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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Flor de Pele



Ainda por estes dias atentei pela sensibilidade humana. Sei que ela existe, sei sim, contudo não em todas as pessoas. (descobriu a América , Lu?) Não não, é que eu quis escrever isso mesmo!

Minha insistência está a cansar-me pois a sensibiliade  é flor de pele . Ela nasce devagar e precisa ser raiada com o sol do AMOR e regada com lágrimas doces que só as fadas possuem (ou os anjos também) Mas tem gente que não crê em anjos nem em fadas, nem em coisa nenhuma. Crê somente em si mesmo e naquilo que é palpável... Pobres criaturas estas!

Falando em flor DE pele existe a Flor DA pele que é uma coisa totalmente adversa ao título deste post. Essa flor transborda sem ser chamada, ela é cálida e perfumada. Abre nossos poros liberando aromas e segredos íntimos. A pele e todo o corpo vive liberdades e sorve elementos energéticos que envolvem sentimentos, (todos bons, é claro)! Porém ainda insisto em sensibilidades, em perdão, em reconhecimento, mas tem gente que é pessoa e pessoa que não se sabe que se é gente , e que gosta de tomar banho em água suja. Pobreza de espírito, só isso...

Dou de ombros e aperto o botão DELETE e saio de boa, olhando para lua, pedindo conselhos poéticos, porque sensibilidade eu tenho e quem não tem ou é ruim da cabeça ou doente do pé.

To indo, mas volto, ô se volto!

by Lu Cavichioli



... Fazer o quê, eu sou assim: trovoadas com aberturas de sol!



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Forever Young





Sabe-se que desde a antiguidade há uma busca incessante pela fonte da juventude. Que seja mito ou verdade, muitos tachos caíram na fogueira das vaidades a fim de criar a tal fórmula . Segundo  alguns historiadores  e  a nossa amiga Wikipédia a fonte da juventude existe e fica situada no Ártico, e dizem algumas línguas que se a pessoa tomar banho nua em noite de lua cheia será abençoada com a imortalidade...

BOBAGEM TOTAL, mas vale as pesquisas (pra quem quiser saber mais sobre o assunto). Eu fico com a resposta do espelho e vocês?

Na verdade, o que acontece nos dias de hoje nem seria a eterna busca pela juventude (aquilo lá em cima), foi só uma ilustração pra entrar no assunto. O que eu quero mesmo é falar sobre o culto ao corpo, essa corrida do ouro desenfreada para ter uma plástica perfeita.

Tem vezes que fico a pensar no tempo em que vivi e quando eu tinha 20 anos de idade e o quanto eles bastavam pra gente ser feliz, estudando, lendo, namorando, ouvindo música, passeando com o cachorrinho nas tardes de verão, se lambuzando de sorvetes, chocolates, rindo com a amigas sem saber porque, flertar, comer batata fritas e andar de bicicleta.

Sinceramente? Eu tenho pena dessas meninas que nascem e crescem em meio a esta ditadura do corpo. Tenho exemplo em casa... Minha filha tem 27 anos e é magra, mas ela quer ficar MAIS magra. É possível isso? Sabe, eu não sei conviver muito bem com essa loucura, e olhem que trabalho na área de estética e bem que eu poderia ser uma escrava de sua majestade a PLÁSTICA...Nada contra e nem a favor... Eu fico com o que me sinto bem, e em primeiro lugar deve-se pensar na saúde. Sou a favor de atividade física para se ter uma velhice digna. Sou a favor de consultar médicos para repor aquilo que falta em cada organismo. Sou a favor de uma alimentação equilibrada, mas sem exageros. Uma pizza no fim de semana é tudo de bom... Ninguém é de ferro e a gente não é manequim de vitrine. Embora haja um inconsciente coletivo que trabalha nas cabecinhas juvenis e que até as balzaquianas entram na dança.

Tenho visto em meu trabalho mulheres querendo reverter o tempo. Brigando com o espelho e a balança, criando monstros internos. Sim, porque essa idéia fixa vai minando e tudo acaba girando em torno disso.

O bom da vida é contemplar gratuitamente -  natureza, corpo e mente, numa conjunção enigmática que acalenta sonhos e faz parir sabedorias.


By Lu Cavichioli

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Silhueta no Asfalto

Palpitações avisaram-me de que haveria problemas, mas eu não tomei conhecimento, mesmo porque estava atarefada e meus ouvidos zumbiam bibis e fonfons.




Aquela enxaqueca continuava humilhando meus sentidos e minhas pálpebras eram pernas acorrentadas.
No peito eu trazia tricordes e fios acinzentados que me foram emprestados por algum neurônio alucinado e vil, logo ali na esquina dos desavisados.
Eu continuava mesmo assim, a caminhar com pedais e pescoço elevado.

 Olhos turvos e mal acabados olhavam-me de alguma janela dependurada nas montanhas de cimento que erguiam-se indiferentes aos gritos que saiam do solo enquanto o sol projetava miragens num asfalto magmático cheirando a borracha derretida.

Ouvi ao longe um estrondo. Parei na contramão! Olhei em redor e vi logo ali na minha frente um desenho feito com crayons avermelhados. Respirei fundo e resolvi olhar de perto aquela arte feita com pincéis de pele e pelo. E para minha total surpresa e horror me certifiquei que alguém (sem eu dar-lhe) permissão, fizera minha caricatura.

Dei meia volta, sacudi a poeira e dei a volta por cima... Afinal, agora eu flutuava ouvindo flautas doces.



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Doar Memórias






De todas as memórias em forma de lembranças que tive, escolhi algumas pra adoçar minha vida e meu dia, ou quem sabe minha noite...





*Meu casamento

*Nascimento da minha filha

*Ter conhecido a mulher que foi minha avó

*Ser filha de um pai generoso e cheio de bons conselhos

*Publicar meu primeiro livro

*Contribuir com a saúde e a beleza de dentro pra fora

* Afetos que guardo em meu cuore

*Meu bebê amarelo

... por hoje chega... eu to meio down




terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vale a repostagem

Como eu não consegui escrever mais nada sobre Halloween até agora, a dona abóbora marota pediu pra eu trazer o texto de travessuras.

Compartilhar é sempre bom, mesmo que seja em replay!


Ouro de Tolo


A sala estava (por enquanto) em total penumbra. Só as luzes da rua ousavam olhar através do linho (verde-musgo) encorpado presente na janela. E por isso, conferia ao ambiente certo marasmo lúgubre (ousado ou amaldiçoado)? Nem sei...

O jogo de sofá, dormia em um canto , emoldurado pela textura ,cor de avelã . No lado leste da sala, achava-se acanhada, uma mesa de jantar sextavada que era abraçada por cadeiras imóveis.

Um tapete persa, um tanto rugoso olhava uma pequena chama tremeluzente que vinha da janela oposta à luz da rua. Era dourada , abstrata na refração um tanto cínica para uma noite comum. (Mas não era uma noite comum)!

O vento começava seu bailado, e a leveza do voil transparecia uma face (retorcida)?!
Era ouro mesmo? Louca presunção da noite preta.

Sorriso amarelo na janela. Boca recortada, dentes afi(n)ados.
Olhos velados (chamuscados).
Nariz triangular na face marota.
Ela – abóbora
Noite de travessuras!

*texto escrito po ocasião de um exercício literário proposto pelo Empório do Café Literário.

by Lu Cavichioli






sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Interpretação de Texto - Por Graça Lacerda


Amigos do Escritos, por estes dias recebi este presente da minha queridíssima amiga Gracinha Lacerda.
Ela simplesmente, com toda sua cultura e delicadeza (para comigo), formulou questões minuciosas para que o texto abaixo, fosse interpretato por seus alunos.

Querida amiga, não houve palavras para tal ato, só reconhecimento , alegria e orgulho (sem arrogâncias) - e que só fez deixa esta que vos fala , MUITO lisonjeada .
Obrigada











Alguém se habilita a responder? Tem que quebrar a cabeça, viu gente... Porque nem eu mesma, autora do texto, consegui ainda. rs





BAÚ VAZIO
Talvez na outra linha


Não tenho mais verbos, nem adjetivos, nem pronomes. Nem advérbios, nem preposições.

As orações ficaram todas insubordinadas e os substantivos indecentes.

Comecei a gritar pelas frases feitas, mas elas não vieram porque sabem que eu não as suporto. Nem mesmo para substituir elas servem.

Clichês e chavões pairavam sobre minha pobre cabeça poética, desarrumada e (talvez) vazia.

Decidi que o ponto final seria meu conselheiro e os dois pontos concordaram:

.

By Lu Cavichioli

*****

Amiga,


Conforme havia prometido, eis a minha promessa cumprida...




INTERPRETAÇÃO DE (seu belo) TEXTO:



Alunos: 9º Ano do Ensino Fundamental e 1º a 3º Anos do Ensino Médio
Escola: Estadual Presidente Bernardes
Professoras:Denise Goulart, Marília Silva, Goretti Oliveira e Graça Lacerda

QUESTÕES


1. A autora Lu Cavichioli (SP) trata, com muito brilho e propriedade, de uma parte da Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Que parte da gramática inspirou a autora, nesse texto? ______________________________________________


2. Utilizando-se de dois prefixos comuns - indicadores de antonímia - (figura que estabelece uma relação de sentido entre dois lexemas, ou seja, uma relação semântica de oposição), Lu Cavichioli reflete seu grito de vazio utilizando-se criativamente de dois adjetivos. Essas duas palavras são:


a)_________________________

b)_________________________

3. Com muita sutileza, há no texto indícios de que a autora pertence à restrita classe daqueles que possuem "classe", estilo, grandiloquencia. Que frase revela esta afirmação?__________________________________________________


4. Abstendo-se de valer de obviedades e das coisas corriqueiras da língua, o poeta vale-se de sua criatividade para escrever seus poemas. É sabido que o jogo de palavras e pensamentos configuram singularmente esse universo. Quais são as duas palavras usadas pela autora do texto para caracterizar o vazio, colocando sérios impedimentos à sua criatividade?


a)_________________________

b)_________________________

5. Lu Cavichioli fecha com maestria e originalidade seu poema. Encontre a figura de alegorias que isso representou para o fechamento do texto: _________________________________________________



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Sugestão de leitura e interpretação. Poderão ser acrescentadas outras questões.