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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Dona Mocinha (um causo)


 Dona Mocinha vivia lá pros cafundós onde Judas já tinha perdido tudo e só faltava o bigode... (mas ele tinha bigode?)

A talzinha era uma figura daquelas, bem folclóricas. Dessas saídas de um almanaque distribuído gratuitamente pela farmácia local no largo da matriz.



Seu maior atributo era a maquiagem que comprava na feirinha da beira de estrada  dias de fim de semana. Coisa pouca: batom, rouge, lápis preto e rímel daqueles bem fubangos , ah e  comprava também os compactos de sombra coloridas  e o pó de arroz pra mor de ficar mais bela do que já era.

Os vestidinhos de chita eram sempre muito floridos, mas pareciam mesmo toalhas de mesa . Fazer o que né... Ela gostava!

Toda tarde ficava horas na vitrine do peitoril de sua janela olhando os moçoilos que saíam das fábricas e lhes sorriam gentilmente apertando o passo quando passavam por ela. Mesmo porque, ela se debruçava, empunhando os peitos como pedúnculos em flor. Era nojento de ver.

Os cabra safados (os mais velhos),  os lobi(somens), a comiam com os olhos. Mas ela gostava mesmo era dos jovens e de alguns estrangeiros que às vezes por lá passavam em viagem.

Ela trabalhava na tecelagem da cidade e nas horas vagas se reunia com os poetas do cordel pra rabiscar e rebuscar palavreados.

Mas ela gostava mesmo era de galopar, e seu cavalo (tão participativo ele), que  fazia versos com ela.

Um belo dia ela ganhou um espelho e foi aí então que tudo mudou em sua vida porque ela nunca tinha visto aquele treco “praquelas”bandas.  Ela costumava refletir mesmo sua imagem nas panelas que Anastácia areava com sabão de babaçu.

Desde aquele dia, Dona Mocinha ficou mais vaidosa e sabem que ela se deu bem?

A cidade elegia nesse momento o novo prefeito. Solteirão, montado na grana (do povo, claro) carrão último tipo...

Era metido demais o sujeito,porém sua figura era bizarra. Vestia-se sempre como um arco-íris, quando a calça era amarela o paletó era roxo, a camisa lilás e a gravata alaranjada. Usava sempre um chapéu , que dizia ele era um panamá... ah, tá?

Os sapatos eram sempre   de verniz coloridos ou não, dependiam de como estava a cachola dele naquele dia.

Certa noite resolveu passear na praça e lá estava dona mocinha na janela distribuindo sorrisos e uma máscara de maquiagem que mais parecia um boneco de ventríloco. E num é que o prefeito ao vê-la caiu de amores?

E assim Dona Mocinha , que era um doce já meio passado na vitrine, virou sobremesa requintada na mesa do político.


... Coisas da vida!

by Lu Cavichioli
 
 

9 comentários:

  1. Um conto delicioso de se ler. Gostei muito.
    Beijos.

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    1. Élys, que bom ter você amigo, meu caro.

      Obrigada poela leitura e compartilhar minhas doideiras.rs

      bacios

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  2. rsrsrsrs... feitos um para o outro!

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  3. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    -QUE CAUSO!!!!

    Miga! Não tou me aguentando aqui de tanto rir!! que delícia essa Dona Mocinha!! quase caí literalmente da minha cadeira!PLOFT!

    ''se reunia com os poetas do cordel pra rabiscar e rebuscar palavreados.'' sei...

    ...''costumava refletir mesmo sua imagem nas panelas que Anastácia areava com sabão de babaçu.''kkkkkkkkkkkk...será que sei?rsrs

    E o tar prefeito , então? Home bão, casadoiro disponíver, bão partido...kkkkkkkkk...''vestia-se sempre como um arco-íris, quando a calça era amarela o paletó era roxo, a camisa lilás e a gravata alaranjada.'' kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Mário Fofoca perdeu feio pro Prefeito daquelas bandas no quesito indumentária! Ô cafundó do Judas, meu Deus!!!

    Muito obrigada por desopilar meu ''figo'', miga das Letra! Essa mocinha empetecada e borrada de maquiage me alegrou a noite hoje!!!

    ...será que sei???

    Bacios! Muitosssss

    ***E uma pergunta que não cala por aqui: será que ela me empresta o cavalo???kkkkkkkkkkkkkk

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Ai miga me acabei de rir aqui ao ler teu coment e ploft mesmo! kkkkkkkkkkkk

      Olha, o cavalo ela não emprestaria de modo algum porque ele é seu alter ego. Por acaso você já viu alguém ter um cavalo poeta? kkkkkkkkkkk Pois Dona Mocinha tem, e olha é coisa rara. Por isso pode tirar O SEU cavalinho da chuva kkkkkkkkkkkkkkk
      O prefeito saiu mesmo de algum armário carnavalesco, não é possível... kkkkkkkkk

      RIR por enquanto é o aremédio, não acha?

      Adoro quando vens.
      bacios e olha to aqui esperando teu tempo para analisar
      RAZÕES DO CORAÇÃO.

      Mile bacio
      caríssima

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  4. LU,

    ESTÁ VISUALIZANDO EU CAIDA NO CHÃO??
    VC E NORMAL??
    FUI NA FÁBRICA DE HISTÓRINHAS E A CATAPORA TOMOU CONTA DA PESSOA.

    EU AMEI O DESENRROLAR DO CAJUEIRO, DOS NEURONIOS COLADOS COM COLA QUENTE,KKKKKK, E....

    DEPOSI VOLTO PARA LER A BRANCA DE NEVE QUE DEVE DE ESTAR UM ESPETÁCULO, MAS A PESSOA AGORA TA SEM TEMPO.
    BJS GRANDE.
    E DEPOIS TBM VEIO LER ESTA DO CAUSO, JA GSOTEI DO TÍTULO.
    E ESTOU INDO TRABALHAR AGORA, TENHO UMA PESSOA PARA FAZER UM BOTOX CAPILAR. BJAOOO.

    PATTY.

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  5. Lu, cada frase que construiu tem sua característica especial. Humor não faltou, realmente. E os dois foram felizes para sempre (kkkkkkk). Bjs.

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    1. kkkkkkkkkkk Mari você imagina que eu me escachei de rir quando acabei de escrever esse texto? kkkkkkkkk Nossa, aonde é que eu vou tirar essas loucuras? Affffff

      Mas obrigada querida, por sua leitura. Adoro quando vens.

      bacios

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