Elas eram diferentes. Eram assustadoras... Sim, as manhãs! Ensolaradas ou não, assustavam-me.
Tenho a impressão disto porque elas traziam um novo dia. E nesse novo dia, eu teria que desempenhar papéis.
Nesse teatro, deixei cair algumas máscaras, ou elas não me servem mais, ou ainda meu rosto não as querem mais.
Onde estão as outras? As outras máscaras... Aquelas... As alegres? As perdi!
Correntes transparentes me prendem.
Toda manhã é igual. É difícil soltar-me, mas com algum esforço eu escapo, e sinto suas marcas o resto do dia. Algumas marcas são feridas que infeccionaram. E que doem muito, fazendo-me chorar.
O relógio faz seu bailado numeral e nem se importa comigo.
Meus ouvidos ouvem o que querem; minha boca diz o que quer; meus olhos vêem o que querem...
Já minha vida... Essa vai mal.
Arrasto-me pela casa e logo me canso.
Essa rotina cansada e de barbas grisalhas, com sorriso cínico, espia-me todos os dias, rindo-se pelas costas!
Coleção: Self
by Lu C.
Este sentimento deve ser desesperador.
ResponderExcluirBeijos.
poesias..poemas...versos
ResponderExcluirtudo de bom
beijocas
Loisane
amei o espaço..virei sempre