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sexta-feira, 22 de março de 2013

Leninha & Carminha em...

... Biscoitos água e sal com margarina e guaraná!





Leninha era  moça sonhadora e gostava de imaginar lugares, planetas e seres de outro mundo. Andava sempre avoada com tanta história que inventava e soube na época que a TV estava exibindo uma série chamada O Planeta dos Macacos .Putz, ela ficou como doida e queria ver a todo custo só que sua TV queimou bem naquela semana e não ia  dar tempo de ficar pronta pra ela ver o começo da série.




O que ela fez?
Apelou para Carminha que na mesma hora lhe disse:

-Claro Leninha, vem hoje a tarde que vai começar o primeiro capítulo. Vai ser jóia!
-Ah, eu quero, mas tenho medo de que sua avó te coloque de castigo e me ponha pra fora de sua casa.
-Que nada, a velha vai fazer crochê na casa da Marina. Pode vir sim... Começa lá pelas três da tarde.

E assim foi.
Leninha botou sua calça jeans desbotada , tênis e uma camisetinha branca. Prendeu o cabelo num rabo de cavalo, afagou sua cadelinha, deu um beijo na mãe e saiu.
Abriu o portão da casa de Carminha e foi entrando e logo gritou:
-Ei , cheguei. Abre aí.

Para seu espanto, quem abriu a porta foi a velha.
Leninha gelou da cabeça aos pés e gaguejando disse:
-Boa tarde Dona Izolda, a ... Ca... A Carminha ta aí?
-ENTRA LOGO SUA ENXERIDA!

Na sala, sentada no tapete estava sua amiga segurando a risada e Leninha disfarçou sentando ao seu lado ali no chão.
A TV já estava ligada e logo a série iria começar.

A velha fechou a porta e ranzinza como sempre, vociferou:
-Podem assistir, mas não quero risinhos nem falatórios, senão eu te mando pro quarto, ouviu Carminha?
-Sim vó, tá certo.

Nisso a velha se esgueirou lá pra dentro e as duas caíram na gargalhada tapando a boca uma da outra e Leninha tentando perguntar o por que a avó não tinha ido no crochê. Mas isso nem tinha importância porque a série já estava no ar e Leninha já estava voando para seu mundo de fantasias. Mas seu estômago começou a roncar e ela disse:

-Humm to com fome, você não?
_Eu também, pera que eu já volto.








garrafinha velhinha essa hein? Mas era assim lá nos anos 70



Carminha voltou trazendo uma bandeja com biscoitos água e sal, uma faca e um pote de margarina. Dois copos e uma garrafa de guaraná.
QUE FESTA HEIN?
Pra elas era sim! Quando se é jovem tudo é festa...

E assim, Leninha conseguiu ver toda a série na casa de Carminha, enquanto elas fingiam estudar e torear a velha.
Até que se saíram bem dessa vez! rs

By Lu C.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Qual é o nome do livro?






Meio cansada, meio arredia...
Os dias andam entediantes e o sol chegou ardido e voraz.
As tardes ainda são amenas, mas os malditos siriris já começam a pulular  na presença das lâmpadas e isso é completamente fora de propósito porque a primavera ainda nem deu as caras.
Ando sentindo um fraquejar de nervos e músculos ficando acorrentada sem correntes. Estranhíssimo!
Mas voltando ao sol, creio que verdades já foram ditas e o calor insuportável certamente vai aumentar com o passar dos anos e a Terra se transformará em uma joia... Retorcida e incandescente na orgia do magma.
Os humanos nada têm para fazer porque eles não querem fazer.  E o planeta está ao Deus dará, sofrendo e declinando estupidamente . Talvez  os terráqueos queiram morar numa estação espacial , fria e sombria, onde tudo é um apertar de botões e as máquinas(somente), realizando desejos inanimados.”

Será que ainda existirão reprodutores?
 
 
O homem sentado no banco da praça, fingindo ler um jornal amarrotado assusta

-se ao ouvir essa pergunta vinda de um telão digital instalado no alto de um

prédio de fiberglass.
 
Ele coça a cabeça e revira os olhos um tanto amedrontados, supondo que ele também é um reprodutor.
Eu, do outro lado da avenida, ouço a pergunta e olho cinicamente para esta figura medrosa que poderá num futuro nada distante, perder a medalha de inseminador.
Solto gargalhadas piramidais e atravesso a rua para olhar naqueles olhos (quase)  esbugalhados , o terror que se instala na cidade (que chove). Dias soturnos estes.
A espécie reprodutora está em extinção e o banco de futuros bonequinhos de carne anda abarrotado de soldadinhos cheirando a água sanitária.
Dou de ombros e vou em direção ao metrô descendo as escadas com frouxos de risos. La embaixo na estação há um tumulto. Policiais tentam conter um adolescente aparvalhado com a pergunta que fora feita na superfície e que ele ouviu através de seu radinho de pilha megassônico.
Mulheres balzaquianas e frívolas adolescentes acompanham a decadência masculina enquanto eu me aproximo juntando-me a elas.
Os policiais ficam entreolhando-se abalados com a pergunta que pode  virar notícia de primeira página no dia seguinte.
Um senhor claudica, rindo-se pelas costas e dá meia volta e se enfia no tumulto dizendo:
- para que tanta perturbação se a espécie humana será (em curto prazo) somente feminina? De que valem agora, seus gritos machistas e esse abuso de poder inadequado, pérfido e incolor?
Danem-se todos!
 
 
Dito isso subiu as escadas do metro em direção ao jornaleiro pedindo um arauto da manhã... Pois a lua já tinha deixado seu legado diário para o sol.
Eu apenas pedia uma média requentada com pão de forma recheado de presunto queijo.
Você já leu este livro? Eu o levo comigo na bolsa porque ele retrata o futuro. O nome do livro?
 
 
 
Por que você quer saber o nome do livro? Que te importa?
Há tantos nomes para esse livro...
Alguém arrisca o título?
By Lu Cavichioli
São Paulo
Agosto 2012-08-21
 
 
 
 
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Uma Dama - talvez... Beltrana





Na  face oculta
Rara e obscura
De um copo -
 Reflete e gesticula
A ironia


Do beijo mortífero
Cigarro & bebida
Olores insanos revelam
Meandros na palma
Da mão


Sangue
Segredo
Engano


 De uma cigana /fulana
Cochichando Neruda
Em Mar Del Plata


By Lu C.
 
 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Meninas & Mulheres

Seiva


Sou mulher no entalhe das linhas

Exótica obra de arte em sândalo

Feito caule que sangra

Espinho & roseiral


Escrevo dor e cicatriz – saliva mel

Alma de pétala na guerreira ebúrnea

Na passarela - harmonia

Orvalho adormecido

Sinfonia.



by Lu C.

Somos todas Amazonas de nós mesmas!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A Lágrima da Ninfa


  • “Há lugares onde os mundos se aproximam como as dobras de um manto. Uma dessas pontes é um lugar que os homens chamam de Avalon. Quando as mães da humanidade chegaram a este lugar, o meu povo, que jamais teve corpos, criou formas para nós, à semelhança delas. Elas construíram suas casas sobre estacas na margem do lago e caçavam nos pântanos, e andávamos e brincávamos juntos, pois vivíamos o alvorecer do mundo.”
  •  
  • Marion Zimmer Bradley

 
 
 

Há muitos anos... Longínquos anos... Em um velho condado chamado Bosque de Flandres , viveu um homem simples, com poderes extraordinários e que fazia poções mágicas.  Sua casa era repleta de ervas, extratos florais e pedras preciosas que achava em suas andanças pela floresta.

 
 

A população do condado era composta de colonos, e a aldeia vivia do plantio de grãos e cereais. Era época da colheita, e por estes dias acontecer ia uma festa, denominada a Colheita da Lua, por coincidir com o aparecimento da lua cheia.
Os colonos andavam em polvorosa por causa da comemoração, porém Odeon limitava-se à sua casa e suas poções.

Geralmente, ele saía todas as manhãs, bem cedo, evitando assim que alguém pudesse vê-lo. Andava sempre com um manto que possuía um capuz, e nunca ninguém tinha visto seu rosto. Vivia isolado, triste e amargurado. Seu rosto era deformado, em decorrência de uma explosão, acontecida há algum tempo quando tentava encontrar uma fórmula para obter a fonte da juventude. Seu rosto ficou em chamas, que logo abafou com a ajuda de cobertores, curando-se com unguentos que ele mesmo fazia. Entretanto seu aspecto era medonho, provocando asco. Nesse dia, arrumou seus pertences e viajou para longe, encontrando este vilarejo que adotou como lar.

As pessoas nem se incomodavam mais com ele porque já conheciam seu jeito eremita de ser.
Porém, guardava em seu coração uma infinita tristeza: amava em segredo. Ele a via todo fim de tarde à beira do lago, banhando-se em pétalas, exibindo suas melenas  seu corpo e seu rosto de anjo.

 

 
Odeon escondia-se entre as folhagens para vê-la em todo seu esplendor. E pensava como seria feliz se ela o amasse. Abandonaria tudo se fosse preciso para estar com ela para sempre.

Acalentando seu sonho, retornava e fazia de seu infortúnio um companheiro. Nas mãos, levava um feixe de ervas  com a intenção de converter em extrato perfumado para sua amada.



Finalmente a noite da tal festa chegou. Fogos de artifício rabiscavam o céu, desenhando luzes e cores.
Enquanto os homens animavam o ambiente com suas flautas e pífaros, as mulheres arrumavam as mesas com flores , pratos típicos e vinho. As crianças traziam nas mãos bandejas com frutas secas para acompanhar o jantar.

Odeon espiava  escondido atrás da cortina, sentindo-se a mais hedionda das criaturas. Sem importa-se com a tal festa em meio a tanta música e comilança, o druida saiu em direção ao lago. Em seus pensamentos achava-se a bela Melina, de cabelos ruivos, pele alva e olhos azuis. Na certa, descera do Olimpo esta deusa maviosa, trazendo para a Terra a doçura divinal.



Ao chegar, sentou-se e ficou a observar o firmamento e devanear como era de seu costume. Entretanto, levado pelo cansaço adormeceu na beira das águas, sendo despertado pelos primeiros raios de sol e pela voz lírica e canora de sua amada. Então sem demora levantou-se rapidamente cobrindo o rosto e correndo em direção à floresta, quando ouviu:
 

 

_ Espere! O que fazia caído na beira do algo? Está doente?

Odeon correu tão desnorteado que não percebeu em seu caminho uma pedra tropeçando  e caindo de rosto numa poça de lama.

A moça vinha logo atrás, então  se aproximou ajudando a levantá-lo. Como seu rosto estava enlameado, ela não pode ver a face desfigurada.


_Venha comigo, tenho água fresca em meu jarro e  lavarei seu rosto.

_NÃO! Disse ele em tom lacônico.
Melina assustou-se, mantendo distância.


Odeon escapou mais uma vez.

A moça, furtiva, seguiu seus passos até a entrada do Condado, descobrindo sua casa

Depois deste incidente o druída confinou-se caindo em estado de profunda angustia. Abandonou a idéia de rever Melina em seus banhos matinais, esquecendo também do extrato floral o qual iria presenteá-la.


Pediu a morte!

Em uma noite, num acesso de loucura, jogou todos seus livros no chão, chutando-os e maldizendo a alquimia , gritando:

- ESTOU CONFINADO À SOLIDÃO...
Já meio desacreditado, olhou para a estante e viu um único livro sobre a prateleira, e pegou-o imediatamente. Era um livro pesado, maior que os demais. Tinha a capa da cor do carvalho, a árvore sagrada dos druídas. Para seu espanto, ao ler o título, suas esperanças renovaram-se. Estampado em letras douradas e sobressalentes lia-se: "A SERPENTE DA SABEDORIA".







Tratava-se de um livro místico, que continha poções perigosamente milagrosas. Isto parece um contra senso, mas na verdade era assim mesmo.
Tanto poderia curar como provocar efeitos colaterais irreversíveis. Deveria ser usado com parcimônia e sabedoria.

Odeon lembrou-se de sua mãe, uma sacerdotisa druída de grande confiabilidade, que lhe dissera certa vez para utilizar-se dele somente em caso de vida ou morte.

Entretanto, esta lembrança esvaiu-se como fumaça e ele começou a folhear as páginas como louco, até que encontrou uma poção denominada CYNGHRAIR. Esta se destinava a combater toda a sorte de enfermidades que atingissem a pele e couro cabeludo, porém ele sem raciocinar pôs-se a verificar se possuía os ingredientes.


Ávido para iniciar a alquimia ia lendo os itens e ao mesmo tempo separando-os sobre o balcão, até que leu o último ingrediente que pedia - Lágrimas de Ninfa!

Nesse momento sua expressão que era de contentamento, reverteu-se em desespero, exclamando:

- Por Merlin!! Estou mesmo sem sorte... Se ao menos eu lembrasse onde encontrar o barqueiro fantasma,talvez ele me levasse até a ilha sagrada.



Avalon era um lugar místico, cercado de brumas, onde vivia um povo misterioso e dotado de incríveis poderes extra sensoriais, envolvidos em muita magia. Onde as ninfas corriam livres pelas florestas.
Sua paixão por Melina talvez o levasse à loucura. Ansiava em ser formoso novamente, e assim conquistar-lhe o coração.
Então, sem perda de tempo, deu início à alquimia, mesmo estando ciente que lhe faltava  um ingrediente.

O aroma forte de mirra invadia toda a cabana escapando pelas frestas, inebriando a madrugada.
Odeon usava esta resina aromática com a finalidade de purificar o ambiente e prepará-lo para suas experiências místicas. Então sem demora, o druída concluía a mistura milagrosa, que supostamente faria seu rosto voltar ao normal.
Tão logo ficou pronta a poção, deveria ficar em decantação por um período mínimo de 2 horas. Então Odeon resolveu descansar.


Às primeiras luzes da aurora ele desperta, vigoroso e confiante. Aproximou-se do tacho sentindo o aroma floral. A fórmula rezava que o líquido deveria ser passado nas partes afetadas, então lavou o rosto delicadamente, esperando que secasse ao natural. Assim que seu rosto secou, Odeon levantou-se pegando um caco de espelho, tão grande era o pavor de olhar-se em um inteiriço. Foi quando viu pelas beiradas do caquinho algumas de suas profundas cicatrizes. Soltando um urro medonho terminou de quebrar o que restava do espelhinho. Saiu transtornado floresta adentro se atirando  em meio às folhagens, e então chorou como nunca havia chorado antes.

 Sem suspeitar, o druída estava sendo observado por um vulto logo atrás de uma pedra...


Após tanto desespero, o pobre homem se levantou deixando-se levar pela própria sorte, caminhando em direção a cabana. De repente estancou os passos, olhando para trás... Era estranho, mas tinha sensação de que alguém o seguia.

Enquanto caminhava ia traçando seus planos: iria embora daquele maldito lugar, mesmo sabendo que sua maldição o acompanharia e todos os lugares para ele, seriam malditos.

Entrando, tudo ia sendo jogado dentro de um enorme saco de viagem. Freneticamente caminhou até o tacho, dizendo:
- Farsa! Esta fórmula é uma farsa!
 

Abaixou-se ali, sem forças, proferindo em tom baixo algumas palavras maldizendo a vida. Foi quando sentiu sobre seu ombro um leve toque, Mãos femininas...


 Assustado, apavorado ou mesmo aparvalhado, Odeon levou um choque. De pé, bem à sua frente estava Melina, que aturdida, fitava aquele rosto grotesco tomado pela desgraça.


- Vá embora!! O que faz aqui?
- Acalme-se, por favor. O que houve por aqui? Por que seu rosto ficou assim?


- Oras...Será que lhe dou uma explicação? Por que deveria? Vá embora, eu já disse!!! Você é apenas uma estranha.


- Tem certeza do que diz? Sei quem é você,  me espiava em meus banhos... É o mesmo homem que fugiu de mim com o rosto enlameado.


Nesse momento, Odeon tira um punhal da cintura ameaçando matar-se.
Melina em desespero começa a chorar... Então duas lágrimas de mãos dadas correm pela face caindo dentro da poção. Imediatamente o líquido entra em ebulição e uma névoa perfumada envolve a cabana.

Num sobressalto, Odeon deixa cair o punhal e em apenas um passo alcança o tacho. Com as mãos em conchas, retira parte do líquido místico lavando o rosto. Uma sensação de torpor toma-lhe conta, fazendo-o perder os sentidos.


Tudo estava terminado. O desejo do druída finalmente fora realizado. Seu rosto transformara-se, e novamente voltara a ser um belo homem. Entretanto, quando recobrou os sentidos Melina havia desaparecido.


Diz a lenda que as ninfas jamais poderiam apaixonar-se, essa era a lei. E se isso acontecesse, em brumas se transformariam, retornando ao lugar de origem.


De Odeon nada mais se soube. Contam os aldeões que ele virou constelação, e em noites de lua cheia seu rosto brilha no céu, refletindo seu lume no lago.




O lago da ninfa que abriga a constelação de Odeon.
 

By Lu Cavichioli

 
*TODOS OS DIREITOS RESERVADOS*




 





quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Os gritos de Carminha

Leninha era vizinha de casa de Carminha. Eram aquelas casinhas feito casa de pombo, geminadas.
Paredes coladas e ouvidos abertos, afinal ninguém era surdo ali.

Uma tarde Leninha estava estudando na cozinha enquanto sua mãe terminava algumas costuras. Foi daí que começaram a ouvir gritos alucinantes e pelo jeito que esses gritos vinham eles eram de pavor e dor.
Leninha saiu no quintal e foi aí que ouviu:

_NÃO, NÃO VÓ POR FAVOR NÃO ME BATA!
_Sua cadela eu já mandei você lavar o banheiro, depois ir fazer comprar e fazer almoço. Mas você não me obedece sua vagabunda!

E a vó batia e batia sem dó!
Leninha correu e chamou sua mãe. As duas ficaram ouvindo penalizadas os gritos da pobre Carminha.

Quando foi a noite, Leninha tocou campainha da casa de Carminha. Veio a velha dizendo:
_O que você quer sua enxerida?
Ah, eu... É que eu queria ...
__ DIGA LOGO!!

_Ouvi gritos aí... A Carminha tá bem e eu posso entrar?
_Vai entra logo, a Carminha tá no quarto dela.

Leninha chegou rapidamente ao quarto da moça e a viu sentada no chão encostada na cama e estava em prantos.
CARMINHA?

_Ai Leninha é minha vó, ela me deu uma surra hoje só porque eu não fiz o que ela tinha me pedido. Que dose viu? Eu tenho meus trabalhos de colégio, aulas na auto-escola e eu ainda tenho que ficar fazendo faxina. Ah, eu eu to com muita dor de estomago, acho que é de nervoso... Deve ser gastrite nervosa.

_Mas porque tua avó te maltrata tanto? Eu nunca vi uma avó assim. A minha é tão boa comigo...

E Carminha chorava ainda mais.



A moça em questão era criada pela avó , tal e qual a tia da praia (a tia -avó Zulmira).
Carminha foi abandonada pela mãe depois do divórcio e o pai dela casou-se novamente e não queria saber de criar a filha , então ela ficou com a velha malévola e que também tinha um gato.

INCRIVEL!

Leninha se compadeceu da amiga e disse:
_Vamos lá em casa . Minha mãe fez almôndegas no molho, hummm estão ótimas.
_Imagine uma coisas dessas... Minha avó me mata de pancadas se eu sair daqui. Ela disse que eu to de castigo e nem posso sair do quarto.

Leninha ficou doida de raiva da velha, mas não disse nada para resguardar a amiga. Despediu-se dela dizendo se veriam na manhã seguinte no colégio.


*episódio verídico*
E vem mais por aí - aguardem.

-Nota da Lu: Amigos, alguns desses episódios eu presenciei ou me foram contados por Leninha. Simplesmente porque estas duas, eram minhas vizinhas e também estudavam no mesmo colégio que eu.



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Leninha & Carminha

Ambas com 20anos.


Carminha-ruiva/Leninha loura

Janeiro chuvoso e praia nublada, mas no entanto lá se foram as moçoilas.



Hospedagem na casa da tia de Carminha (bruxa enrustida).Gato cruel na sala...





A velha judiava de leninha, moça frágil.
Carminha passava vergonha e ralhava com a tia.
Tia Zulmira


No mar revolto as moças foram nadar. Corriam pela areia sem destino.
Leninha vomitava e Carminha chorava.
Orelhão na calçada e Leninha chamava pelo pai: "Venha buscar-me"
A bruxa vociferava com Leninha , enquanto Carminha fazia as malas.
O Pai de Leninha chegou domingo cedo. Reclamações da bruxa.
Entraram as duas no carro e o alívio às cobrira de rosas.



Souberam mais tarde que a bruxa teve coma diabético. Morreu na ambulância.
Gato sozinho e feliz.
Lá fora  o sol iluminando boas almas.
Leninha e Carminha  ficaram amigas de fé e irmãs de sangue.





*Este mini conto revela uma experiência verídica.

By Lu C.