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domingo, 20 de novembro de 2011

Essência de Éteres - melodia I




Dos lábios – a fruta
Mel na clave de sol
Inscrição na partitura
Meus olhos ouvem o estribilho
Em do re mi
Desperto no acorde
doce
Mel(o) dia

by Lu Cavichioli

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Noite dos Tempos

Uma dessas noites em que o tempo/espaço e universo te levam a divagar, creio eu ter achado minha outra parte em alguma dimensão paralela.

Veio em forma de sonho, mas para mim parecia muito real.
Quem tiver a fim de ler: BOA VIAGEM E LEITURA TAMBÉM!

(Tive esse sonho no ano de 2000!)
Sentei-me na cama. O peito arfando e a testa molhada.




Logo que o rádio relógio tocou olhei imediatamente para os digitais, que exibia um vermelho desbotado, posto que ainda sonolenta, visualizava em meio à leve penumbra que envolvia meu quarto, números, que gritavam: _oito horas da manhã!
Então sem demora levantei respirei fundo dirigindo-me à porta que estava fechada.

Quando abri, saí no corredor e vi minha empregada que passava apressada vestindo um uniforme nada habitual. Usava na cabeça aquelas toquinhas ridículas com rendinhas e laços de fita acetinada, culminando num todo listrado de azul e branco, avental do mesmo tecido, meias soquetes e sapatilhas brancas. Olhei-a meio desconfiada, virei a direita esperando encontrar minha sala de estar, quando fui surpreendida por uma grade que dava acesso a uma escada que por fim levaria à sala.

À minha direita, cortinas esvoaçavam ... Enfim quando resolvi descer as escadas olhei para baixo e vi três salas. Parei, segurei firme na mão da criada puxando-a em minha direção, indagando:
__Onde estou? Que lugar é este?
__Desculpe, senhora, mas... Está em sua casa!?
Dito isto, soltei-a de qualquer maneira e pus-me a contemplar o trio de salas, amplas em sua totalidade. Duas salas de visitas, diferenciadas, e ao longe a sala de jantar.

Ainda não tinha conseguido descer as escadas, estava meio atônita e petrificada. Num ímpeto, projetei meu corpo para frente e pensei:"_ vou descer... é agora ou nunca. Então comecei a descer, quando ouço bem atrás de mim um choro de criança... Olhei e vi um rosto de maquiagem leve,fino corpo vestindo um avental branco e trazendo nos braços um bebê rosado e muito bem cuidado, que ao olhar prá mim, sorriu como uma estrela em noite enluarada.

Não pude conter-me, acariciei seu rosto, suas mãozinhas, que neste momento ansiavam por meus braços. Surpresa e comovida, olhei para aquela moça e perguntei:
__Quem é você, e o que faz com este bebê aqui?
A moça olhou-me com indignação, respondendo:
__Bom dia... é... sou a babá, e este, seu filho.
Este golpe foi pior que as três salas, a sacada e aquele uniforme sem graça de Maria. Neste momento eu não sabia se estava no último degrau ou se já tinha colocado os pés em terra firme.

Quando dei por mim estava sentada em uma das poltronas ouvindo um ruído que vinha detrás de uma porta vai e vem . Levantei-me rapidamente, empurrei a portinhola e saí na copa. Mesa posta, uma desjejum de fazer inveja! Frutas, leite, sucos, frios , queijo, croissant, geléia...
Tudo era muito estranho, mas eu , de certa forma, estava gostando daquilo. Então pude ver agora de onde saía o ruído que ouvira instantes atrás. Em pé ao redor de um balcão instalado no centro da cozinha, estava outra jovem, de certo agora uma cozinheira, picava lentamente alguns legumes. Olhou-me dizendo:
__Bom dia, não se preocupe, já estou fazendo a sopinha do bebê, vou colocar bastante cenoura como pediu.

Assenti com a cabeça, balbuciando um gemido: "_ahan”
Resolvi continuar minha exploração e logo ouvi um burburinho vindo de fora. Corri e saí em um quintal... enorme... com jardim e tudo.
Passou por mim neste momento uma jovem, linda, cabelos solto , pretos, olhos escuros e pele bronzeada. Deu-me um beijo e disse:
__oi mamãe, onde estava? Está atrasada para sua aula de natação.
NATAÇÃO??????

Eu odiava natação e morria de medo de piscinas. Foi quando vi, bem na minha frente, umas delas. Enorme, e... Cheia de gente.
Parecia uma festa do Havaí... Uma loucura!
Saí andando por este jardim como uma desorientada, perdendo a noção do tempo e espaço. Ao longe, avistei aquele bebê, juntamente com três senhoras. Corri até lá pedindo ajuda:

__Por favor, ajudem-me! Quero sair daqui... quero ir para casa.
Uma delas aproximou-se de mim dizendo:
_Fique calma, está em sua casa.
Olhei-a extremamente desesperada. Foi então que tive a maior e a mais extraordinária experiência de toda minha vida.

Avistei uma cadeira, bem no meio do jardim... corri, sentei-me nela e imediatamente esta cadeira foi girando, em câmera lenta...
foi subindo para o ceú, girando lentamente... Subindo, e eu vi nesta hora figuras angelicais de todos os tipos, formas e rostos. Uma mais linda que a outra. Depois o movimento giratório tornou-se mais rápido e logo estava eu em um túnel nebuloso... ( não dá para imaginar que sensação fantástica e aterrorizante que eu estava experimentando)

Continuava girando e girando cada vez mais rápido, até que a cadeira ficou em posição normal, eu fui descendo lentamente e quando dei por mim, estava em minha cama, em meu quarto, porta fechada, olhar no relógio: Um digital vermelho que ressonava oito horas da manhã!

Cheguei à uma conclusão: Foi realmente um sonho, ou um fenômeno?
Estava em outra dimensão encontrando-me com meu outro eu??
Não sei dizer. Só sei que nunca mais esqueci esta experiência.
Mas de uma coisa estou certa:
Existem os mistérios, porém, somos tão frágeis criaturas, que não valeria a pena tal explicação. Mesmo porque nossa mente
não alcançaria tal revelação.

Coleção: Self

By Lu Cavichioli

domingo, 13 de novembro de 2011

Pousando de Bacana


imagem Salvador Dali


As Intenções podem ser disfarçadas
a palavra:
es-ti-li-za-da

Enigmas & mimetismos
Escrevem no tempo
Hieróglifos e aneurismas

Arrebentam no cérebro
Irônico da memória

A Massa cinzenta
De um ego neurótico

by Lu Cavichioli

sábado, 12 de novembro de 2011

A Flor e a Estrela

Quando se é flor, a terra agradece e o perfume agrada (mesmo que seja breve sua vida)

Quando se é estrela, o céu fica mais iluminado (pra te receber).


...Pra você, Rosely, já com saudade de ti.
Esteja com Deus!
da amiga
Lu C.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Decidi escrever... E agora?

Um pouco da minha história



Quando resolvi mostrar meus escritos há dez anos eu não conhecia nada sobre o mundo literário e seus mistérios. Eu pensava que era somente a pessoa ler e gostar... Quantos enganos e quantos desenganos experimentei nesses anos.
Apesar disso eu nunca desisti e até achava que escrevia bem. Ora bolas, bem pra quem? Eu não tinha noção de quanta gente boa, ESTRELAS mesmo, já estavam “anos luzes” desta pequena e tímida esfera de luz.

Minha caminhada continuava em busca de aprendizado e oportunidades em mostrar meus escritos , e mais que isso ser comentada por alguém.

Nessa época eu não tinha internet, e ia juntando no baú minhas letrinhas todas empilhadas e que tinham sobre elas apenas um parecer: O MEU! Depois que entrei na vastidão virtual, tomei coragem e decidi espalhar minhas palavras por aí. Comecei então a procurar sites de literatura que me dessem o que eu realmente esperava: INTERAÇÃO.

Eu queria escrever, ler, comentar e ser comentada. E consegui! Lá estava eu toda feliz nesse caminho onde conheci muitos astros de luz própria que ajudaram -me a crescer, a perceber meus erros dentro dos textos e dos poemas que eram piegas, com rimas forçadas sem nenhuma elegância e musicalidade. Aprendi a ver e varrer de meus versos os assanhados clichês e chavões (todos muito cansativos) que empobreciam o lirismo. Se é que havia algum em meus poemas?!

Nessa etapa eu apanhei muito , fui humilhada e desrespeitada em algumas críticas a respeito de meus trabalhos. Aquilo era o fim pra mim.
Gosto das críticas, dos comentários embasados que só acrescentam, mas não de esculachos porque o sol brilha pra todos, ou não?

Na verdade, eu queria ler os trabalhos alheios, aprender com eles e também a fazer os meus comentários. Eu tentava! Escorregava... Mas mesmo assim eu continuava.

Eu tinha que vencer a elitização do site em que (agora) era membro. Deveria escrever a altura dos ditos literatos chefões que ali mandavam e desmandavam sem papas na língua. De tapas em tapas e mais pontapés eu tirava proveito das críticas malvadas e ia lendo, lendo e absorvendo e também escrevendo mais. Conquistei amigos fieis (poucos), o que é normal. E desafetos também, (muitos) o que também é normal.

Percebi que aprender dói e crescer dói mais ainda. Depois de uns dois ou três anos de muita leitura/tapa/crítica/abraço/correção/caindo /levantando eu adquiri uma postura ereta. Ninguém mais ali me subjugava porque eu percebi que podia figurar dentro do clube e meus escritos haviam tomado prumo. Além disso, enxerguei seres humanos que são GENTE e gente que não (supostamente) poderiam ser humanos. DESCOBRI A AMÉRICA? Sim, descobri mais Américas do que poderia supor e, em minha estatura de poeta criei asas e ousei iniciar meu voo pleno sem apoio, sem claudicar e lá se foi a poeta alçar rumos.

Criei meu estilo e ele gira em torno do surreal, da fantasia, da natureza como um todo.
Filosofar sobre o ser humano e suas esquisitices eu realmente não consigo, embora já tenha escrito algo nesse sentido. Mas não é a minha praia.
Hoje, depois de 11 anos voando sozinha, construí sustentáculos para meus músculos de manequim (outrora hirtos).

Creio que atualmente aprendi mais que voos. Aprendi a ler nas entrelinhas e as minhas críticas são baseadas no que aprendi e as faço sem culpa, mas sempre respeitando o limite do outro. Embora essas minhas críticas já me custaram caro em algum momento porque a complexidade do ser humano é sempre um paradoxo. É preciso ter cuidado, justamente porque o livre arbítrio e a tal liberdade de expressão podem te levar a alguns desatinos e o teu nome e a tua figura transformar-se na tal “persona non grata”. .. (Olha a boca no trombone aí.

Enfim, a modéstia existe, mas eu não faço dela minha capa protetora e nem poso de astro porque escrever é uma tarefa árdua e é preciso estudar sempre e ler muito.

O que eu quero é continuar aprendendo com os que sabem mais que eu. Absorvendo tudo aquilo que acrescenta. Se alguém, eventualmente me corrigir eu agradeço e peço bis e assim vou caminhando nessa estrada infinitamente bela, que é a ESCRITA, pois ela faz parte das minhas células.


* fotos - coquetel de lançamento da coletânea poética Re(cantos)de Mim
Biblioteca Antonio Adolfo em São Paulo*
julho de 2008


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Re(cantos) de Mim recepciona O Outro Nome da Rosa

Esta é uma blogada que eu queria ter feito antes, mas como tudo tem seu tempo e isso deve ser respeitado e a ansiedade contida,cá estou (finalmente)com a dita cuja.


RESENHA ELABORADA EM DOIS ATOS

O Outro Nome da Rosa

Das Estações - Um Duo Nascimento Ato I

A obra literária de RR Barcellos figura entre os escritores vanguardistas, entretanto preserva o aspecto da escola literária dita romântica - do “eu” lírico. E isso pode-se perceber através da linguagem informal, isenta de rigores e rica em sentimentalismos.

O autor nos presenteia (regiamente) com surpresas lingüísticas e faz da semântica sua maior aliada. Rodolfo é um estilista da palavra escrita e possui (sorte a nossa), a capacidade em sugestionar, emocionar e instigar o leitor.

A obra em questão reinventa o amor revelando uma individualidade inquestionável, posto que nosso autor (creio eu) - discorre sobre seu próprio eu, manifestando ser o remetente da mensagem.

O enredo aprisiona o leitor de tal forma que não há sinais de cansaço na estrutura das linhas e nem tão pouco indícios de verborragia, acabando por sucumbir-nos (felizes), tal é o apelo lírico que envolve história e personagens.

Rodolfo revela-se flexível dentro de seu vasto conhecimento lingüístico e aproveita para brincar com as palavras, tornando-se íntimo acabando por embriagar-se num coquetel de sinônimos, antônimos e homônimos.
Pode-se dizer que RR é um caçador de palavras. Ele as doma, fazendo delas - escravas!

Enquanto o leitor, submisso espectador em palco supremo, ab(sorve) a sopa nutritiva para seus neurônios.

Entre os equinócios RR Barcellos convida solstícios, desfilando neles seu encanto peculiar, remetendo à obra (em justa causa) - “O Outro Nome da Rosa”, o poder místico do amor em conjunção com a Mãe Gaia; permitindo e projetando o nascimento da “Flor”: A ROSA DA MANHÃ!



*
Ego in Verso - uma composição artística intrínsica -Ato II

Há de se definir primeiramente a distinção entre poema e poesia:
Um poema é uma obra literária geralmente apresentada em versos e estrofes (ainda que possa existir prosa poética, assim designada pelo uso de temas específicos e de figuras de estilo próprias da poesia). Efetivamente, existe uma diferença entre poesia e poema. Este último, segundo vários autores, é uma obra em verso com características poéticas, ou seja, enquanto o poema é um objeto literário com existência material concreta, a tem um carácter imaterial e transcendente.

fonte Wikipédia

Na segunda parte da obra de RR Barcellos vê-se claramente esta mescla o que caracteriza sem dúvida a verdade incontestável da musicalidade sensitiva da poesia, que exala um lirismo velado com o objeto poético traduzido pela forma em que esta aparece dentro do contexto. Em outras palavras, o referido autor discorre sobre as mais diferentes formas que embelezam os versos em diferentes composições como os sonetos, acrósticos, poemetos, glosas, soneto em redondilhas ou simplesmente sonetilho, tão bem desenhado por ele, e que tem por título: “DIA DOS NAMORADOS” milimétricamente escrito na impecável linguagem barcelliana.

Barcellos reinventa linhas poéticas amalgamando estilos, povoando os olhos dos leitores com uma estética abrangente de várias escolas literárias e sendo assim torna-se UM entre TANTOS que habitam sua estatuta de poeta: maduro, metafísico, exótico, romântico, parnasiano, contemporâneo e absolutamente en(cantador).

A musicalidade é traço marcante em todos seus versos que por serem tão elegantes, faz do EGO IN VERSO - uma coletânea glamurosa, perfeita para relembrar as noites insequecíveis dos saraus.

Sua generosidade em versos para com seus amigos, expressa uma breve lembrança de Manoel Bandeira escrevendo para Mario Quintana:

“Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares (...)”

Finalizando sem métrica nem rima , fecham-se as cortinas, mas o espetáculo continua no blog deste autor que escreve na modernidade sonhos & realidades.

SETE RAMOS DE OLIVEIRA

*Faltaram-me recursos intelectuais para uma melhor elaboração desta resenha, embora minha ousadia tenha falado mais alto*

Pra você, meu querido amigo RR
carinhosamente!

By Lu Cavichioli
Outubro/2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Na memória e na história

Há 26 anos nascia uma pequena fadinha em laçarote de flor:


É PIQUE, PIQUE PIQUE - RÁ TCHIM BUM!

Felicidades querida filha, que Deus continue abençoando teus caminhos e te fazendo melhor a cada dia na estatura do crescimento interior!

Te amo sempre e obrigada por ser esta menina generosa e de grande coração.
FELIZ ANIVERSÁRIO!! :D


Segue poema que tem por título o nome dela:


Cynthia

Fino rosto de porcelana
que encanta o olhar
princesa e fada
asas de colibri!
Sob o signo da primavera
nasceste florindo o canteiro
de nossas vidas.
Na magia das floradas
te vejo, entre o perfume
colorido da natureza ,
que abre as cortinas
do céu
para cobrir de luz
teu olhar!
Presente dourado
rico de alegrias.
Vieste iluminar
noites e luas
e por onde passas
deixas o rastro
perfumado, suave,
de tua figura delicada
aplainando a trilha
do nosso coração.
Como não amar-te?
Se vieste pelo caminho
das nuvens
viajando em cavalos
alados
ao som
de harpas!?
Espalhando em nosso planeta
sementes de prata
que germinaram talismãs
de amor.
Querida filha,
Tão amada,
tão esperada!
Brilhe nas constelações
do teu universo
iluminando faíscas
de arco-íris
pintando cores
astrais!
Semeando brancas estrelas
fruto
de tua
pureza!


Um presente chegou e em forma de versos manifestou
carinhos e afagos
para uma menina
A Cynthia da Lu

Carinhosamente RR escreveu para minha Cy

"Coisa difícil, achar uma rima para Cynthia que não a desmereça. Mas sou teimoso e pesquisando topei com o seguinte:
Vitrúvio, no seu livro Da Arquitetura, diz que a coluna coríntia, com seu belíssimo capitel, procura reproduzir a delicadeza virginal, pois as donzelas, em razão da tenra idade, formadas por membros mais graciosos, produzem com seus adereços efeitos mais agradáveis.

Um capitel de acantos
Sobre a coluna coríntia
Simboliza os encantos
Que te adornam, bela Cynthia.

E se pode um velho bruxo
Dar-te um verso em teu Natal
Aceita este, sem luxo,
Mas com amor paternal.

Parabéns, Cynthia"

Obrigada, você é um QUERIDO!
beijo sanduiche da Lu e da Cy

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Acordando Palavras e Seres Humanos


Minha contribuição para Lexicoterapia - Projeto Acordar e AdormecerPalavras
Para conhecer outras contribuições < CLIQUE


Através da confissão que por si já é majestosa podemos ajuntar tesouros. Justamente porque junto com ela vem sempre alguns enigmas feito quebra-cabeça, e nesse vai e vem de peças e segredos descobre-se corações em estado bruto. E tem início então a lapidação (dolorida e cruel), machucando e vertendo o líquido poderoso que faz pulsar o diamante que vive em teu peito.

Lembre-se que a fé pode fazer de ti, nova criatura, dentro da constelação baseada no auto-conhecimento e no ato benfazejo da cura.
O cálice da mentira será derramado em tacho ardente e teu hálito, como bailado, escreverá uma nova melodia para o “Quebra Nozes” e tu terás o descanso merecido. Redescobrindo-se- um dia de cada vez. Renascendo a todo o momento que disser NÃO ao assassino que invade tua respiração.

Aos poucos seus votos com a vida será renovado e a dignidade escreverá teu nome no livro da confiança e teu céu poderá até se tornar violeta e não mais assumirá a cor da violência que outrora assolava teus dias, privando-te do (merecido) descanso e da luz que iluminará tua existência.

ESSE TEXTO VAI PARA TODOS QUE SE ENCONTRAM EM RECUPERAÇÃO SOB O REGIME DAS CLÍNICAS PARA DEPENDENTES QUÍMICOS.
By Lu Cavichioli


O LEMA DELES É SEMPRE O AMOR EXIGENTE, ONDE A DISCIPLINA E AFORÇA DE VONTADE SE SOBREPÕEM AO MEDO.
VAMOS JUNTOS EMPILHANDO TIJOLOS, CONSTRUINDO CIDADES E PONTES, ATRAVESSANDO ANOS DE SOFRIMENTO NESSA VIAGEM QUE TEM VOLTA - BASTA QUERER.
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Palavras que acordei

Confissão
Majestosa
Tesouros
Lapidação
Segredos
Cálice
Bailado
Respiração
Existência
Amor
Exigente
Tijolos
Ponte
Cidade
Cura
Luz
Disciplina
Força
Recuperação
Vontade


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Palavras que adormeci

Bruto
Dolorido
Cruel
Assassino
Violência
Sofrimento
Medo

NOTA DE GRAÇA LACERDA*

Lu,
gostaria de agradecer mais uma vez sua dedicação e empenho com esse Projeto que envolve todos aqueles que quiserem aderir à sua justa causa!
Obrigada, amiga, por esses dois anos de participação ativa e efetiva, sempre firme, reforçando minhas chamadas com sua alegre e generosa parceria!!
Um grande beijo, com meu afeto!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Doar, Acordar e Adormecer PALAVRAS

O Blog Escritos na Memória é um dos parceiros do Projeto Lexicoterapia - Acordar e Adormecer Palavras cuja proposta na íntegra está no BOTÕES DE MADREPÉROLA

Em vista disso escolhi um de meus ensaios, escrito em atos e que fala de transcender o amor. E dele colhi algumas palavras para doar.

O referido ensaio tem por título: DIÁLOGOS DE UM MONÓLOGO , que irá preencher futuramente páginas de minha coletânea em prosa.

DOANDO PALAVRAS



Graça, abra seu porta-palavras e guarde estas:

CONFISSÃO
ENERGIA
VIOLETA
CÉU
ENIGMA
MAJESTOSO
TESOURO
BAILADO
HORIZONTE
DESCANSO
DIGNIDADE
DIÁLOGO

PAZ
CONSTELAÇÃO
LÚDICO
DIAMANTE
CÁLICE
LAR
ANGELICAL

Tudo que vai além de nossos sentidos é SUTILEZA!(leva essa também miga)

Nota da Lu
Seria sublime se cada um que por aqui passasse construísse algo com algumas dessas palavras, pois para elas não há fronteiras.

Carinhosamente!

Lu Cavichioli

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Artigo de Utilidade Pública

Amigos do Escritos fuçando em meus arquivos encontrei esse artigo que escrevi há alguns anos, justamente para contar o problema que tive e que sanei, por conta da própria dedicação. Justamente porque se assim não fosse, todo o trabalho feito por minha dentista e todo o sofrimento que passei iriam por água abaixo.

Por conta disso e por considerar de grande valia, é que exponho o texto para vossa apreciação.

Cuide de sua gengiva - evite a doença periondontal

A maioria das pessoas não gasta nem 3 minutos para escovar os dentes. Alguns passam somente o fio dental, enxáguam e acham que foi o suficiente. Pobre coitados!

Nem desconfiam que a grande vilã investe silenciosamente. Estou falando da temida placa bacteriana, que aderida ao dente faz estragos, às vezes, irreversíveis.

Não vou aqui generalizar e dizer que todos, um dia, terão esta doença. O importante é que haja conscientização para uma higiene correta e assim evitar maiores problemas.

É sabido que existe uma predisposição, principalmente genética, para se desenvolver a doença. Que pode ainda estar associada à baixa resistência, a alguns medicamentos e alterações hormonais.

É preciso distinguir gengivite de doença periodontal.
Na gengivite não há perda óssea, porque a inflamação atinge somente a gengiva. Já no caso da periodontite há o comprometimento dos tecidos periodontais que ficam ao redor dos dentes e que são os responsáveis por sua fixação. Quando o processo inflamatório (gengivite grave) chega a esses tecidos acontece a perda óssea que acomete a raiz do dente.

Alguns sinais característicos da periodontite:
• Sangramento espontâneo na escovação ou uso do fio dental
• Alteração na posição dos dentes
• Mobilidade
• Edema e dor

Como prevenir:

Removendo a placa bacteriana através de uma boa higiene bucal doméstica e limpezas periódicas com seu dentista.

Como tratar:

Faz-se a remoção da placa bacteriana atravésde raspagem e alisamento da raiz. No caso dos instrumentos de raspagem não atingir toda a área comprometida, indica-se a cirurgia para facilitar o acesso.
Não esqueça:

HIGIENIZAÇÃO BUCAL DIÁRIA
LIMPEZA COM PROFISSIONAL DE 6 EM 6 MESES

Texto Lu Cavichioli
Apoio Dra Adriana Zerbinatti (cirurgiã dentista e periodontista)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Indriso

Um dia qualquer eu construí um INDRISO (o primeiro)... E único (ainda)=D
Mas tá valendo:D

Pra quem não sabe o que é um Indriso eu explico:

Indriso é um modo poético de fazer versos com inspiração no Soneto. Ele é formado por 2 tercetos e duas linhas póeticas que chamam de monósticos, somando em sua totalidade 8 versos.
O tema é livre e o esquema dos versos é de:

3/3/1/1

As duas últimas linhas poéticas costumam ter um sentido para o fechamento do poema, embora não haja proibição para tanto.
Vejam o meu:


ARTE, PÃO E LIBERDADE

Venho de uma terra distante
Na voz - guardo trovas e tramas
Na arte - parto o pão da vida

Lá sou amigo do rei (ora trovador)
Como arte e corto parte
Das insípidas amostras de liberdade

Que voa no frenesi das libélulas

Germinando o trigo na boca do poeta


* alguém se habilita fazer um Indriso em resposta ao meu? Vale uma postagem aqui no Escritos!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Relembrando a Memória com mesa de doces

Amigos há um ano eu ameacei fechar o Escritos, no entanto minhas memórias gritaram desesperadamente e eu escolhi RENOVAR ao invés de SUMIR NAS ESTRELAS.

O mais curioso, para não dizer (sobrenatural), meu amigo RR e seresteiro dos bons, bruxo mágico nas horas vagas, veio dar-me os parabéns pelo niver.
Vejam o comentário dele que deu orígem a essa blogada:



"Ah, e parabéns pelo aniversário do "Blog"... ou, pelo menos, do renascimento desta bela fênix"(RR)

Minha resposta a ele:
"RR, caríssimo, vc é algo de "elementar meu caro Watson" - sabia? Segue as pistas e acha um tesouro. Nem eu lembrava do niver do blog kkkkkk

IMPAGÁVEL DESCOBERTA
VALE UMA POSTAGEM!! E vai ser tudo culpa sua"!!

Depois dessa só nos resta gritar PIQUE PIQUE ,RECEBER OS AMIGOS E COMER BOLO!





venha brindar comigo


Obrigada a todos que compartilharam de minhas memórias!
Meu afeto!
by Lu Cavichioli

sábado, 1 de outubro de 2011

Abrindo o Arquivo...

Femme Blue...


Alguns de meus amigos já tiveram a oportunidade em ler alguns trechos de uma série chamada UM SONHO EM PARIS - cuja escrita se origina de uma releitura da obra do renomado escritor Roberto Drummond.
A obra em questão chama-se A Morte de D. J. em Paris, e tudo começou quando eu resolvi reler o tal conto. Mas eu explico melhor:

-Quando eu li pela primeira vez eu tinha , tipo 20 anos e a impressão que tive (da obra em sua totalidade) foi extremamente diferente da que tive agora. Claro que isso não é um privilégio só meu. Afinal, estamos em constante mudança e crescimento interior. Portanto, no aprendizado das idades, eu vi tudo muito mais claro e mais interessante. Daí a resolução em reescrever esse conto a partir de minha releitura. Logicamente com todos os créditos do autor em certas expressões ou na mistura de enredos. Respeitemos os direitos autorais, né? rs

Bom, então eu dei início à série que já conta com 8 capítulos mais ou menos. Pretendo terminá-la em breve e gostaria de dividir um desses trechos para apreciação de todos. Vale críticas e impressões.

O trecho em questão esboça meu protagonista em uma de suas noites atormentadas pela loucura e a delícia de ser quem ele é.
Espero que apreciem !
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FRAGMENTOS DE UM DEVANEIO

Ultimamente não tenho dormido. Aceitei a sugestão de meu vizinho de quarto e passei a usar protetores auditivos para afastar o barulho incandescente do transito.

Em algumas noites tomo um comprimido para dormir. Outras fico de olhos pregados no teto em cruz de meus escárnios.

Um ronco imaginário dorme a meu lado, enquanto lá fora a chuva castiga a vidraça. Sei que almas viram estátua no ponto de ônibus eternamente plantado em frente à minha janela. Acendo a luz do abajur vermelho, tipo cereja doce e ligo o ventilador de teto. Depois acendo um cigarro só pra relaxar.

Paris grita enlouquecida e iluminada. Quem sabe eu seria mais feliz se estivesse sentado em um dos milhares de cafés espalhados pela sexta-feira com cara de sábado.
Em meus sonhos (quando os tenho), encontro com ela. Encantadora de meus pensamentos, que assobia e dança com a música que sai de seus sapatos. Ela, que desfila e desnuda a neblina. Que fala a meus ouvidos com voz de blues.


by Lu Cavichioli

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Um Farol no canto da memória


Ando melancólica e por vezes me pego enfiada no closet, procurando as linhas de um tempo que só existe mesmo em meu álbum de fotos.
É verdade, queridos! Estou sofrendo de uma dor chamada saudade. Muitos podem me perguntar que saudade seria essa... E eu poderia responder: DE UM TEMPO QUE SE FOI!

Foi-se o tempo e com ele os valores ...
Só resta procurá-los entre meus vãos!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pequeno Diário de Primavera

Bom, enquanto lá no Retratos em Degradê a detetização contra os BUGS continua, posto aqui mais uma página do meu diário de primavera.


Nesta manhã de segunda feira o sol e o céu resolveram unir-se em comunhão para afugentar o frio polar de um domingo nevoento.Resolvi arejar a casa, mas com cuidado porque o vento (esse chatinho), ainda voa nas paragens lúdicas de nossa primavera tão esperada.



Logo pela manhã alguns pássaros visitaram minha varanda e eu ainda na cama, encolhidinha, ouvia suas conversinhas poéticas. Aproveitei e levantei pé ante pé e fui espiar através da abertura da porta e vi os amiguinhos festejando a luz da manhã que nascia. Que lindos! Eles são pequenos e frágeis e seu dorso exibe um azul acinzentado que sobe até a cabecinha e lá se converte totalmente em azul.

E assim me levantei e fui logo ao meu café da manhã que tomei na sala de almoço, mesmo porque a mesa já estava posta desde o domingo a noite.
(depois eu conto do café da manhã) - em outra blogada!


Minha calopsita já assobiava e assim teve início meu dia
com cantos e hinos às flores, abelhas, néctares e pólens.

BOA SEMANA, MEUS AMIGOS!
meu afeto
Lu Cavichioli

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Um poema - apenas!


Atemporal (by Lu C.)

No olhar da serpente
dorme a crueldade
A delicadeza sorri
Em oníricos jardins
Nos passos frenéticos
da paranóia
Dramas encenam
trovões
Raios de sol
Acendem a
paz.

*escritores dão asas à imaginação... Ou não?
Tem gente que acha que não...
Bem haja!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Passos ao entardecer...

...Um sonho de paz dentro de minhas memórias


Sinto certo desejo de estar perto do mar. Não sei explicar, mas preciso disso.
Andar a beira mar, com os pés livres, sentindo e ouvindo a maresia. Esperando fielmente o mar engolir o sol lá no horizonte, contemplando as gaivotas se desenhando no resto azul do entardecer.
Tenho imensa paixão pelo ocaso e seus mistérios. Principalmente se este for pertinho do mar que pode estar enamorado pela brisa leve do verão, que aos poucos vai dando lugar à noite, que chega plácida, ainda com o céu claro e a lua branca e leitosa - filha da mãe prata.
Na calmaria da maré observo areia e água abraçados no verde marinado entre espuma e orla que juntas festejam o desfecho de mais um dia.
É como eu digo: “ a memória tem uma inesgotável caixa de lápis de cor”.




Até outro encontro!

By Lu Cavichioli
Setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Da Série Poetas Prediletos

Carlos Drummond de Andrade era antes de tudo um pensador, destacando-se na prosa e na poesia entre outros atributos.
Um poema de que gosto muito e (atrevo-me) a aplicar a mim e a meus amigos poetas!


Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente

Mais detalhes

Via Releituras

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Cecília Meireles -

Nasceu no Rio de Janeiro. Ficou orfã aos 3 anos e foi criada pela avó.
Mais detalhes
Via Releituras

Retrato
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"

domingo, 4 de setembro de 2011

Tudo é memória - até a saudade!

Meus avós e euzinha


Gente, esse fim de semana eu lembrei muito de alguns episódios lá da minha infância onde eu ficava "reinando"(como dizia minha avó), na beira do fogão e da pia, bisbilhotando toda sorte de gostosuras que ela fazia. E também, LÓGICO, pra lamber o restinho da tigela e surrupiar o primeiro pastel saindo. Ou ainda sentada feito anjinho sem auréola esperando com as perninhas balançando, o primeiro sonho a ser recheado com aquele creme de confeiteiro que (me desculpem) nunca mais comi igual.

No quintal o papagaio resmungando meu nome (era demais ouvir aquilo) - ele dizia assim:
-lucia helena dá café pro loro , coitado... Vem lucinha, vem! Ahhh que saudade.

Depois que eu reinava bastante, minha avó cortava um tomate ao meio, daqueles bem suculentos, colocava um tantinho de sal e eu ia saborear na soleira da porta entre a cozinha e o quintal... onde eu brincava de casinha, andava de velocípede, desenhava e lia minha coleção de livrinhos de histórias... ah que tempo bom!
Tem muito mais dessas histórinhas, aguardem.

Não havia celular, nem computador, nem vídeo game, nem DVD, nem TV plana com essa tal imagem digital.

A gente só sabia ser criança!

Boa semana a todos
by Lu C.



Euzinha com a vovó

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Arte do Poetrix

Inspirada na postagem da amiga

Graça Lacerda
com a bela arte em fazer haikais, venho com outro segmento em poemínimos:



O POETRIX - arte poética que tenta capturar o mundo em apenas três versos, caracterizando concisão e precisão.

Neste gênero não há métrica e a realidade da vida é sempre o palco para poetar. E pelo que aprendi, precisa ter sempre um título que leve ao entendimento do poema.

Eis alguns de minha autoria:

OFFICE CAFÉ

Da luz, o dia
cotidiano café
buzinas & business
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PRATA DA CASA

Na prateleira do universo
um troféu:
A Lua no céu!

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FLAMBOYANT

No útero cálido
a semente vermelha,
explosão de rubi!

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NO BAR

Na boca do copo
um beijo
batom
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Agora vou esperar os poetrix de vocês, ok?
meu afeto e beijos

LU C.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Encerrando Agosto - última crônica sob os ventos

As vezes eu escrevo textos psicodélicos e totalmente descabidos, porém as palavras fluem e vão entorpecendo o papel que hirto, deixa-se levar.

Não há respostas e nem explicações para o que irão ler. Apenas coisas da minha cabeça.
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Há Tempestades sobre os Reinos

Eu fico aqui lendo e lendo, observando pseudo palavrórios (todos inúteis),talvez infundados. Parece até que tua fala saiu de uma lata de mingau, daqueles bem melequentos e que causam certo enjôo depois do primeiro arroto.

Outrora tu dizias que era xerife em produção nas ruas empoeiradas da tua indignação e dizias também ser enganada por mazelas deste mesmo pralavrório. (Afinal, o que queres tu?)

Hoje tu apareces com provocações e amores (todos insanos), por aquele alguém que era um mingau melequento e que agora é parte integrante de teu pulsante coração e que te leva pela mão aos lugares onde sóis e lagartixas pousam para fatos & fotos do jornalzinho local.

Pra terminar, trago minha indignação e meu não entendimento aqui na sacola das respostas, tropeçando em poças de mel gotejadas por tua face retorcida e tua falta de memória, fumegando no panelão dos bajuladores.
Tu amas agora? Que espanto!
Odiavas, outrora!
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Considerações finais e exaustivas sobre o texto acima:

... Deixaram-me algumas moedas de ouro no fim do arco-íris. Depois eu pego porque agora estou deitada no divã observando gatos no cestinho das idéias.

Ousam ainda falar de amor na blogosfera... Desconheço esse amor cybernético, metálico, frio e calculista, mentiroso, aproveitador e cavernoso.

Está frio no andar bipolar - norte/sul ! Socorro envie um helicóptero. Estão servindo coquetéis psico-anárquicos.

Aquieto-me na mansidão de meus retratos, que por hora estão pálidos, e contento-me com meus neurônios cansados de tanta aridez e nostalgia: Desfigurante e desfigurada!
No cestinho dormem os gatos
No colchão as formigas vêm e vão
Na impaciência grilos cantam o hino nacional
Idéias e pensamentos presos na roca de fiar
Eu, imagem petrificada,
olhos de gesso
boca & baton
mãos atadas e pernas fluídas
no pedestal das florestas -
unicamente só
em busca do vale encantado
desenho animado

By Lu Cavichioli
Inverno de 2011
No mês do cachorro louco