Todos os Direitos Resevados à Lu Cavichioli

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Leninha e o poço da depressão
No episódio anterior vimos que Leninha tivera sua filha , correndo tudo bem com ela e com Ana Clara, chegou o dia de voltarem para casa, onde o quarto da bebe a esperava com pompas, rendas, lacinhos e brinquedos felizes.
Leninha estava feliz aparentemente, mas em seu íntimo crescia um medo com boca devoradora e olhos famintos. Tudo parecia diferente aos seus olhos... a cozinha não tinha o mesmo cheiro alegre dos temperos. A sala era uma caverna sem fim e seu quarto: UM REFÚGIO!
Sem mais nem menos as lágrimas começaram a dar o ar da des (graça). Perdeu a fome, vomitava constantemente e quase não dormia.
Ana Clara chorava muito por causa das cólicas e quando ia mamar chorava mais ainda porque Leninha não queria amamentar. Ela andava estranha e seu marido começou a filmar até que desconfiou que ela estava com depressão pós parto. Levou-a a um psiquiatra e foi confirmado o diagnóstico.
Conversando em família foi decidido que Leninha ficaria em casa de sua mãe até ela melhorar com a medicação e tal, e assim foi. Até que um dia pela manhã, Leninha tomou seu antidepressivo e começou a passar mal... Sua língua começou a inchar, teve tonturas e enjoo e foi correndo contar pra sua mãe que estava fazendo limpeza na sala de visitas:
-Mãe, eu to passando mal, acho que é a medicação da psiquiatra...
Ana Clara dormia (felizmente).
Quando Leninha terminou de proferir essas palavras sua mãe teve uma espécie de surto. Começou a gritar e esbravejar , esfregando com mais força o piso da sala, dizendo a ela que não queria saber, que era pra ela ir pra cozinha fazer almoço.
Leninha morria de medo da mãe, então respirou fundo e foi beber um copo de água e enquanto isso ouvia os gritos histéricos da mãe que dizia:
_-Quis o filho, teve o filho... Agora fica enchendo o saco da família inteira. Você não presta pra nada, só pra dirigir carro.
Dizendo isso, jogou-se no sofá e aparentou que estava passando mal. Ligou pra vó de Leninha , depois ligou pro pai da moça e por fim pro marido. Mobilizou 3 pessoas num curto espaço de tempo, sendo que ela poderia ter resolvido a situação com um simples olhar de atenção para com a filha que não estava bem. E começou a fazer seu costumeiro teatro, parecia que ela ia ter o chilique e não a filha que estava sentindo-se mal.
Leninha ficou tão estarrecida que seu mal estar sumiu, seu corpo começou a produzir adrenalina , por certo.
Quando esta chegou na sala ouviu da mãe essas palavras:
__Arruma tuas coisas, pega tua filha e vai embora pra tua casa. Já liguei pro teu marido.
Continua...
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decepção e ferida de morte
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Virgem Santa!!! Tratar assim quem tem depressão pós parto!!!! Coitada da moça! Espero que seu conto termine bem. Bjs.
ResponderExcluirCruz credo numa mãe dessa. o que não é tipico deste ser maravilhoso. É como se algo estivesse por trás de toda esta fúria.Bom conto Lu e nossa cabeça começa a girar e criar situações e conclusões desta mãe.
ResponderExcluirMas vamos aguardar o que nos espera.
Gostando.
Bjs.
Vou colocar este blog nos favoritos para ter logo suas atualizações, pois é o que voce mantem ativo.
Inté mais amiga.
Estou curioso,rsrs
Pois é Toninho, e olha que eu conheci essa mulher, e para quem a via e conversava com ela , nada percebia-se. Depois de algum tempo nunca mais vi Leninha e nem Carminha. Mas soube depois de alguns anos sobre Carminha que foi morar na rua da casa onde morou meus pais. E de lá obtive algumas notícias de Leninha... Tadinha da moça, bem como Carminha. Vou contando aos poucos
ExcluirTem algo de ficcional como os nomes que se seguem na história.
Obrigado pela leitura e incentivo na escrita.
abraços