
Liberta-me, sou mulher!
Por que me atam em grilhões, por quê? Nasci mulher, sou divina na essência, grata na permanência etérea desta vida enquanto sangue.
Liberta-me, sou fêmea. Preciso respirar, meus poros sufocam ante a perversa mania de poder.
Às vezes, quero voar, mas nasci com braços, então crio asas imaginárias e vôo infinitivamente em desatino
Buraco negro, intrépido carrasco.
Choro meu desalento. Confino esperanças em telas acesas que logo apagam nas atitudes plebéias.
Enfim, foi somente desabafo. Um grito cego, cambaleante.
Eu sou meu próprio sol!
by Lu C