Todos os Direitos Resevados à Lu Cavichioli
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Uma imagem - 140 caracteres
Posteridade
Na esquina do tempo - eu
colhendo histórias de mim
juventude & charme
de verão
Minha participação no desafio/projeto das amiga
Silvana
e
Mari
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sábado, 19 de setembro de 2015
O tempo, sua voz e seus ventos
Estou vivendo dias nebulosos,obscuros, anoréxicos e mórbidos.
Talvez eu soubesse que algum dia ele chegaria, assim, com essa boca escancarada, engolidora de paz.
Toda manhã, quando acordo, tenho a impressão de que tive um pesadelo... MAS NÃO! É verdade, é real a falta de tranquilidade pela qual estou passando.
Tenho no sofá da sala uma estátua viva, com olhos arregalados que lamenta-se dia e noite sobre a própria existência.
Sua mente e olhares são maquiavélicos, avarentos e sórdidos. E sua sombra me cobre de horrores.
Não sei quanto tempo vou suportar essa nuvem de tempestade que entrou em minha casa, e sinto que perco as forças a cada dia. Entretanto não me deixo seduzir totalmente pela maldade e falsidade exaladas daquela figura que, num momento pede a morte, noutro celebra a vida. COMO ASSIM?
A primavera se aproxima, e ela era tão bonita, tão colorida e feliz, mas eu não consigo mais ver sua face rosada me acariciando em tardes outras, que agora são apenas matizes numa tela em desgaste.
Tento desesperada não ser engolida por esse baixo astral que me encara negativamente e logo em seguida mostra um sorriso metafórico e totalmente sem perspectiva.
Tudo é farsa, tudo toma grandes proporções, quando na verdade, sabe-se... que não.
Ser teatral é privilégio do artista. Um artista/cênico pode alegrar ou entristecer... Mas tudo nele é utopia, porque ele apenas encena e volta para a realidade, mas a estátua em questão precisa sempre de platéia, até na vida real ... Porque a utopia é seu lema.
by Lu Cavichioli
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Cântico para Setembro
Dos lábios – a fruta
Mel na clave de sol
Inscrição na partitura
Meus olhos ouvem o estribilho
Em do re mi
Desperto no acorde
doce
Mel(o) dia
by Lu Cavichioli
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poema doce
domingo, 19 de abril de 2015
Noite de Ouro em minha casa... Noivado da minha filha
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| Massa feita pelos noivos - canelone de espinafre com alho poró |
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| Gabriel selando o noivado |
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| A filhota complementando |
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| Mãozinhas felizes Cynthia e Gabriel |
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| Maridão, filhota, genrinho, euzinha |
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| amores |
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| EU, babando sobre a aliança Felicidades meus queridos, Deus vos abençoe Amo vocês Fotos By Lu Cavichioli |
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domingo, 29 de março de 2015
Parábola do Cajueiro e suas aventuras
Amigos, trouxe outra parte das aventuras de nosso Cajueiro que já virou fogueira de São João e encantou transeuntes na estrada da vida.
Compartilhem, obrigada!
O Cajueiro em Berço Esplêndido
Compartilhem, obrigada!
O Cajueiro em Berço Esplêndido
De tanto a Sinhazinha olhar
lagartas comendo samambaias ela travestiu-se de rosa e foi deitar ao
lado do cajueiro e ali ficou na relva salva pelo mimetismo da terra.
Enquanto isso o
novelo de lã, abandonado dentro do balaio, queria ser borboleta novamente mas
parece que sua missão agora era tecer bilros e macramês para presentear o
Cajueiro.
Sozinha dentro do balaio, ela ouviu reclamações alheias que
tentaram voar nas asas do condor. Atrás do Curandeiro que a estas horas está
anos luz perpetuando seu amor mais que
perfeito.
Todos queriam que ele usasse a bota de sete léguas para lá
chegar, mas preferiu voar a caminhar, então montou no gavião rei e alçou
alhures.
Cabralzinho continua abrindo e fechando gavetas à procura do
alvorecer e dos lagos da sua vaidade.
Vamos aguardar que o Gavião- Rei volte com sua majestade o
Cajueiro.
Será que a Sinhazinha vestirá roupas de gala?
E o novelo de lã, poderá dormir novamente no casulo? Quem
sabe o novelo vire bicho da seda... Enquanto isso eu durmo o sono do justo, sem
culpa nenhuma porque eu não gosto de tomar banho em água suja.
terça-feira, 17 de março de 2015
Vãos e entranhas
Não sei explicar, mas as casas têm grande influência sobre mim. Tanto que em meus sonhos elas aparecem com muita frequência.
São casas de todos os tipos, mas eu nunca vejo a fachada, sempre estou em seu interior e lá me aninho em seu útero que me recebe de maneiras sempre inusitadas, por vezes surreais e até grotescas.
Eu sou uma pessoa muito apegada às coisas e pessoas, e as casas, todas por onde passei, morei ou cresci, deixaram marcas profundas em meus vãos.
Depois que perdi meu pai, há 6 meses, a casa perdeu a luz, perdeu o cheiro da gentileza, do sorriso franco e acolhedor. Perdeu a cor, o som e a voz... Cada vez que lá eu volto pra cuidar da mamãe, um caco de pele e carne se desloca de mim, e lá vou eu colar e colar e colar e a ferida dói cada vez mais.
Sou grata a Deus porque conseguimos vender a casa e mamãe virá perto de mim agora... A casa onde saí de noiva, a casa onde corri atrás dos meus primos, onde ri muito com meus tios... A casa onde meus avós vinham de domingo e almoçavam conosco... a casa onde namorei muito com meu marido... A casa que abrigou reveillons e muita alegria e também onde chorei meus mortos.
Acabou. Sim, terminou, viramos a página e ponto parágrafo na outra linha.
Papai ficou na memória, fixou morada nos meandros de meu cérebro de menina que faz lapidar nossa história em meus neurônios de mulher,
A casa em breve terá novos passos, novos rostos a olhar para suas paredes. Sons de novidade se erguerão desde o chão... Talvez marretas e toda sorte de ferramentas dolorosas passará como um trator sobre uma história cujo epílogo eu não queria escrever.
Lu C.
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deixando o veleiro partir...,
soltando amarras
domingo, 7 de dezembro de 2014
Só um adendo
Boa noite!
Se tem uma coisa que eu não faço é me arrastar atras de alguém que se arrependeu de ser meu amigo, ou teve uma decepção comigo, sei lá... Eu só sei e tenho certeza, de que estou em paz, porque a minha parte eu já fiz, reconhecendo meus erros e pedindo desculpas. Só isso já basta pra viver em paz e seguir com minha vida, que por si só anda muito atribulada por conta de tanta pedra que preciso desviar pra não cair e me arrebentar toda.
Aprender com os erros - sempre enaltece, dói e faz a gente crescer e melhorar como ser humano, afinal todos temos defeitos. E eu preciso mesmo aprender com meus erros e me policiar todo o tempo.
Dou mesmo minha cara pra bater, sempre fui assim. Se isso afeta as pessoas, não posso fazer nada.
Sejam felizes, porque eu já estou e, indo pra frente com Deus na minha vida me ajudando e me sustentando.
Um brinde aos meus amigos
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