoradeira de veludo cor creme que contrastava sedutoramente com seu bronzeado e que ficava no segundo andar da mansão em um local estrategicamente construído por ela. Usava robe de chambre na cor prata deixando despretensiosamente metade do corpo nu.  Ela parecia nervosa e no momento fumava uma cigarette francesa e o mundo estava ali e nada mais existia para ela. Olhava fixo para a cômoda antiga onde repousava em caixa aveludada, um estonteante colar de pérolas negras"...

Passos em surdina subiam as escadas e dirigiam-se ao corredor norte.

Saltos sambavam no lavabo da ala leste.

O aparelho de som da biblioteca começou a funcionar de repente ouvindo-se a nona sinfonia de  Beethoven.

O anfitrião subiu ao seu quarto para trocar de gravata, porque estava suja de mostarda. Isso aconteceu depois que Rochelle tropeçou nele derrubando a bandeja de canapés.
Madame Loran com enxaqueca, preferiu refugiar-se no segundo andar onde estavam alojados os quartos de hóspedes. Enquanto Rochelle tirou a maquiagem, vestiu pijama de gatinho e foir dormir o sono do justo, posto que estava embriagada.
O mordomo andava a passos de tartaruga no terceiro andar da mansão, levando a sopa de Madame Lion que estava acamada.

Nos fundos da mansão o canil estava em breu de silêncios.

O burburinho da piscina encobrira o grito de horror e a queda...Surda!
 
Algumas horas depois, Laura foi encontrada morta. Fora assassinada com um tiro no peito.

A caixa de veludo vermelho estava órfã das pérolas.

O marido caído no chão chorava copiosamente . E em soluços patéticos dizia:

_Ela tinha só 18 anos...
 
Personagens:
Laura
Mordomo
Madame Lion
Rochelle
Anfitrião (marido)
Madame Loram
suspeito 1 -que subiu as escadas na surdina
suspeito 2 -sambista no lavabo
suspeitou 3 -ouvia a nona sinfonia de Beethoven
Lu Cavichioli estava na festa
 
Na opinião de vocês, quem matou Laura?

 by Lu C.
setembro/2012