Todos os Direitos Resevados à Lu Cavichioli

Creative Commons License Todos os trabalhos aqui expostos são de autoria única e exclusiva de Lu Cavichioli e estão licenciadas por Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License. Não comercialize os trabalhos e nem modifique os conteúdos Se quiser reproduzir coloque os devidos créditos

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Uma Imagem - 140 caracteres - 17ª Edição



Transparência

Era tudo feito de nanquim: a cidade, a janela, o ar e o vidro. No entanto dentro de mim
outro líquido desenhava a vida.


Projeto criado por Chris V. Louis do blog
Escritos Lisérgicos




domingo, 4 de agosto de 2013

A Orígem de Sinhazinha

A Orígem de Sinhazinha - O Pesadelo e a Viagem

 


 


Naquela manhã, misteriosamente o sol que veio iluminar o dia de Lustron foi o  violeta, e no quarto de Sinhazinha ouviam-se gritos de pavor. Seus pais correram para lá e a viram sentada na cama, peito arfando com a face lívida e os olhos meio esbugalhados.

Sua mãe correu em sua direção pedindo calma a ela enquanto o pai trazia em taça de cristal o sumo da tranquilidade, que ela sorveu num gole só. Em seguida contou aos pais que teve um sonho muito ruim e que estava com medo. Nesse meio tempo ela olhou pela janela e viu o sol violeta achando que ainda era noite e sonolenta deitou-se.

Seu pai lhe perguntou se ela não iria se levantar porque já se fazia dia.
A moça com olhar assombrado indagou sobre o sol rosado e seu pai lhe explicou que de tempos em tempos havia uma mudança astral nas esferas dos satélites de Lustron que potencializava o sol violeta, encobrindo o rosado.

A mãe por sua vez, supersticiosa, dizia que os homens de areia acordavam e em marcha de guerra atacariam o lado vital do planeta, onde eles viviam em suas colônias.

Ouvindo isso, Sinhazinha gritou novamente e disse aos pais que havia encontrado esses homens de areia e que tinha andado entre eles. Contou também como eram disformes e amedrontadores.

Seu pai ralhou com as duas porque isso era bobagem e que no lado sombrio de Lustron não existia vida, só tempestades hialurônicas com raios fulminantes.

-MAS EU VI, PAPAI... EU VI! HAVIA MUITOS, E QUANDO EU ESTAVA VOLTANDO PARA A FLORESTA ORGÂNICA, UM DELES SAIU DO LUGAR E ENTROU NA CAVERNA.

Sua mãe a abraçou dizendo:Você teve um pesadelo e sua mente criou tudo isso. Teu pai é o grande culpado porque vive dizendo pra você  NUNCA pisar nas montanhas arenosas. Fique calma.




Depois desse episódio,a moça nunca mais foi a mesma e seus pais decidiram então envia-la para o satélite Púrpura Cintilante, onde havia criações de borboletas terrestres. Ali ela faria sua vida.
Assim sendo, Sinhazinha embarcou para seu futuro, rumo ao encontro do Novelo de Lã.





Nos próximos episódios:

O Encontro de Sinhazinha com o Novelo de Lã


A Semente do Cajueiro


A Trilogia -  Epílogo


By Lu Cavichioli

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Orígem de Sinhazinha

 A Orígem de Sinhazinha - O Lado Sombrio de Lustron





No último episódio, conhecemos a moça que nasceu em Lustron e como ela se tornou uma princesa dos Novos Tempos.
Relembrem:

http://www.escritosnamemoria.blogspot.com.br/2013/07/a-origem-de-sinhazinha-noite-lilas.html


Impetuosa e renitente, a moça em questão desobedeceu as ordens de seu pai e um desses dias de sol rosado, ela tomou coragem e trilhou a Floresta Orgânica criada através do Laboratório Estufa I.
Ao fim  dessa floresta o solo era somente areia e pedregulhos e além disso os dois sóis que banhavam o planeta não derramavam seus raios por lá.

O céu tinha a cor da areia e havia sombras de rochas por todos os lados. Sinhazinha chegou por lá ao meio dia, pensando em sua inocência que o sol rosado fosse alagar de alegrias as terras arenosas, posto que não acreditava nas histórias folclóricas do pai. Contudo a moça insistiu e teve uma surpresa nada agradável.
A região era repleta de estátuas que tinham  forma humanóide, mas ao observar de perto ela chegou a uma conclusão de que não eram como ela e seus pais.

A cabeça  era pequena e  quase não tinham pescoço. O tronco era proeminente e os membros superiores curtos e  as mãos possuíam apenas e dedos, finos e sem unhas.
Sinhazinha torceu o nariz e teve náuseas. Mas mesmo assim continuou sua minuciosa observação.
Os membros inferiores eram de escamas e os pés pareciam com os dos pássaros , aqueles enormes, que sobrevoavam o lado iluminado do planeta. Eram enrugados e como garras apresentando unhas curvadas e afiadas.

A moça passeou entre a infinidade de estátuas olhando uma a uma e viu logo atrás delas cavernas obscuras. Parou, observou e estranhou peguntando-se qual a utilidade destas. E o que seriam essas estátuas: Deuses distantes e petrificados? Talvez...
Montanhas compunham o cenário e ela foi mais perto e as tocou. A princípio levou um susto, porque eram arenosas também e desfaziam-se entre os dedos. No entanto sua aparência era sólida. Coisa estranha... Mas como Sinhazinha era Lustrense acabou achando normal. Ela só lamentou não haver nenhum verde por ali e balançando a cabeça , abaixou seu olhos um tanto penalizada. Então caminhou novamente por entre as estátuas, indo para a trilha que a levaria de volta.

Quando estava dando seu último passo nas areias misteriosas ela ouviu um som parecido com um grunhido.Parou e olhou por cima dos ombros e qual não foi seu assombro quando viu entrando na caverna aquela primeira estátua que observou. Sentindo um certo pavor, apressou os passos sem olhar pra trás e logo depois começou a correr por entre as folhagens cheirosas e benfazejas recebendo com prazer em sua pele os delicados raios do sol rosado.

Chegou ofegante sentando-se em frente à sua casa, pedindo água pra sua mãe que estranhou seu comportamento e logo quis saber o motivo.
Sinhazinha balançou a cabeça negativamente dizendo que tinha encontrado um dos pássaros gigantes andando sobre as plantações.

Quem seriam as estátuas? Talvez nunca saberemos... A não ser que
 houvesse um contato de terceiro grau com as mesmas.
Será que nossa Sinhazinha teria essa coragem?
Vai saber...



sábado, 27 de julho de 2013

A Orígem de Sinhazinha - A Noite Lilás

Sinhazinha: personagem da saga do Cajueiro e do Novelo de Lã.
Quem acompanhou vai se lembrar, mas quem nunca leu sobre a história, é só clicar no ícone Fábrica de Histórinhas que está nas Páginas aí na sidebar.


A Noite Lilás de Lustron




 
 
Sinhazinha nasceu em Lustron, segundo planeta do Sistema Solar Vaga(Lume).
 
Na verdade, ela e sua família foram sobreviventes da hecatombe terrestre e, junto com outros embarcaram rumo ao planeta.
A viagem durou 5 meses terrestres e quando lá chegaram sua mãe já sentia as dores de parto, e ela escapuliu ali mesmo no Angar das Borboletas Solares.
 
Lustron era semelhante à Terra com atmosfera respirável e agradável. Porém o solo era arenoso e havia pouco verde no pequeno bosque onde fixaram residência. Contudo, o pai de Sinhazinha começou a cultivar plantas na água, fundando o Laboratório Estufa I.
 
Vaga(Lume) II era um planeta  ainda em  gênese de seu desenvolvimento. Haviam lagos de água potável que eram límpidos como o cristal. Um milagre, não acham?
E assim, esse grupo de sobreviventes foi povoando o planeta construindo colônias prósperas e que depois de algum tempo batizaram de Terra Verde.

Pela manhã o planeta era banhado por um sol rosado e ameno, quando anoitecia outro sol nascia no horizonte oposto, tornando a noite violeta. Imaginem uma noite violeta... Era outro milagre!

Assim os anos foram se passando e Sinhazinha tornou-se uma linda moça, pena que era obesa. Mas seus pais foram mais espertos e submeteram-na a uma dieta de tomates e folhas, embora a moça fosse mais carnívora do que se podia supor.
A carne  vinha de uma ave que sobrevoava os ceús violeta, onde a caça era ferramenta de sobrevivência.

O pássaro era enorme, colorido e muito saboroso e por sorte, havia muitos deles. Parecia que quanto mais eram caçados, mais deles apareciam. E esse mistério nunca foi desvendado.
Além dessa dieta, a mãe de Sinhazinha lhe contava histórias de um menino chamado Bombinha e que fora sobrevivente da hecatombe escondendo-se no subsolo de uma fábrica, mas essa é uma outra história e merecia um capítulo especial.
*(que vou contar depois)*

Sinhazinha tornou-se desde então moça de corpo esbelto, escultural e olhos verde mel.
 Vestia-se de rosa todos os dias e a noite cobria-se de lilás e no alto da cabeça onde tinha uma farta trança enrolada em coque, usava um diadema cristalizado e desconhecido que fora achado em seu quarto numa dessas noites esfumaçadas pelos dois satélites púrpuras que inundavam de vinho sua cama. Ela ficava horas admirando-os e seus pais de longe lembravam-se da prata que a lua trazia de presente em noites de verão. longínquas luas...

E todos esses atributos faziam da moça uma princesa da Nova Era.

Um dia, Sinhazinha resolveu andar pelo solo arenoso aque ficava no lado sombrio de Lustron. Seu pai a proibia de ir pra lá, pois conhecia os perigos escondidos nas rochas. Mas ela era impetuosa e renitente e achava divertido passear por aquelas bandas, já que ninguém  tivesse a coragem de lá pisar -salvo alguns curiosos desavisados que jamais retornaram.

O sol violeta estava nascendo e Sinhazinha o amava tanto que ficava sentada na escadinha em frente à sua casa para admirar toda sua beleza. Seus raios  variavam de cor conforme a madrugada ia chegando, e um degradê lilás ia enfeitando os céus e o solo.
Certa noite, seu pai lhe contou sobre o sol amarelo que aquecia a Terra, mas ela fazia caretas  e não tinha como imaginar outro sol que não fosse o rosa e/ou o violeta. Mas isso agora pouco importava porque sua meta era visitar as montanhas arenosas.

(...) continua



 


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Bate Bola ou Ping Pong?

Tanto faz, né? Aqui vai uma brincadeirinha de cunho literário. Pra quem gosta, fique a vontade pra responder aqui mesmo na janela de comentários do blog, ok?





Minhas respostas!

1) Qual seu livro inesquecível?
_Incidente em Antares de Érico Veríssimo

2) Qual o trecho inesquecível pra você?
Qdo todos os caixões são colocados na porta do cemitério e os mortos insepultos começam a se levantar cumprimentando-se. (hilário).

3) Qual o livro que mais o perturbou?
O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë

4) Qual livro você gostaria de ter escrito?
A Rainha da Tempestade - de Marion Zimmerman

5) Que personagem gostaria de ter criado?
Jean-Baptiste Grenoille do livro o Perfume

6) Qual o maior livro da Literatura Brasileira?
O Guarani de José de Alencar

7) Qual o maior escritor da Literatura Brasileira?
Machado de Assis

8) Qual o livro que você mais relê?
 A Morte de D. J. em Paris - Roberto Drummond

9) Qual o livro mais superestimado que você conhece?
A Dama das Camélias - Alexandre Dumas Filho

10) Qual o livro mais subestimado?
A Revolução dos Bichos - George Orwell

11) Qual livro merece ser adaptado para o cinema
O Timoneiro da Escuridão - Marcelino Costa

12Qual livro foi adaptado ao cinema e que foi frustrante?
Dona Flor e seus dois maridos - Jorge Amado

13)Qual livro você daria de presente?
O Pequeno Príncipe - Antoine Exupéry

14)Qual livro você gostaria de ganhar
O Catador de Conchas de Rosamunde Pilcher

15)Que livro você procura e nunca conseguiu encontrar
A Casa do Anjo da Guarda - Condessa de Segur (acho que só em sebo)

16)Qual deve ser o maior mérito de um escritor?
Prender o leitor até o fim do livro.

17)Cite um grande livro de um grande autor
A Divina Comédia - Dante

18) Cite um livro pouco conhecido
Os Olhos de Lúcia - Arthur Japin




Obrigada
abraços e bom fim de semana

Lu C.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Meme, Tag...

... oi sei lá que nome mais tem esse treco, só sei que adoro participar!
Fui indicado pelo amigo querido Christin
do blog Escritos Lisérgicos





Regras: Completar todas as frases:


1) Sou muito... sincera e um tanto ciumenta

2- Não suporto... pessoas arrogantes

3-Eu nunca esqueci... o que minha avó fez por mim

4- Eu já... dei barraco no trânsito

5- Quando cirança... joguei meu lanche no chão do colégio e pisei nele

6- Nesse exato momento... acabei de comer uma barrinha de cereais

7- Eu morro de medo de... Perder meus entes queridos

8- Eu sempre gostei de...cozinhar, escrever, receber cartas, dar presentes, viajar, beijar, ouvir bossa nova, entre outras coisas
 
9- Se eu pudesse... voltaria pra faculdade

10- Fico feliz quando... consigo meus objetivos

11- Se pudesse voltar no tempo ... eu iria para os meus 20 anos

12- Adoro... minha filha, meus pais , meu marido e minha calopsita

13- Quero muito... poder publicar meu segundo livro

14- Eu preciso de... Deus em todo momento em minha vida

15- Não gosto de... comida fria, vento na cara,  filmes de guerra, de gente chata, de futebol, de frio, de velocidade... ai tanta coisa mais rs...
 
Repassar para 6 blogs
 
Vou citar apenas os nomes dos proprietários dos mesmos
Se quiserem usar a mesma imagem que eu pra ilustrar a blogada, usem e abusem
 
Graça Lacerda
Marilene Duarte
Chica
Patty
Ana Bailune
Jan

*fiquem a vontade para recusar*

beijos e obrigada!!

 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Fragmento Pessoal

 
 

...Um tal mendigo coçava a ponta da orelha e observava faminto, namorados que saboreavam batatas fritas.
HOMENS TRABALHANDO: lia-se na tabuleta que impedia a passagem.
Um cãozinho ladrava insistentemente para um operário da Alpargatas, crianças gritavam na praça.
A virgem contemplava da janela inatingível de sua infinita esperança, aquele pintor nem moço nem velho, que todas as tardes sentava na relva e borrava suas telas com desenhos utópicos.


O poeta caminhava lentamente pelas alamedas de seu pensamento, e julgava que o mundo, algum dia, pudesse ser azul.
... As luzes da cidade brilhavam, leões urravam nos corações de algumas pessoas, e mulheres choravam a perda de seus maridos.
O padre Casemiro ausentou-se da missa, pois foi convidado a participar de um concurso de dança na discoteca da cidade.

...Ah, quem me dera ser um pássaro e voar nos teus abismos. Os muros da cidade estavam úmidos das lágrimas dos indigentes. O mar soluçava e derramava toda sua espuma arquejante nas insólitas areias frias e desconsoladas da praia deserta.

Os grandes olhos da serpente imaginária seguiam tudo. Poemas de verão dançavam no ar. A guerra gritava ao longe toda sua vontade de matar, e todo seu desespero.

Tia Anastácia continuava contando estórias da carochinha e o pomar anunciava  frutas coloridas e apetitosas
O pessoal da usina ansiava logo pela hora do almoço. O sítio do Sr. Ferreira estava alagado pela multidão de crianças perdidas.



As abelhas  como pincéis ao vento, rabiscavam a lua, inteira de fases.
Eu, sentado sobre o muro das épocas, sabia que tudo era somente uma questão de construção. Tijolinho por tijolinho, subindo panoramas, descortinando rostos, presos à janelas a ver twisters.
 
 
® Lu Cavichioli