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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Lua de Outono - A Contemplação


O solarium exibia apenas feixes de luz e a escadaria era longa. Tão longa que meus olhos incapacitados, lacrimejaram. De sobressalto ouvi latidos e o bafo quente inundou minhas botas queimando-me as pernas.

Ao longe ouvi música. O som parecia de um piano magoado e solitário, certamente dedilhados por toques femininos, já que as notas musicais nasciam de pequenas e assustadas bailarinas.

Olhei ao redor e fatalmente descobri que estava de volta. De volta ao encontro de um pavor que eu nem sabia de que e nem por que.

Há trinta anos a propriedade estivera aos cuidados de meu velho pai, eremita e de barba cruel. Seus olhos continuavam expressando o vermelho do ouro colhido em alguma gema adormecida nas florestas inglesas, quiçá em penhascos irlandeses.

Meu pai era homem obcecado pela lua e suas crateras gotejantes de prata, que banhavam o cenário entre meses e marés.

Riachos distantes com vozes esquecidas atormentavam seu rosto petrificado pelo pranto esculpido em mármore na sala da morte. Das vozes esquecidas restavam apenas duas: a minha e a de meu irmão (já dilacerado pela boca da morte) movida por uma alcatéia sem líder.

Afastando esses pensamentos resolvi caminhar pelas alamedas envolvidas no frasco de todas as neblinas. Porém em certo momento acendeu fogo-fátuo à frente de meus pés. E pude ver na relva o líquido da vida derramado. Estava brilhando ainda, então eu o provei. Era adocicado e sensual despertando em mim a fera indomada. Meu grito ecoou através dos labirintos humano-animalescos do pecado original.

Fome e sede invadiram meu corpo e eu corri sem saber quem era e no ímpeto tresloucado do pavor estanquei ao ver no portal central da mansão meu velho pai. Ele tinha os cabelos desgrenhados e a barba crescida, branca já em quase toda sua totalidade.

Usava na ocasião uma calça cinza de um tecido grosso feito brim caiado e as botas lhe subiam até os joelhos. Camisa e colete cobriam-lhe o peito, protegido por um, sobretudo cor de chumbo, pesado, hostil e chicoteado pelo tempo conferindo-lhe o aspecto de um ser recém- saído  de algum espetáculo horripilante, ou de uma cripta arrombada por garras desgovernadas.

Meus olhos esbugalhados refletiam a imagem opaca do velho que vinha em minha direção com passos trôpegos e na boca trazia a vingança da indignação. E mesmo assim abraçou-me!

Eu sem fôlego e de braços caídos ao lado do corpo resvalei inquieto (talvez insano), naquele hálito ácido, carnívoro e pecador.

A noite veio e o fog cobriu meu rosto caindo em sono profundo.

Acordei maltrapilho e a febre dominava minhas entranhas e meu corpo hirto de lutas sangrentas transpirava horrores.

De tremor em tremor levaram-me ao velho novamente e (supostamente), fiquei entrevado entre lençóis prateados na apavorante luz do luar.

Então pedi a morte!
*
by Lu Cavichioli
outubro/2011
 
 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Dona Mocinha (um causo)


 Dona Mocinha vivia lá pros cafundós onde Judas já tinha perdido tudo e só faltava o bigode... (mas ele tinha bigode?)

A talzinha era uma figura daquelas, bem folclóricas. Dessas saídas de um almanaque distribuído gratuitamente pela farmácia local no largo da matriz.



Seu maior atributo era a maquiagem que comprava na feirinha da beira de estrada  dias de fim de semana. Coisa pouca: batom, rouge, lápis preto e rímel daqueles bem fubangos , ah e  comprava também os compactos de sombra coloridas  e o pó de arroz pra mor de ficar mais bela do que já era.

Os vestidinhos de chita eram sempre muito floridos, mas pareciam mesmo toalhas de mesa . Fazer o que né... Ela gostava!

Toda tarde ficava horas na vitrine do peitoril de sua janela olhando os moçoilos que saíam das fábricas e lhes sorriam gentilmente apertando o passo quando passavam por ela. Mesmo porque, ela se debruçava, empunhando os peitos como pedúnculos em flor. Era nojento de ver.

Os cabra safados (os mais velhos),  os lobi(somens), a comiam com os olhos. Mas ela gostava mesmo era dos jovens e de alguns estrangeiros que às vezes por lá passavam em viagem.

Ela trabalhava na tecelagem da cidade e nas horas vagas se reunia com os poetas do cordel pra rabiscar e rebuscar palavreados.

Mas ela gostava mesmo era de galopar, e seu cavalo (tão participativo ele), que  fazia versos com ela.

Um belo dia ela ganhou um espelho e foi aí então que tudo mudou em sua vida porque ela nunca tinha visto aquele treco “praquelas”bandas.  Ela costumava refletir mesmo sua imagem nas panelas que Anastácia areava com sabão de babaçu.

Desde aquele dia, Dona Mocinha ficou mais vaidosa e sabem que ela se deu bem?

A cidade elegia nesse momento o novo prefeito. Solteirão, montado na grana (do povo, claro) carrão último tipo...

Era metido demais o sujeito,porém sua figura era bizarra. Vestia-se sempre como um arco-íris, quando a calça era amarela o paletó era roxo, a camisa lilás e a gravata alaranjada. Usava sempre um chapéu , que dizia ele era um panamá... ah, tá?

Os sapatos eram sempre   de verniz coloridos ou não, dependiam de como estava a cachola dele naquele dia.

Certa noite resolveu passear na praça e lá estava dona mocinha na janela distribuindo sorrisos e uma máscara de maquiagem que mais parecia um boneco de ventríloco. E num é que o prefeito ao vê-la caiu de amores?

E assim Dona Mocinha , que era um doce já meio passado na vitrine, virou sobremesa requintada na mesa do político.


... Coisas da vida!

by Lu Cavichioli
 
 

sábado, 11 de maio de 2013

Mãe ao quadrado



Eu e Ela



É lógico que eu não poderia deixar de lembrar da minha amada
avózinha que já se foi, mas sei que está num lugar muito melhor e que nossa imaginação nem pode alcançar e nem imaginar.

Minha querida, minha linda, eis-me aqui mais uma vez lembrando de ti. Homenageando-a porque foi MÃE pra mim quando precisei e disso nunca mais vou esquecer.

Tu foste embora, mas ficou em mim o amor que  aprendi contigo e que alcancei.

Este poema que segue é antigo, mas sempre novo (coisas da Lu)... E nasceu depois de um sonho que eu tive com ela após 3 meses de sua partida.




Corações, Marés e Flores

Eu a encontrei
num sonho

O céu de seus olhos
cobriu-me
de azul

Então...
deu-se o abraço

Fizemos dele
nossa eternidade

Pude afinal
desaguar o barco
da saudade
que já estava
à deriva

Sem vozes,
nem lágrimas...
só corações
num plasma etéreo

onde a neblina
é sol
e as flores
diamantes.



 


Ela e minha filha
 
 
 
 
Eu com Ela num desses reveillons da vida
 
 
Onde você estiver, não se esqueça de mim
sua neta e um pouco filha
Lucia Helena 
 


 





 


 

 

sábado, 4 de maio de 2013

Recordações de uma Menina de Tranças


 
 
 
 
AQUI ESTÁ MINHA VIDA


Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento
Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento.
 
(Cecília Meireles)

             


 
Naquele dia eu havia ganhado um vestido azul de florzinhas e um sapato preto de verniz que foram meus companheiros na maior festa que minha infância presenciou.

A palavra ” quatrocentão” ecoava através das paredes de minha casa e toda aquela agitação fazia-me sonhar de olhos abertos, enquanto eu procurava decifrar o que esta palavra queria dizer.

Para minha alegria, uma de minhas irmãs levou-me ao centro da cidade para assistir a tal comemoração. O ano era 1954, o sol de janeiro anunciava um feriado e eu estava vestida com roupa de festa, afinal eu estava indo para um aniversário.

O viaduto do chá estava apinhado de filhos desvairados da paulicéia de Mário de Andrade. Do alto de meus 7 anos eu aplaudia os 400 anos de minha cidade. Para mim o mundo todo estava ali; em cada rosto, em cada sorriso. E o brilho do verniz que saía de meus sapatos refletia toda a felicidade em ser uma menina de tranças, princesa encantada no palco da história paulistana.


A comemoração era tão grande que já não cabia mais em terra, então eu olhei para o céu descobrindo a existência do milagre. Porque das nuvens caíam flocos, pequenas fatias brilhantes que saltavam no para quedas da mais fina prata. Pois as calçadas, os automóveis, as pessoas, os parques e todo o resto cobriram-se de chuva... Da chuva de prata que dos céus caía.


 By Lu Cavichioli
 
*texto dedicado para  tia Disa que presenciou o acontecimento*
 

EU MAIS ELA



 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Fábrica de Histórinhas

Sabe, deu vontade de contar como surgiu a Fábrica de Histórinhas.




Um dia eu achei em meus cadernos ,onde anoto palavras e frases que me vem à cabeça, um título inusitado . Lembrei que há algum tempo eu o havia escrito, mas desenvolver estava difícil.
Eis o próprio:


Romeu e Julieta na Terra do Nunca


Olhei, li, re(li) e pensei: "Caraca, esse título está aqui um tempão e eu até rabisquei algumas linhas.... Mas agora vou dar um talento nessa história."

E assim foi. Daí eu não parei mais, porque é muito divertido misturar personagens, inventar outros e inserir no texto. Criar atmosferas diferentes com gostinho das já conhecidas e tal.

Depoi escrevi sobre as princesas e até a Chapéuzinho vermelho entrou na dança.
O conteúdo das histórinhas é avesso e hilário ao que já se conhece e isso torna a "coisa" interessante.

Dia desses, borboletas reviraram meu estômago e eu criei a saga: A Sinhazinha, o Cajueiro e o Novelo de Lã.  Essa histórinha é bem surreal, bem ao meu estilo - coisas de Lu... rs. Mas querem saber?
Eu gosto demais dessa saga porque as personagens se misturam, se transformam e se envolvem . Justamente porque uma depende da outra pra existir.
Pra quem gosta de ler e sonhar indo além do além, essa histórinha vale a pena.

Pra quem me conhece sabe que estou aberta a críticas também, porque elogios todo mundo gosta e diz amém, Mas as críticas precisam existir(desde que feitas com respeito e critérios), porque faz a gente crescer, aprender com o outro e até estender minhas idéias.

Comentem da maneira que acharem por bem!

Obrigada a todos que perdem um pouquinho do seu tempo lendo a Fábrica de Histórinhas.
Quem quiser curtir, acesse a página ao lado, logo aqui na side bar.

Valeu!

Lu C.




segunda-feira, 29 de abril de 2013

Carta escrita em 2070






  "Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é

  de alguém com 85.

  Tenho sérios problemas renais porque bebo  pouca água. Creio que me resta pouco tempo.

 
  Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.

  Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente.

  Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu

  podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.

  Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.

  Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira.

  Agora devemos raspar a cabeça para a manter limpa sem água.

  Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira.

  Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma.

  Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA água, só que ninguém

   ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar.

 

  Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão

  irreversivelmente contaminados ou esgotados.

 

  Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos

  por dia por pessoa adulta.

  Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta

  grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços

  sépticos (fossas)como no século passado porque as redes de esgotos não se

  usam por falta de água.

  A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela

  desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já

  não têm a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera.

  Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.

  As infecções gastrintestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias

  são as principais causas de morte.

  A industria está paralisada e o desemprego é dramático.

  As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te

  com água potável em vez de salário.

  Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas.

  A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma jovem de 20 anos

  está como se tivesse 40.

  Os cientistas investigam, mas não há solução possível.

  Não se pode fabricar água,o oxigênio também está degradado por falta de

  arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

  Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como

  conseqüência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.

  O governo até nos cobra pelo ar que respiramos.137 m3 por dia por

  habitante e adulto.

  A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão

  dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia

  solar,não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35

  anos.

  Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio que

  é fortemente vigiado pelo exercito,a água tornou-se um tesouro muito

  cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes.

  Aqui em troca,não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a

  registrar-se precipitação,é de chuva ácida; as estações do ano tem sido

  severamente transformadas pelas provas atômicas e da industria

  contaminante do século XX.

  Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso.

  Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o

  bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável

  que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água

  que quisesse, o saudável que era a gente.

  Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a água?

  Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me

  culpado,porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente

  ou simplesmente não tomamos em conta tantos avisos.

  Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida

  na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do

  meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

  Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse

  isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!"

 

  Documento extraído da revista biográfica "Crônicas de los Tiempos" de

  Abril de 2002.

 

Autor desconhecido

 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Fábrica de Histórinhas

O Cajueiro e o Feiticeiro

Depois que voltou de Lustron, Sinhazinha recebeu um convite mais do que especial.
Ela chegou tarde da noite e um pouco cambaleante por conta das doses de uísque que distribuíam lagartas e borboletas em sua cabeça afastada do mundo exterior.

Sinhazinha


Eu sabia (em segredo) das escorregadelas da mocinha desamparada e tristonha, que fazia de seus goles intermitentes  da tal bebida gótica, um paraíso de anjos com face de porcelana.
Ela veio tropeçando nas touceiras da entrada de seu sítio tipo cidade fantasma, até alcançar a varanda e, finalmente exausta de seu bafo de onça, caiu madura em sua cadeira de vime pendurada no teto.

Sentou-se ali contemplando um punhado arredio de estrelas que faziam questão de cintilar somente pra ela. Feito isto, virou-se para as samambaias afim de re(ver) suas lagartinhas coloridas...

 Pobre Sinhazinha! Nada viu além de pupas grávidas... Sentiu um arrepio ao perceber uns vultos de vento que transitavam arrastando folhas e gravetos. O frio da madrugada arrastou-a para dentro da casa, e os mesmos vultos se ocuparam em fechar a porta porque a bela fera caiu ali, no sofá mais próximo... Apagando de vez!

Do outro lado da ponte outro convite chegava e desta vez a vítima era  Novelo de Lã, que um dia foi borboleta colorida e hoje altiva e ainda (arrogante) sustenta a figura de Mariposa. Achando-se rainha da noite e suas luzes.

Mariposa Negra


Esta Mariposa era diferente das demais - aquelas, vulgares e de asas pretas, opacas e sentimentais.
Esta tinha um poder psíquico e gostava de "salvar" humanos e seus  traumas. De pernas finas caminhava sobre saltos entre 15 a 20cm que a faziam flutuar de quando em vez, justamente pela leveza da poesia que trazia nas asas. Sim, nas asas! Estas eram cobertas por um negro véu rajado de turquesa delineada em penetrantes brilhos degradês.
Saltitou de contentamento ao ler o convite...


Cajueiro



Há 300 metros da casa da Sinhazinha "jazia" frondoso e um tanto convencido (ainda) de sua copa, O Cajueiro, que conseguia abraçar  uni(versos) naquele céu robótico e frio que ficava interligado em suas raízes bem humoradas.

Quando o primeiro raio de sol incidiu sobre o rosto amassado da Sinhazinha, ela abriu seus olhinhos sentindo que dentro de sua cabeça haviam bigornas descontroladas com dores de parto.
Ela precisava desligar aquele som e ao mesmo tempo tinha que controlar os espamos que vinham de seu estomago de avestruz.
Antes de abrir o tal envelope que continha o convite ela foi encher a banheira e lá se enfiou em borbulhas jogando a ressaca no tapete ao lado.
Ao sair das bolhas de arco íris vestiu seu roupão de gatinhos e foi para a cozinha fazer um chá e, finalmente, acompanhada pela neblina quente que emitia o jasmim da xícara ela abriu o envelope... Que dizia:


Feiticeiro

O nobre Feiticeiro e o Cajueiro hermafrodita convidam para seu enlace matrimonial, a realizar-se na terceira lua do mes dos ipês , na Capela da Fazenda "Índio quer Banana"

 onde Cabralzinho (aquele que tem neurônios colados com cola quente) , era capataz.
Agora, detalhe: Ela, a Sinhazinha seria uma das madrinhas, bem como a Mariposa.

Sinhazinha dançou uma valsa com a xícara de chá, enquanto a Mariposa (do outro lado da ponte), espichou-se com asas de batman pousando no lustre, exclamando: Oh céus!

(....) aguardem a festa de casamento e a transformação do Cajueiro.

by Lu C.