O
Lago era calmo em todo seu esplendor
Meu
corpo estático parecia fazer parte
Da
relva em que pisava, tal era a força
Incontrolável
que meus pés prendiam
A quietude cortava o céu e a luz penetrava as
copas floridas do bosque.
Na
terra, pegadas invisíveis deixavam o rastro tranqüilo dos que dormem.
Naquela
tarde minha única tentativa era conhecer
minha origem, eu precisava
já
que acordei pra vida e ninguém soube até agora dizer meu nome.
Eu
entendia os pássaros e seus cantos.
Voava nas delicadas asas da libélula, e minha figura cruzava os ares
Mas
naquele dia estava eu criando raízes. Minhas entranhas, amalgamadas em riachos
e quedas. De lágrimas e cachoeiras cristalinas meu coração gritava em alvoroço.
A
natureza fizera de mim parte integrante.
Quem
sou eu?.

